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Hermes
Porta aviões
Viraat
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Acontecimentos relacionados
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Reino Unido
Porta aviões classe
Hermes
(tipo Centaur)
Centaur

Dados principais Motores
Deslocamento standard: 23900 Ton
Deslocamento máx. : 28700 Ton.
Tipo de propulsão: Turbina a vapor
Comprimento: 226.9 M - Largura: 48.8M
Calado: 8.8 M.
4 x Caldeiras (oleo) Admiralty (3 drum) (0cv/hp)
2 x Turbinas acopladas Parsons (76000cv/hp)
Tripulação / Guarnição: 2100 Autonomia: 13000Km a 18 nós - Nr. Eixos: 2 - Velocidade Máxima: 28 nós

Misseis
Sistema de lançamento N/DGWS-20 SeaCat6 x Bombardier / Shorts GWS-20 SeaCat (Defesa de ponto)

Aeronaves embarcadas
- 20 x Hawker Sea Harrier FRS.1


Forum de discussão

O Hermes, foi um dos quatro navios do tipo Centaur que foram construidos.
O contrário dos outros navios do tipo, que depois de terem sido utilizados como porta-aviões foram ou convertidos em porta-helicópteros ele apresenta diferenças significativas como por exemplo o facto de inicialmente ele ter sido construido com uma pista em ângulo, o que não era comum nos porta-aviões britânicos.

Pelas suas pequenas dimensões e impossibilidade de operar os caças F-4 Phantom, ele foi relegado para navio de segundo plano e foram-lhe retiradas as catapultas e o sistema de cabos tensores, que permitiam travar as aeronaves na operação final de aterragem no convés de voo.

Quando a marinha britânica abandonou a ideia de deixar de operar porta-aviões, o Hermes foi considerado como uma hipótese viável para navio de apoio porta-helicópteros.

Além dessas modificações que permitiram que o navio voltasse ao serviço activo o Hermes foi submetido a alterações que podiam permitir a utilização dos novos caças de descolagem vertical Sea Harrier. A Royal Navy pretendia utilizar o navio até que estivesse operacional o último dos três porta-aviões da classe Invincible, o Ark Royal.

Porém, em 1981, uma lei britânica de redução de custos com a defesa determinou o abate permaturo do navio.
O Hermes acabou sendo «salvo» desse abate permaturo por causa do conflito no Atlântico Sul.

Embora destinado à sucata, o velho navio foi transformado em navio almirante da esquadra britânica e operou continuamente 20 aeronaves Sea Harrier e cerca de 10 helicópteros Sea King.

A importância do navio foi na altura de tal forma determinante, que o comandante britânico da operação chegou a afirmar que «…se perdermos o Invincible, estaremos em maus lençois, mas se perdermos o Hermes, teremos perdido a guerra…».

Depois do conflito nas Malvinas e após um periodo de negociações o HMS Hermes foi vendido para a marinha da União Indiana. (ver porta-aviões Viraat).


Informação genérica:
Os navios da classe Centaur, começaram a ser construidos durante a II guerra mundial, mas o fim do conflito levou a que dos oito navios quatro tenham sido cancelados, enquanto os restantes quatro receberam baixa prioridade de construção.

Os navios tinham diferenças consideráveis entre si, e também foram utilizados para diferentes funções. Dois deles, foram convertidos para a função de porta-helicópteros.

O mais famoso de todos os navios da classe Centaur foi o HMS Hermes (que inicialmente se chamava HMS Elephant). Esse navio foi o último da classe a ser construido, e por isso pode-se quase considerar que o Hermes, constitui uma classe à parte da classe Centaus.
Ele foi o único a receber uma pista em ângulo e posteriormente o único a ter sofrido modificações para receber aeronaves Sea-Harrier. Isto levou a que estivesse ao serviço até aos anos 80, participando no conflito nas Malvinas.

O Hermes, foi vendido para a Índia, como INS Viraat, onde também opera aeronaves do tipo Sea Harrier.

Os outros navios, Centaur e Albion foram retirados de serviço no inicio dos anos 70. Já o HMS Bulwark, que estava na reserva em 1982 foi objecto de revisões apressadas, para em caso de necessidade nas Malvinas, voltar a servir como porta-aviões.

Os britânicos concluiram que voltar a colocar o HMS Bulwark no serviço activo demoraria de nove meses até um ano, pelo que a entrada ao serviço do segundo navio da classe Invincible, o HMS Illustrious tornou a reactivação do Bulwark uma questão secundária. No entanto, por uma questão de segurança, os trabalhos só foram abandonados depois do fim da guerra nas Malvinas.


   
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