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Reino de Castela
Navios da renascença classe
Caravela redonda
(tipo Caravela / Dhow)
Caravela / Dhow

Dados principais Motores
Deslocamento standard: 90 Ton
Deslocamento máx. : 120 Ton.
Tipo de propulsão: Aparelho vélico
Comprimento: 22 M - Largura: 7.5M
Calado: 3 M.
1 x Aparelho vélico 3 mastros (0)
Tripulação / Guarnição: 25 Autonomia: 3000Km a 6 nós - Nr. Eixos: 0 - Velocidade Máxima: 8 nós


Forum de discussão

Sendo um navio ligeiro, com um grande numero de aplicações a caravela teve também várias derivações relativamente ao plano vélico, ou seja à configuração de mastros e tipo de velas utilizadas.

No Mediterrâneo e nas navegações das descobertas, tornou-se necessária a utilização da caravela latina ou de velas triangulares, por causa da grande vantagem que aqueles navios apresentavam por poderem «bolinar» com facilidade. Ou seja: Se o navio estivesse em dificuldades e tivesse que voltar para trás, poderia voltar mesmo contra o vento.

Já em águas onde eram conhecidas as rotas e onde se podia utilizar a vantagem de conhecer exactamente quais os ventos dominantes, a vela latina (triangular) não tinha tanta utilidade porque se a caravela fosse equipada com uma vela quadrada que tinha uma área vélica muito maior (que pelo facto de rodar sobre o mastro principal se chama pano redondo e leva a que o navio seja apelidado de caravela rotunda ou redonda) poderia aproveitar melhor o vento e ser assim maior, podendo transportar maior quantidade de carga.

Esta é a razão pela qual os reinos de Leão e Castela, nos seus domínios do norte, bem assim como alguns países do norte da Europa (Inglaterra incluída) vão utilizar este navio.

Já no Mediterrâneo, onde muitas vezes a calmaria é total e onde mesmo a caravela latina tinha dificuldades em operar, a caravela redonda de velas rectangulares ou quadradas eram de pouca ou nenhuma utilidade.

O alegado filho do Duque de Beja, Cristovam Colom [1], mais conhecido como Cristovão Colombo utilizou este tipo de navio na pequena frota de três navios com que descobriu as ilhas da América Central, e com que posteriormente explorou aqueles territórios americanos.



[1] - A tese é discutida e não é possível determinar a verdadeira origem do navegador que oficialmente descobriu a América.
Informação genérica:
As origens da Caravela são normalmente associadas ao navios ligeiros utilizados no mediterrâneo, especialmente os navios de origem árabe que utilizavam vela triangular.

As origens mais remotas no mediterrâneo encontram-se nas embarcações de um povo árabe, conhecido como «Nabateus» que habitavam na costa do Mediterrâneo oriental e do Mar Vermelho. Estes árabes, utilizavam os tradicionais «Dhows»[1] da peninsula arábica, em várias versões, entre as quais se encontravam navios de vela triangular com um pequeno castelo de popa.

O Dhow e a chamada Caravela latina, partilham a vela triangular e a grande manobrabilidade como principal característica.

A estrutura do navio e forma de construção é no entanto diferente consoante se trate de construção mediterrânica, atlântica ou índica.

A enorme vantagem dos Dhows e das Caravelas que foram utilizados como navios de transporte, de pesca mas também de guerra estava na manobrabilidade e não na sua capacidade de transportar armamento.



[1]Designação para quase todo o tipo de embarcação árabe que no entanto é contestada, dado não só terem existido os navios de grande porte (ver Ghanga e Baghala) como ainda vários outros tipos de navios com diferentes denominações e configurações. Não se tratava no entanto de navios com capacidade militar.


   
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