Navios deste tipo:

Galera «Trireme»
Navios da antiguidade
Galera «Quinquereme»
Navios da antiguidade
Galera bizantina «Dromon»
Navios da antiguidade
Galera turca «Kadirga»
Navios da renascença
Galera do Levante «Real»
Navios da renascença
Galera Veneziana
Navios da renascença
Galeaça Veneziana
Navios da renascença

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Navios da renascença


Império Otomano
Navios da renascença classe
Galera turca «Kadirga»
(tipo Galera mediterrânica)
Galera mediterrânica

Dados principais Motores
Deslocamento standard: 150 Ton
Deslocamento máx. : 200 Ton.
Tipo de propulsão: Velas e remos
Comprimento: 51 M - Largura: 5.5M
Calado: 1.5 M.
Tripulação / Guarnição: 250 Autonomia: 1500Km a 3 nós - Nr. Eixos: 0 - Velocidade Máxima: 8 nós


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A Kadirga turca, era um navio tipicamente mediterrânico e como todos os restantes navios do tipo baseado nos varios modelos do Dromon bizantino de tamanho médio, que eram vistos como os navios mais adequados para combater as potências cristãs do Mediterrâneo, especialmente Veneza e os seus aliados da peninsula itálica, da Ordem de Malta e dos Estados Papais.

A galera turca tinha no entanto algumas caracteristicas que a diferenciavam das restantes galeras do Mediterrâneo, na medida em que os turcos pretendiam utilizar os navios para se (e quando) necessário desembarcarem tropas nas praias.

Por isso o fundo das galeras turcas era «chato» e o calado dos navios turcos era muito menor o que fazia com que por essa razão as galeras turcas fossem muito menos estáveis como plataformas para tiro de artilharia.

A vantagem, é que deslocando bastante menos água, a Kadirga tinha uma velocidade mais elevada que a galera de Veneza embora tivesse os mesmos 150 remadores (três remadores por remo).

Este tipo de navio foi também igualmente utilizada pelos piratas que operavam no mediterrâneo, mais ou menos patrocinados pelo império otomano. Eles podiam esconder-se facilmente nos fiordes do Adriâtico e podiam mesmo subir rios e ocultar o navio quando se tratava de unidades de menores dimensões.

A Kadirga, era normalmente mais rápida que a galera veneziana, no entanto estava menos armada. Não possuia canhões de grande calibre e embora possuisse pequenos canhões de maior alcance podia dispor de uma ou duas bombardas capazes de disparar um único tiro antes que os navios e as suas guarnições entrassem em combate.

Na sua participação em Lepanto, foi referido que a pontaria das galeras turcas era inferior à pontaria das galeras de Veneza. Uma das principais razões para isso foi explicada acima, pois com um casco "chato" os navios turcos eram muito mais instáveis, pois baloiçavam muito ao sabor das ondas, tornando quase impossível um tiro certeiro, desde que não fosse a apenas alguns metros do navio inimigo antes de o abalroar.


Informação genérica:
A galera é o mais comum e mais conhecido navio utilizado pelas potências mediterrânicas desde a antiguidade.
Praticamente todas as potências que controlaram toda ou parte da costa mediterrânica utilizaram este tipo de embarcação.

Pode-se mesmo afirmar que o primeiro navio deste tipo foi construido no antigo Egipto.

O que caracteriza a Galera, é a existência de remos, juntamente com um aparelho vélico, em muitos casos rudimentar, que se destinava a aproveitar os ventos dominantes no mar Mediterrâneo.
As caracteristiscas desse mar, impedem que se navegue numa direcção aproveitando o vento e que depois se faça uma viagem de volta.

Como os ventos mudam consoante as estações do ano e as viagens eram de curta duração, era necessário adaptar o navio a que pudesse movimentar-se mesmo com ventos contrários ou pura e simplesmente quando não havia ventos algum.

A utilização dos remadores, tinha no entanto os seus inconvenientes. Como era necessário alimentar um grande numero de homens, o navio tinha que transportar consigo consideráveis quantidades de água e comida. Por isso, a Galera não tinha uma grande autonomia, tendo que fazer viagens relativamente curtas, para o que era necessário e vantajoso dispor de entrepostos pelo Mediterrâneo.

Fenicios, Gregos, Cartagineses e Romanos estão entre os principais utilizadores deste tipo de embarcação, acrescentando-lhe sempre algumas características próprias.

Com a queda do império romano este tipo de embarcação passou a ser menos utilizado, e foi necessário esperar pelo fim da baixa idade média e pelo reatar das relações comerciais para que novamente se voltassem a ver embarcações com estas características em maiores quantidades.

Veneza, o Império Otomano e, os reinos Ibéricos e em menor quantidade os árabes, utilizaram este tipo de embarcação.
Segundo os registos, Portugal construiu duas Galeaças na Índia, mas a experiência não vingou nas águas daquela região e a sua utilidade era mínima em águas onde normalmente era possível navegar com o auxílio dos ventos dominantes.


   
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