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O Higgins
Submarino de ataque (SSK)
Tunku Abdul Raman
Submarino de ataque (SSK)
S-80A
Submarino de ataque (SSK)

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Submarino de ataque (SSK)

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Chile
Submarino de ataque (SSK) classe
O Higgins
(tipo Scorpene)
Scorpene

Dados principais Motores
Deslocamento standard: 1400 Ton
Deslocamento máx. : 1668 Ton.
Tipo de propulsão: Motor a Diesel
Comprimento: 66.4 M - Largura: 6.2M
Calado: 5.5 M.
Profundidade: 300 M
Numero de tubos: 6
4 x Motor a Diesel MTU 16V 396 SE84 (2990cv/hp)
1 x Motor eléctrico Jeumont Schneider (2.8MW)
Tripulação / Guarnição: 31 Autonomia: 11700Km a 8 nós - Nr. Eixos: 1 - Velocidade Máxima: 20 nós

Torpedos
- 18 x ALENIA-Marconi IF-21 Blackshark - sistema de lançamento: lançadores U209TT

Radares
- Kelvin Hughes KH-1007 (F) (Navegação - Al.med: 37Km)

Sonares
- Thales group TSM-2233 / Pesquisa activa/passiva

Outros sistemas electrónicos
- EDO Corp. ARGOS AR-900 (Contramedidas electronicas)
- UDS International / Armaris SUBTICS (Sistema de gestão de dados combate)


Forum de discussão

Os dois navios da classe O'Higgins vieram substituir os mais antigos submarinos de construção britânica do tipo Oberon que se encontravam ao serviço da marinha chilena e que tinham sido incorporados em 1976.

A opção do Chile foi entre submarinos de construção elamã e francesa, tendo o Scorpéne sido escolhido em vez do proposto submarino alemão U214.

O Scorpene chileno é o primeiro submarino do tipo a ter sido entregue a uma marinha de guerra, pelo que sofreu vários problemas e avarias durante o periodo anterior à incorporação e mesmo já depois de ter sido entregue à marinha chilena. No entanto, por se tratar do primeiro submarino do tipo, o aparecimento de problemas iniciais na primeira série são relativamente comuns, pois na industria naval, não exsistem protótipos nem unidades pré-série.

Conforme inicialmente estipulado, os dois submarinos do Chile foram construidos pela DCN e pela Navantia, tendo cada um dos estaleiros o direito de construir uma parte do submarino. Por isso, enquanto o primeiro navio foi lançado em França, o segundo foi lançado em Espanha.

Os O´Higgins estão equipados com um sofisticado sistema integrado de combate concebido pela Armaris. Esse sistema permite ao submarino gerir o lançamento tanto de minas e torpedos como de mísseis anti-navio. No entanto, o Chile não optou pela aquisição de mísseis anti-navio, embora a opção esteja em aberto, dado os dois submarinos desta classe estarem preparados para os receber.

Embora os submarinos Scorpéne tenham sido desenhados a pensar na inclusão de um sistema de propulsão independente do ar, a marinha do Chile optou por não adquirir esse sistema, sendo que a sua adaptação posterior é facilitada pelo facto de essa possibilidade ter sido incluida no próprio projecto de construção.

O Scorpene chileno transporta um total de 18 torpedos e/ou mísseis anti-navio e pode em teoria permanecer 50 dias sem submergir, embora tenha que utilizar o periscópio e o sistema de captação de ar com frequência para permitir a alimentação das baterias.


Informação genérica:
Os navios do tipo Scorpene foram desenvolvidos pela empresa francesa DCNi - Direction de Construccion Navale - Internacional.

A empresa francesa, detentora do know-how estabeleceu uma parceria com os estaleiros navais Izar da Espanha para a construção dos navios nos estaleiros dos dois países.
A França pretendia assim garantir a aquisição futura por parte da Espanha deste modelo de submarino.

Os primeiros submarinos deste tipo que foram construidos foram os dois clase O'Higgins que foram entregues ao Chile. O segundo lote foi para a Malásia, mas mais uma vez na versão normal, sem o sistema MESMA de propulsão independente do ar

Desde o inicio que o Scorpene foi projectado para ter duas versões principais.

1 - Versão base:
A que foi fornecida ao Chile e à Malásia e que contaria com um sistema convencional de propulsão constituido por motores a Diesel

2 - Versão AIP
Que contaria com um sistema de propulsão independente do ar de origem francesa conhecido como MESMA.

Este sistema de propulsão não encontrou muitos interessados e presentemente apenas o Paquistão o considerou como opção.

Os Scorpene podem mergulhar a profundidades de até 300 metros, no entanto várias fontes apontam o valor de 350 metros como tendo sido garantido pelos fabricantes do navio.


S-80 - O Scorpene espanhol
Uma vez que a DCN entrou numa parceria estratégica com a empresa espanhola Izar (posteriormente falida e substituida pela Navantia) tornou-se normal a opção pelo Scorpéne como modelo para o novo submarino espanhol que deverá entrar ao serviço não só para substituir os já desactivados Daphné como também os submarinos Agosta.

A industria espanhola, optou por embora partindo do projecto do Scorpene com versão AIP, desenhar um sistema de propulsão autónomo, que não era o sistema MESMA que inicialmente tinha sido previsto para a versão maior do Scorpéne.

Este facto levou ao esfriar de relações entre as duas empresas DCNi e Navantia, ainda mais quando se tornou conhecido que a Espanha optou por equipar os seus submarinos com sistemas concebidos nos Estados Unidos em vez de sistemas franceses.

Embora as suas dimensões exteriores e configuração geral sejam claramente derivadas do Scorpéne, o futuro S-80 espanhol optou por uma solução que até ao momento não foi testada operacionalmente em nenhum outro submarino.
O S-80 terá um sistema AIP com células de combustível, mas deverá produzir o seu próprio combustível a bordo a partir de Etanol.

O programa segue em desenvolvimento e dificuldades técnicas levaram a Navantia a pedir o auxilio de empresas norte-americanas nomeadamente para desenvolver as células de combustível. Este submarino deverá igualmente ter capacidade para o lançamento de mísseis Tomawak.

MARLIN - O Scorpene francês
Com o piorar das relações entre a industria francesa e espanhola, os franceses optaram por iniciar um processo que culminou com a apresentação de uma versão do Scorpene, sem a participação dos estaleiros espanhóis da Navantia.

A principal e mais evidente diferênça entre o Marlin e o agora seu concorrente S-80, é a continuação da utilização do sistema de propulsão independente do ar do tipo MESMA, que no caso do novo modelo francês, deverá ser o MESMA-2, com menos ruido e menor emissão de calor.
Fora esta característica, o Marlin não é muito diferente das versões iniciais do Scorpene e a alteração do seu nome é acima de tudo resultado da separação entre as industrias dos dois países. O «novo» submarino foi entretanto apresentado como opção ao Paquistão. O Brasil é também um potêncial cliente.


   
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