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China popular
Porta aviões classe
Liaoning
(tipo Kuznetsov)
Kuznetsov

Dados principais Motores
Deslocamento standard: 45900 Ton
Deslocamento máx. : 58500 Ton.
Tipo de propulsão: Turbina a vapor
Comprimento: 304.5 M - Largura: 70M
Calado: 10.5 M.
4 x Turbina a vapor Nikolayev (0)
8 x Caldeiras (oleo) Nikolayev (200000cv/hp)
Tripulação / Guarnição: 2600 Autonomia: 15000Km a 18 nós - Nr. Eixos: 4 - Velocidade Máxima: 30 nós

Aeronaves embarcadas
- 18 x UAC-KnAAPO Sukhoi Su-33 / Su-27K


Forum de discussão

Inicialmente designado (não oficialmente) «Hsi Lang», o nome de um general chinês que ocupou Taiwan no século XVII, este navio recebeu em 2012 o seu nome definitivo «Liaoning», o nome da provincia onde foi recontruido.

O Liaoning é o antigo porta-aviões soviético Varyag, do tipo Admiral Kuznetsov, que foi vendido à China pelo governo da Ucrânia, alegadamente para o transformar num casino flutuante.
Mas a partir de 2002 o navio entrou num processo de grandes reparações, para além do que seria normal de esperar de um navio que se destinaria a ficar em doca.
Vários trabalhos foram efectuados, entre os quais a colocação de um pavimento novo no convés de voo e a pintura do navio nas cores utilizadas pela marinha da China.

Também terão ocorrido contactos entre a China e estaleiros na Rússia, com o objectivo de facilitar as operações e entidades chinesas já fizeram pela primeira vez referência ao navio em 2010.

De facto o Liaoning navio efectuou as suas primeiras provas de mar entre 8 e 12 de Agosto de 2011 e após essas provas foi rapidamente enviado para doca seca onde foi submetido a várias intervenções que demoraram vários meses.

Em Setembro de 2012, no meio de uma crise de fronteiras marítimas com o Japão, o porta-aviões Liaoning foi declarado operacional pelas autoridades chinesas.
Em Novembro de 2012 ocorreu a primeira aterragem de um caça naval J-15, uma cópia chinesa do caça russo Su-33 (Su-27K).

Capacidades
Como ocorre com o seu equivalente russo, o valor militar do Lianing é discutível. Embora o navio possa de fato ser utilizado operacionalmente se a China desenvolver todas as valências necessárias, ainda assim dificilmente ele poderá ser utilizado de forma eficiente.

A marinha chinesa ainda não dispõe em 2013 de sistemas de deteção e aviso aéreo antecipado adequados para proteger o navio em caso de conflito. Por esta razão o Liaoning está «condenado» a operar em águas costeiras, onde estará sob a proteção do guarda chuva dado pela aviação com base em terra.

Mar do Sul da China
No entanto, o navio pode ter utilidade quando se analisa a situação no mar do Sul da China. Os chineses acreditam ter direitos sobre grande parte da área daquele mar, entrando em conflito com os países da região.
A distância a que as pequenas ilhas daquele mar está do continente chinês, transforma-as em potênciais alvos em caso de conflito de baixa intensidade, ou escaramuças, sem que a China possa responder à altura.

A presença de um porta-aviões na região, ainda dentro da área de proteção da aviação chinesa com base em terra, deverá permitir acalmar os ânimos dos militares de países como o Vietname ou as Filipinas.


Informação genérica:
Ainda os porta-aviões da classe Kiev estavam em construção, e já os responsáveis da marinha soviética tinham começado a pensar no futuro dos grandes navios de superfície da URSS.

Com os Kiev, a marinha da URSS não podia de facto competir com os grandes porta-aviões dos Estados Unidos, nem mesmo com os porta-aviões franceses da classe Clemanceau. Construídos com uma pista relativamente pequena e pensados para aviões de descolagem vertical que eram pouco potentes como aeronaves de combate os Kiev eram vistos como navios de transição.

A nova classe de navios deveria ser muito mais poderosa. Não seria apenas um cruzador-porta.aviões que substituía a falta de aeronaves com os seus grandes mísseis anti-aéreos, mas sim um porta-aviões de descolagem convencional, capaz de colocar no ar aeronaves mais capazes e com efectiva capacidade militar.

O projecto começou inicialmente por ser um super porta-aviões conhecido como classe Leonid Brejnev. Esse tipo de navio, deveria ser parecido com os grandes porta-aviões norte-americanos, movido a energia nuclear e com catapultas para projectar aeronaves no ar a um ritmo elevado.

Mas nos anos 70/80, a engenharia soviética não conseguiu produzir catapultas que permitissem o lançamento de aeronaves de grandes dimensões. A somar a isso esteve a decisão dos responsáveis soviéticos de não optar pela instalação de propulsão nuclear, para evitar os problemas de desenvolvimento que afligiram os cruzadores de batalha da classe Kirov.
Receando que os seus dois mais poderosos navio se transformassem em elefantes brancos os almirantes optaram por um sistema motriz convencional com caldeiras e turbinas a vapor.

O resultado dos cortes ao projecto Leonidas Brejnev foram os navios do tipo Kuznetsov. Dos dois navios propostos, apenas um foi entregue à marinha soviética em 1990, pouco tempo antes do país desaparecer.
O navio passou para a marinha da Federação Russa e só ficou realmente operacional cinco anos depois. O segundo navio, o Varyag acabou sendo cancelado. Continuou nos estaleiros ucranianos e sem capacidade para terminar o navio o governo da Ucrânia vendeu o casco do navio à China.

A aquisição do Varyag pela China foi envolvida numa nuvem de duvidas e ainda hoje não é certo que mecanismos foram utilizados para comprar o navio, que inicialmente deveria ser utilizado como casino flutuante numa zona de jogo.
Aparentemente o governo da China tomou posse do navio e iniciou um processo de modernização que aparenta ter como objectivo transformar o Varyag, rebaptizado provisóriamente Hsi Lang e posteriormente Liaoning, no primeiro porta-aviões chinês.


   
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