Navios deste tipo:

Invincible (1909)
Cruzador de batalha
Indefatigable
Cruzador de batalha
Lion
Cruzador de batalha
Tiger
Cruzador de batalha
Renown
Cruzador de batalha
Hood
Cruzador de batalha

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Cruzador de batalha

Acontecimentos relacionados
Afundamento da «Força Z»



Reino Unido
Cruzador de batalha classe
Renown
(tipo Cruzadores de batalha britânicos)
Cruzadores de batalha britânicos

Dados principais Motores
Deslocamento standard: 30505 Ton
Deslocamento máx. : 36657 Ton.
Tipo de propulsão: Turbina a vapor
Comprimento: 242 M - Largura: 30.5M
Calado: 9.2 M.
8 x Caldeiras (carvão) Admiralty (3 ciclos) (0)
4 x Turbinas acopladas Parsons (120000cv/hp)
Tripulação / Guarnição: 1181 Autonomia: 13000Km a 12 nós - Nr. Eixos: 4 - Velocidade Máxima: 30 nós

Canhões / armamento principal
6 x Armstrong 381mm /42 Mk.I Mod.1912 UK (Calibre: 381mm/Alcance: 26.52Km)
20 x Vickers Defence 114mm Mk 3 UK (M.1930) (Calibre: 114mm/Alcance: 19.97Km)


Forum de discussão

Esta classe de navios, é o resultado do aparecimento no periodo imediatamente anterior à primeira guerra mundial do conceito de Cruzador de Batalha, um navio poderosamente armado, mas com uma blindagem leve, que lhe permitia atingir uma velocidade elevada.

Entre o reconhecimento e o descrédito do conceito de cruzador de batalha
Os navios foram lançados já depois do inicio do conflito mundial, numa altura em que o conceito (embora ainda não tivesse sido desacreditado) enfrentava criticas, mas já depois da batalha das Falkland no final de 1914, no Atlântico Sul, em que os cruzadores de batalha demonstraram as suas vantagens.

Os navios deste tipo começaram por ser concebidos seguindo as linhas dos courçados do tipo «Royal Sovereign», mas depois da batalha nas Falkland (em que por alguns meses o conceito de cruzador de batalha voltou a reunir preferências) e do sucesso face a cruzadores blindados alemães no final de 1914, a classe foi completamente repensada. Os planos base foram produzidos em apenas 10 dias e os planos finais foram apresentados em Abril de 1915. Esperava-se que a sua construção demorasse 15 meses, devendo estar prontos em Julho de 1916.

Como era norma na altura, o armamento principal dos dois navios, seria o mesmo dos couraçados, pelo que eles receberam três torres duplas com peças de 381mm.
Mas depois da batalha de Jutlandia e reconhecendo o fracasso do conceito de «Cruzador de batalha» os navios foram objeto de modificações com o objectivo de aumentar a sua protecção entre 1918 e 1922.

Os dois navios foram submetidos a modernizações durante os anos 30, mas enquanto o Renown sofreu uma modificação muito grande, idêntica à que tinha sido feita nos couraçados da classe Queen Elizabeth, o Repulse ficou a um nível bastante inferior, sem um segundo nível de protecção lateral e sem a protecção da área das chaminés e das caldeiras que tinha sido adicionada ao Renown.

Durante a II Guerra Mundial, o Renown enfrentou o cruzador de batalha alemão «Gneisenau», que com os seus nove canhões de 280mm foi atingido pelos canhões de 381mm e abandonou o combate juntamente com um cruzador pesado, deitando uma cortina de fumo.
Os navios participaram na caça ao couraçado Bismark em 1941 embora nenhum deles tenha entrado em acção.

Depois da entrada do Japão na guerra a Grã Bretanha enviou para o extremo oriente o couraçado Prince of Wales juntamente com o Renown, fazendo parte da «força Z».
A insistência do comandante da força em enfrentar os japoneses sem o apoio de porta-aviões levou a que o Renown e o Prince of Wales tenham sido detectados pelos japoneses, tendo o Renown sido afundado.

O HMS Repulse, idêntico ao Renown mas sem a mesma modernização. Notar a diferença entre a ponte do Repulse e a ponte do Renown (foto no topo) em que se pode identificar a configuração em torre, típica dos couraçados britânicos dos anos 30 e 40.


Informação genérica:
Quando os grandes navios blindados começaram a dominar as águas, cedo se tornou evidente que eles poderiam ser atacados por navios muito mais pequenos, logo que os torpedos começaram a fazer parte da guerra no mar.
Como resultado disso, os couraçados tinham que ser escoltados por navios mais rápidos que poderiam atacar os torpedeiros.

