Listar navios do tipo
Submarino de ataque (SSK)


Australia
Submarino de ataque (SSK) classe
Collins

Dados principais Motores
Deslocamento standard: 3100 Ton
Deslocamento máx. : 3407 Ton.
Tipo de propulsão: Motor a Diesel
Comprimento: 77.8 M - Largura: 4.8M
Calado: 7 M.
Profundidade: 200 M
Numero de tubos: 6
1 x Motor eléctrico Jeumont-Schneider (7344cv/hp)
3 x Motor a Diesel Hedemora/Garden Island V18B/14 (6020cv/hp)
3 x Gerador electrico Jeumont-Schneider (4.2MW)
Tripulação / Guarnição: 42 Autonomia: 16000Km a 10 nós - Nr. Eixos: 1 - Velocidade Máxima: 20 nós

Torpedos

Radares
- Kelvin Hughes KH-1007 (F) (Navegação - Al.med: 37Km)


Forum de discussão

Inicialmente designados como projecto 1114 os navios que mais tarde viriam a ser conhecidos como a classe Collins nasceram de uma determinação do governo da Austrália para criar uma industria local de defesa com capacidade para construir submersíveis. São o resultado de um concurso internacional em que vários concorrentes se apresentaram tendo a decisão final sido tomada entre um projecto da HDW da Alemanha e outro da Kockums da Suécia.

Os Collins não são por isso um projecto 100% australiano, pois eles são baseados num projecto e no know how da empresa sueca Kockums, que ganhou a concorrência. Um consórcio chamado Australian Submarine Consortium foi constituido em 1985 para apresentar às autoridades da Austrália o projecto de submarino que é o maior alguma vez desenhado pela Kockums.

Tendo ganho o concurso a ASC passou à fase de construção, mas a falta de experiência da empresa, que tinha sido criada propositadamente para construir os submarinos levou a que a construção destes se arrastasse, com inumerod problemas a serem relatados quer durante a construção quer mesmo depois de os navios terem sido entregues.

A juntar aos persistentes problemas mecânicos com os navios ocorreram sérios problemas com o sistema de combate que tinha sido desenvolvido especificamente para eles. A situação chegou a um ponto tal que forçou a marinha australiana a desistir de ter um sistema de combate proprietário e a solicitar o auxilio da americana Raytheon, instalando nos Collins um sistema de gestão de combate de origem norte-americana.

Também foram solucionados problemas de ruido excessivo que inicialmente eram característica dos Collins.

Os problemas mecânicos obrigaram também a estabelecer um limite máximo para mergulho que deveria ultrapassar os 300 metros não pode ser atingido.
Embora o limite estabelecido pela marinha australiana para a profundidade até onde o submarino poderá submergir seja secreta, pode-se estimar que presentemente os seis navios não ultrapassem os 200 metros de profundidade.

O projecto inicia que pretendia garantir para a Austrália independência na área dos submarinos, acabou por tornar o país muito mais dependente dos Estados Unidos, país a cuja experiência a Austrália recorreu para ultrapassar parte dos problemas encontrados durante a construção e operação dos navios.

Independentemente dos seus problemas, os Collins encontram-se entre os maiores submarinos convencionais do mundo, com um deslocamento submerso superior a 3400 toneladas e capacidade para transportar 22 torpedos pesados do tipo Mk.48 ADCAP.
São também dos primeiros submarinos do mundo equipados com um sistema AIP, no caso um sistema do tipo Stirling.

Notas
Com o auxílio do sistema Stirling a autonomia do navio é de 400 milhas náuticas a 4 nós
No total entre torpedos e mísseis podem ser transportadas 22 armas


Informação genérica:


   
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