Navios deste tipo:

Galera «Trireme»
Navios da antiguidade
Galera «Quinquereme»
Navios da antiguidade
Galera bizantina «Dromon»
Navios da antiguidade
Galera turca «Kadirga»
Navios da renascença
Galera do Levante «Real»
Navios da renascença
Galera Veneziana
Navios da renascença
Galeaça Veneziana
Navios da renascença

Listar navios do tipo
Navios da antiguidade


Império Bizantino
Navios da antiguidade classe
Galera bizantina «Dromon»
(tipo Galera mediterrânica)
Galera mediterrânica

Dados principais Motores
Deslocamento standard: 150 Ton
Deslocamento máx. : 180 Ton.
Tipo de propulsão: Velas e remos
Comprimento: 40 M - Largura: 6M
Calado: 2 M.
Tripulação / Guarnição: 300 Autonomia: 1500Km a 6 nós - Nr. Eixos: 0 - Velocidade Máxima: 10 nós


Forum de discussão

O Dromon, é um navio que aparece no mediterrâneo oriental, produzido pelo império romano do oriente, mais tarde conhecido como Império Bizântino. Ele é o resultado da luta pelo dominio do Mediterrâneo que se desenrolou entre Bizâncio e os árabes, desde o século VII.

Desde a criação do Império Romano até ao seru desaparecimento no século XV, com a queda de Constantinopla, as alterações aos Dromon de Bizâncio foram muitas.

Inicialmente, após a queda de Roma e do império romano a ocidente, nenhuma potência naval dominou o Mediterrâneo, pois embora os povos bárbaros tivessem saqueado a parte ocidental do império, não tinham meios navais para controlar o mar.
Por isso, Bizâncio continuou a ser a potência dominante do Mediterrâneo.

Inicialmente Bizâncio utilizava pequenas galeras, inspiradas nas pequenas galeras liburnias e navios mais pequenos «Triremes» derivados da experiência naval de Roma.
Mas a necessidade levou a reintroduzir navios maiores, uma necessidade que tinha deixado de existir quando o Império Romano dominou todo o Mediterrânio depois da batalha de Actium em 31 antes de Cristo.

Os Dromons representam a volta dos grandes navios de guerra a remos, embora inicialmente (Século VI) eles fossem navios rápidos com apenas uma fileira de remos.
Com o passar dos anos e com a necessidade de defrontar inimigos que foram aparecendo no Mediterrâneo, especialmente os árabes, os Dromon também evoluiram.

Uma das características deste tipo de navio, a qual o distingue das grandes galeras utilizadas pelos romanos do ocidente, era o seu castelo central, a partir do qual os bizantinos utilizavam armas navais como catapultas, balistas e o famoso fogo grego, uma mistura que se incendiava com a água e que só podia ser apagada ou com areia ou com vinagre.

A primeira necessidade de construir uma frota ocorreu quando no ano de 551, os Ostrogodos construiram uma esquadra para recuperar a Sardenha e a Corsega.

O Dromon evoluiu bastante durante o periodo que vai do século IV ao século XV e se os primeiros Dromon eram parecidos com as galeras birreme romanas, cerca de 500 anos depois tinham já evoluido para navios mais pesados, muitos deles com a adopção de castelos de popa e castelos de proa.

Ao contrário dos romanos, os bizantinos eram muito mais dependentes do poder naval, e quando Roma caiu, foi apoiado nesse poder naval que o Império Bizantino (na prática o império romano do oriente) chegou a reocupar grandes porçoes de território nas costas do Mediterrâneo Ocidental, chegando mesmo a tomar parte do sul da peninsula ibérica, até à sua expulsão pelos povos bárbaros-germanicos, os Visigodos.

Em 648, é criada a primeira frota árabe, constituida por mais de 1500 navios de guerra, e só então verdadeiramente o poder bizantino no Mediterrâneo começa a ser posto em causa.
Em 673, os árabes atacam a capital do império, a cidade de Constantinopla, e cercam-na durante seis anos, até que uma frota bizantina armada com Dromons equipados com lançadores de «fogo grego» arrasam a esquadra árabe e colocam um fim ao cerco.

O Dromon mais pesado passa a ter três fileiras de remos, e parte dos remadores - nomeadamente os dos níveis superiores - eram ao mesmo tempo soldados armados e esperava-se que lutassem em caso de necessidade.

A partir do século XI o Dromon começa a ser equipado com um, dois e até mesmo três mastros, com velas latinas e desaparece o castelo central.

Os árabes também copiaram este tipo de navios nas suas várias derivações. Os navios árabes eram normalmente maiores mais lentos e mais dificeis de manejar que os seus equivalentes bizantinos.

O Dromon, é o navio que faz a ligação entre as galés da antiguidade romana e as galés que começam a aparecer no Mediterrâneo durante a idade média, e que vão ser utilizadas pelos países do Mediterrâneo ocidental como Veneza, Nápoles, Génova, Aragão, França e Castela.

NOTA:
As dimensões dos navios bizântinos são quase desconhecidas, e são poucas as referências aos mesmos. Um navegante persa do século XI, que descreveu as dimensões de um Dromon abandonado, chegou a referir que o navio tinha 85 metros de comprimento e 35 metros de boca (largo), embora tais dimensões pareçam pouco credíveis.

Existiram igualmente navios de calado e dimensões muito mais pequenos que também são normalmente classificados como Dromon.


Informação genérica:
A galera é o mais comum e mais conhecido navio utilizado pelas potências mediterrânicas desde a antiguidade.
Praticamente todas as potências que controlaram toda ou parte da costa mediterrânica utilizaram este tipo de embarcação.

Pode-se mesmo afirmar que o primeiro navio deste tipo foi construido no antigo Egipto.

O que caracteriza a Galera, é a existência de remos, juntamente com um aparelho vélico, em muitos casos rudimentar, que se destinava a aproveitar os ventos dominantes no mar Mediterrâneo.
As caracteristiscas desse mar, impedem que se navegue numa direcção aproveitando o vento e que depois se faça uma viagem de volta.

Como os ventos mudam consoante as estações do ano e as viagens eram de curta duração, era necessário adaptar o navio a que pudesse movimentar-se mesmo com ventos contrários ou pura e simplesmente quando não havia ventos algum.

A utilização dos remadores, tinha no entanto os seus inconvenientes. Como era necessário alimentar um grande numero de homens, o navio tinha que transportar consigo consideráveis quantidades de água e comida. Por isso, a Galera não tinha uma grande autonomia, tendo que fazer viagens relativamente curtas, para o que era necessário e vantajoso dispor de entrepostos pelo Mediterrâneo.

Fenicios, Gregos, Cartagineses e Romanos estão entre os principais utilizadores deste tipo de embarcação, acrescentando-lhe sempre algumas características próprias.

Com a queda do império romano este tipo de embarcação passou a ser menos utilizado, e foi necessário esperar pelo fim da baixa idade média e pelo reatar das relações comerciais para que novamente se voltassem a ver embarcações com estas características em maiores quantidades.

Veneza, o Império Otomano e, os reinos Ibéricos e em menor quantidade os árabes, utilizaram este tipo de embarcação.
Segundo os registos, Portugal construiu duas Galeaças na Índia, mas a experiência não vingou nas águas daquela região e a sua utilidade era mínima em águas onde normalmente era possível navegar com o auxílio dos ventos dominantes.


   
---