Navios deste tipo:

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Navios da renascença


Reino de Portugal
Navios da renascença classe
Nau portuguesa
(tipo Nau / Carraca)
Nau / Carraca

Dados principais Motores
Deslocamento standard: 200 Ton
Deslocamento máx. : 600 Ton.
Tipo de propulsão: Aparelho vélico
Comprimento: 0 M - Largura: 0M
Calado: 0 M.
Tripulação / Guarnição: 300 Autonomia: 5000Km a 5 nós - Nr. Eixos: 0 - Velocidade Máxima: 6 nós


Forum de discussão

A Nau, é por definição um navio que decorre da experiência com as carracas e que se distingue daquelas por ser menos longa e ter uma largura inferior. As Naus enviadas pelos portugueses à Índia seguiam este principio.

Além disso, na Nau, as torres de popa e de proa tendem a ser ligeiramente mais baixas ao mesmo tempo que os bordos laterais foram aumentados como resultado do aumento do tamanho dos castelos de proa e de popa, até que se acabaram por juntar. Também por esta razão a Nau parece ser mais equilibrada que a Carraca, e mais adequada ao armazenamento de produtos.

As Naus foram, tal como as Carracas utilizadas como navios de guerra e muitas vezes na Índia não se faz grande distinção entre os dois tipos de navios, sendo que em muitos casos é provável que navios construídos tipicamente como Carracas fossem designados por Naus.

Embora Portugal desenhasse e construísse navios mais eficientes do ponto de vista militar, as Naus foram sempre o cavalo de batalha das campanhas portuguesas no oriente.

Os navios transportavam gente para as possessões portuguesas no Índico, eram utilizados como navios de guerra no caso de ser necessário e eram posteriormente carregados até à sua capacidade máxima.

Normalmente na viagem de volta, os navios vinham completamente repletos de mercadorias, pelo que era comum a remoção dos canhões e a sua arrumação de forma a acomodar a carga, o que retirava praticamente qualquer capacidade militar aos navios, que ficava reduzida aos pequenos falcões e falconetes colocados nas amuradas e áreas mais altas dos navios, o que de qualquer forma era mais que suficiente para as ameaças que as frotas portuguesas tinham que defrontar.

Embora a configuração do navio entrasse em decadência pela sua lentidão e dificuldade de manobra, os portugueses substituiram as Naus por navios com características diferentes durante os séculos XVII, XVIII e mesmo XIX, mas continuaram em muitos casos a referir-se aos navios que enviavam para a Índia como Naus.


Informação genérica:
A Carraca e a Nau , são muitas vezes confundidas pelas suas funções idênticas como navios de transporte, embora se trate de navios diferentes pela sua configuração e características.

Como noutros casos, não existe unanimidade nem sequer um consenso minimo quando se trata de designar os navios, mas de qualquer forma, a Carraca aparece em principio como um grande navio de transporte europeu, tanto utilizado no norte da Europa como no Mediterrâneo.

A Nau teve funções idênticas, mas foi essencialmente utilizada pelos portugueses, considerando-se normalmente que a Nau, tinha menor necessidade de tripulação e era mais adequada para viagens mais longas. Tinha um calado maior, tornando o navio mais estável e velas quadradas, tal como a Carraca, embora utilizasse velas latinas de compensação.

Foram igualmente utilizadas Naus no Mediterrâneo, quer por Veneza quer também pelos turcos otomanos, que terão utilizado a experiência naval de várias cidades da costa do Adriático para construir os seus navios de alto bordo.


   
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