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Carraca
(tipo Nau / Carraca)
Nau / Carraca

Dados principais Motores
Deslocamento standard: 800 Ton
Deslocamento máx. : 1200 Ton.
Tipo de propulsão: Aparelho vélico
Comprimento: 0 M - Largura: 0M
Calado: 0 M.
Tripulação / Guarnição: 600 Autonomia: 4000Km a 4 nós - Nr. Eixos: 0 - Velocidade Máxima: 6 nós


Forum de discussão

Para encontrar as origens deste tipo de navio podemos ter que recuar até ao século XII, quando se encontram referências aos primeiros navios de grande tonelagem e considerável capacidade de transporte.

A Carraca tinha inicialmente um grande mastro com uma vela quadrangular e as suas proporções, permitiam o aumento da sua dimensão que vai ocorrendo ao longo dos séculos seguintes.

Vários países europeus que dependem do comércio vão utilizar Carracas com objectivos comerciais, à medida que vão aumentando as trocas comerciais entre os principais portos da Europa.

No entanto, embora já existissem Carracas, o seu custo é muito elevado e o seu número é relativamente reduzido. No século XVI, aproveitando as suas características e tamanho como poderosa plataforma com capacidade para a utilização de artilharia, vários países vão construir Carracas poderosamente armadas, que vão servir não apenas como navios de guerra mas também como navios de prestigio.

Como a Carraca era um navio com um custo de construção extremamente elevado No inicio do Século XVI, dois navios distinguem-se como as duas maiores Carracas armadas do mundo, Um deles é o «Henry Grace a Dieu» da Inglaterra, e o outro a Carraca «Santa Catarina do Monte Sinai».
A diferença entre os dois navios, é que o navio inglês tinha canhões de maior calibre e menor alcance, enquanto o navio português estava armado com um grande numero de canhões (superior a 100) mas de menor calibre e maior alcance.

Comparação básica entre um perfil de Carraca com proa derivada da de navios do norte da Europa, com perfil de Nau. A Nau tem bordos mais altos, é mais larga e mais curta que a Carraca. No entanto muitas carracas e naus foram designadas pelo mesmo nome
As grandes Naus do século XVI são normalmente vistas como desenvolvimentos das Carracas, mas há diferenças na evolução que estes navios sofreram nas principais potências europeias.

Portugal, que por causa da sua riqueza decorrente do comércio com a Índia, possuiu até meados do século XVI a maior frota de Carracas e o maior numero de navios de guerra de alto bordo de qualquer país da Europa, considerou que a Carraca tendia a tornar-se maior e mais dificil de governar, pelo que tentou introduzir um outro conceito de navio de guerra, com a Caravela de Armada, o qual acabou por não vingar.
Não tendo o conceito vingado, Portugal pareceu juntar as características da Caravela com as da Carraca para desenhar os seus galeões armados do fim do século XVI.

O principal concorrente de Portugal, Castela, sempre foi uma nação com muito mais tradições terrestres e não introduziu grandes alterações às Carracas e passou a chamar galeões a Carracas praticamente sem modificações. Esses navios estavam armados com maior numero de canhões mas sofriam dos mesmos problemas de mobilidade que sempre afectaram a Carraca e que eram provocados pelo enorme e altíssimo Castelo de Proa. Mesmo depois da derrota da Armada Invencível em 1589, Filipe II continuou a insistir no mesmo tipo de navio e mandou que fossem construídos 10 novos Galeões para a Coroa de Castela, claramente inspirados nos desenhos das Carracas de um século antes.

A Inglaterra, que começou a construir Carracas no inicio do século XVI, não tinha os mesmos problemas dos países ibéricos no que respeitava à necessidade de transporte e além disso, tinha condições de mar - no Mar do Norte - que tornaram imperioso estudar formas de modificar o comportamento e a manobrabilidade da Carraca. Essas modificações implicaram uma grande redução do castelo de proa, que permitiu ao navio ser muito mais manobravel que os seus equivalentes ibéricos. Esta modificação resultou assim no Galeão Inglês.

De notar, que existe especialmente no mundo anglo-saxonico uma certa tendência para comparar Nau com Carraca. Embora se trate de navios idênticos quanto aos seus objectivos, tinham características diferentes. Ver «Nau».


Informação genérica:
A Carraca e a Nau , são muitas vezes confundidas pelas suas funções idênticas como navios de transporte, embora se trate de navios diferentes pela sua configuração e características.

Como noutros casos, não existe unanimidade nem sequer um consenso minimo quando se trata de designar os navios, mas de qualquer forma, a Carraca aparece em principio como um grande navio de transporte europeu, tanto utilizado no norte da Europa como no Mediterrâneo.

A Nau teve funções idênticas, mas foi essencialmente utilizada pelos portugueses, considerando-se normalmente que a Nau, tinha menor necessidade de tripulação e era mais adequada para viagens mais longas. Tinha um calado maior, tornando o navio mais estável e velas quadradas, tal como a Carraca, embora utilizasse velas latinas de compensação.

Foram igualmente utilizadas Naus no Mediterrâneo, quer por Veneza quer também pelos turcos otomanos, que terão utilizado a experiência naval de várias cidades da costa do Adriático para construir os seus navios de alto bordo.


   
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