Navios deste tipo:

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Navios da antiguidade
Galera «Quinquereme»
Navios da antiguidade
Galera bizantina «Dromon»
Navios da antiguidade
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Navios da renascença
Galera do Levante «Real»
Navios da renascença
Galera Veneziana
Navios da renascença
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Navios da renascença

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Batalha de Lepanto



República de Veneza
Navios da renascença classe
Galera Veneziana
(tipo Galera mediterrânica)
Galera mediterrânica

Dados principais Motores
Deslocamento standard: 200 Ton
Deslocamento máx. : 220 Ton.
Tipo de propulsão: Velas e remos
Comprimento: 41 M - Largura: 5M
Calado: 1.2 M.
Tripulação / Guarnição: 200 Autonomia: 1500Km a 2 nós - Nr. Eixos: 0 - Velocidade Máxima: 7 nós


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Veneza utilizou galeras desde o inicio da República de Veneza e este tipo de navio foi o principal apoio do poderio naval veneziano. As galeras foram evoluindo ao longo dos tempos, até que com a chegada da era do canhão, começaram a ser equipadas com um ou dois canhões á proa.

Já no século XVI, as galeras venezianas foram navios importantes na batalha de Lepanto e eram normalmente muito melhor armadas que as galeras dos reinos Habsburgos, como a Catalunha ou Nápoles.

Durante o século XVI o numero de remos e de remadores por remo foi aumentado até atingir 144 remadores, com dois remadores por remo, embora existissem outras configurações.

A tripulação era protegida da intempérie por uma tenda e não por nenhuma construção de madeira, o que tornava o navio muito mais leve e por isso mais rápido.
Disposição do armamento à proa das galeras venezianas do século XVI durante a batalha de Lepanto. Notar o grande canhão central de carregar pela boca, que era assente num carril, que ajudava a absorver o impacto. Este aumento do poder de fogo foi determinante em Lepanto, mas não era comum nas galeras venezianas mais antigas, normalmente armadas com apenas três canhões
Embora a galera comum em meados do século XVI tivesse em média 250 toneladas e 72 remos, havia navios com até 160 remos, embora não fossem (ao contrário das restantes galeras venezianas) construidos em série. Eram normalmente chamados de «Lanternas» e eram utilizados como pesados navios de comando.

Veneza, pelo menos até ao periodo de Lepanto em 1571, teve preferência por navios mais leves, mais rápidos, evitando o combate naval directo entre infantaria embarcada, por evidente falta de soldados para recrutar.

A Galera Veneziana estava equipada com um canhão pesado (de 50 a 55 libras) e dois canhões ligeiros, alem desses canhões, a maior parte das galeras estava ainda equipada com uma ou duas bombardas, que normalmente só disparavam um tiro a uma distância relativamente pequena.

A superioridade da artilharia das galeras venezianas, com os seus cinco canhões contra dois ou três canhões nos navios turcos, foi uma das razões que levou a qua a partir de aí o canhão passasse a ser a principal arma naval.

O canhão principal tinha cerca de 4,2 metros de comprimento e pesava cerca de 2500Kg. Já os falconetes (pequenos canhões de maior alcance mas menor calibre) tinham cerca de 1,6 metros de comprimento e pesavam 400 Kg.

Os navios estavam equipados normalmente com 120 homens de guerra, mas os numeros variavam enormemente de navio para navio.

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Informação genérica:
A galera é o mais comum e mais conhecido navio utilizado pelas potências mediterrânicas desde a antiguidade.
Praticamente todas as potências que controlaram toda ou parte da costa mediterrânica utilizaram este tipo de embarcação.

Pode-se mesmo afirmar que o primeiro navio deste tipo foi construido no antigo Egipto.

O que caracteriza a Galera, é a existência de remos, juntamente com um aparelho vélico, em muitos casos rudimentar, que se destinava a aproveitar os ventos dominantes no mar Mediterrâneo.
As caracteristiscas desse mar, impedem que se navegue numa direcção aproveitando o vento e que depois se faça uma viagem de volta.

Como os ventos mudam consoante as estações do ano e as viagens eram de curta duração, era necessário adaptar o navio a que pudesse movimentar-se mesmo com ventos contrários ou pura e simplesmente quando não havia ventos algum.

A utilização dos remadores, tinha no entanto os seus inconvenientes. Como era necessário alimentar um grande numero de homens, o navio tinha que transportar consigo consideráveis quantidades de água e comida. Por isso, a Galera não tinha uma grande autonomia, tendo que fazer viagens relativamente curtas, para o que era necessário e vantajoso dispor de entrepostos pelo Mediterrâneo.

Fenicios, Gregos, Cartagineses e Romanos estão entre os principais utilizadores deste tipo de embarcação, acrescentando-lhe sempre algumas características próprias.

Com a queda do império romano este tipo de embarcação passou a ser menos utilizado, e foi necessário esperar pelo fim da baixa idade média e pelo reatar das relações comerciais para que novamente se voltassem a ver embarcações com estas características em maiores quantidades.

Veneza, o Império Otomano e, os reinos Ibéricos e em menor quantidade os árabes, utilizaram este tipo de embarcação.
Segundo os registos, Portugal construiu duas Galeaças na Índia, mas a experiência não vingou nas águas daquela região e a sua utilidade era mínima em águas onde normalmente era possível navegar com o auxílio dos ventos dominantes.


   
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