É assim que surgem os contra-torpedeiros e depois os navios com capacidade para atacar os contra-torpedeiros, os cruzadores, que vão aumentando de blindagem para se debaterem uns contra os outros, nascendo os cruzadores protegidos e posteriormente os cruzadores blindados blindados, além dos cruzadores ligeiros.

Rapidamente, a estratégia naval tem que entrar em linha de conta com duas realidades:

Por um lado o combate entre os navios principais, os couraçados, e por outro o combate entre os navios mais rápidos.

Cruzadores de batalha com peças de 343mm

Com a corrida aos armamentos a aquecer, as peças de 12 polegadas (305mm) que equipavam os principais navios britânicos fora abandonadas em favor do calibre 13.5 polegadas (343mm).

Naturalmente que, com a introdução deste tipo de armamento, os cruzadores de batalha também receberam o novo armamento. Duas classes foram construidas com este armamento, os Lion e Tiger, que foram muito acarinhados pela imprensa, mas que na realidade nunca foram navios eficientes


Cruzadores de batalha com peças de 381mm

No final de 1914, a vitória britânica na batalha naval das Falkland e a volta ao almirantado do almirante Fisher (o homem que mais tinha advogado o conceito), a ideia dos cruzadores de batalha muito rápidos voltou a ser defendida e verbas atribuidas à construção de novos navios, que deveriam desenvolver velocidades muito elevadas (mais de 30 nós). Com a introdução das peça de 15 polegadas (381mm) este calibre também começou a ser introduzido nos cruzadores de batalha, ainda que o entusiasmo da marinha para com estes navios tivesse vindo a ser reduzido.
Por isso apenas dois navios foram lançados numa altura de transição. Os dois navios armados com seis peças de 381mm chegarão à II guerra mundial.

Ainda que a batalha de Jutland tenha arrefecido o interesse pelos cruzadores de batalha antes do fim da guerra, uma classe ainda mais poderosa, também armada com peças principais de 381mm foi lançada, mas apenas uma unidade, o cruzador de batalha Hood chegaria a entrar ao serviço.

O almirante John Fisher: O homem que impulsionou a construção de cruzadores de batalha.
Estratégia para um desastre

Em Agosto de 1914, logo no inicio da I guerra, durante a batalha de «Helligolang Bight», o prestigio dos cruzadores de batalha atingiu o seu ponto alto.
O recontro, aparentava confirmar que tudo o que se tinha dito de positivo sobre este tipo de navio se confirmava.

Grandes e extremamente rápidos, os cruzadores de batalha da Royal Navy podiam aparecer rapidamente, desferir golpes tremendos com o seu poderoso armamento e desaparecer rapidamente antes que pudessem aparecer couraçados inimigos.

Interpretação dos resultados dos confrontos envolvendo cruzadores de batalha

Os sinais no entanto não foram todos positivos. Ainda no final desse ano, e ainda que os britânicos tenham afundado os navios do esquadrão alemão do pacífico nas Falkland, notou-se que a leve blindagem dos cruzadores de batalha tinha sido perfurada pelos tiros de 210mm dos cruzadores blindados alemães.
Mas estas informações, não foram consideradas importantes, pelo que na Grã Bretanha o almirante Fisher, o principal defensor do conceito continuou a impulsionar a construção de mais cruzadores de batalha.

Nesta imagem uma das mais dramáticas fotos da I guerra mundial: o cruzador de batalha HMS Invincible explode durante a batalha de Jutlandia.



Jutlandia: Desastre para os cruzadores de batalha

Poucas semanas depois de o HMS Hood e outros três navios iguais terem sido encomendados (Tratou-se da mais poderosa classe de cruzadores de batalha alguma vez concebida), ocorre a batalha de Jutlândia. M Jutlândia, por um conjunto de razões, os cruzadores de batalha foram utilizados como se fossem couraçados e mandados enfrentar uma esquadra alemã.

A blindagem dos cruzadores de batalha era demasiado fina e a proteção contra projecteis disparados a grande distância era pura e simplesmente desadequada. Os navios podiam ser facilmente atingidos pelos disparos das peças alemãs de grande calibre, nomeadamente pelos canhões de 280mm e 305mm.

O resultado de Jutlândia foi desastroso. Embora os britânicos tenham obtido uma vitória táctica, o país perdeu em um único dia três cruzadores de batalha. Um deles afundou-se após receber 6 impactos de armas de grande calibre, quando na mesma batalha um couraçado britânico recebeu 16 impactos e não se afundou.

A ideia e o conceito do Almirante Fisher caiu por terra em Jutlândia. Dos navios do tipo que tinham sido encomendados apenas um foi terminado e mesmo esse seria destruido em combate, por causa dos mesmos problemas que foram encontrados neste tipo de navios durante a I guerra mundial


   
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