Navios deste tipo:

Invincible
Porta aviões ligeiro
Ocean
Porta helicopteros

Listar navios do tipo
Porta aviões ligeiro

Notícias relacionadas
Confirmados dois Super Porta-aviões britânicos
Cut Britannia, Britannia cuts away



Reino Unido
Porta aviões ligeiro classe
Invincible
(tipo Invincible)
Invincible

Dados principais Motores
Deslocamento standard: 16000 Ton
Deslocamento máx. : 19500 Ton.
Tipo de propulsão: Turbina a Gás
Comprimento: 193 M - Largura: 36M
Calado: 7.5 M.
4 x Turbina a Gás Rolls Royce Olympus TM3B (94000cv/hp)
8 x Gerador electrico (diesel) (14000KW)
Tripulação / Guarnição: 1068 Autonomia: 9000Km a 18 nós - Nr. Eixos: 2 - Velocidade Máxima: 28 nós

Canhões / armamento principal
3 x Thales Nederland 30mm SGE-30 «Goalkeeper» (Calibre: 30mm/Alcance: 3.5Km)

Radares
- BAE Systems Electronics T-1022 (Pesquisa aérea - Al.med: Km)
- Sperry-Marine Bridgemaster / Type 1008 (Navegação - Al.med: 38Km)
- Kelvin Hughes KH-1007 (F) (Navegação - Al.med: 37Km)
- Plessey AWS-9 / T-996 (Pesquisa aérea - Al.med: 82Km)

Aeronaves embarcadas
- 2 x Sikorsky / United Technologies SH-3D AEW
- 9 x Hawker Sea Harrier FRS.1


Forum de discussão

Os Invincible, começaram por ser utilizados pela Grã Bretanha apenas como navios porta-helicópteros, que operavam até 10 Sea-King, juntamente com três ou quatro aeronaves Sea-Harrier de asa fixa.

As aeronaves deveriam servir como nucleo de grupos de conbate anti-submarinos, pelo que a sua principal função era a de detectar e atacar submarinos soviéticos, enquanto que o pequeno número de Sea-Harrier serviria para defender a frota contra ataques aéreos.

Quando em 1982 a Argentina invadiu as ilhas Malvinas e os britânicos decidiram enviar uma força para recuperar as ilhas, o Invincible, juntamente com o já antiquado «Hermes» eram os únicos navios que a Grã Bretanha possuia com capacidade para operar aeronaves que seriam necessárias para a operação.

O HMS Invincible partiu assim para o Atlântico Sul, para desempenhar uma função para a qual não tinha sido desenhado.
Em vez de quatro Sea-Harrier, normalmente embarcados, o navio poderia operar até nove aviões. Mas as necessidades do combate e a perda de helicópteros levou a que ele operasse até onze aviões. Isto provocou complicados problemas porque a única forma de operar essas aeronaves era coloca-las permanentemente na coberta.

Além dos Sea-Harrier, que eram os únicos aviões de combate que a marinha britânica tinha disponíveis, foram também embarcados aviões Harrier da força aérea, adequados para efectuar ataques ao solo.

A pouca eficácia do Invincible era tão evidente, que os britânicos utilizaram um porta-contentores para transportar aeronaves, tendo improvisado uma pista de pouso na proa do navio. Esta solução, embora tivesse funcionado para o transporte de aeronaves acabou por resultar trágica pois o navio, o Atlantic Convoyer foi afundado por mísseis anti-navio argentinos.

Os problemas encontrados pelos britânicos no conflito acabaram por influenciar o segundo navio da classe. Foram adquiridos à pressa sistemas CIWS-Phalanx, que foram fornecidos de emergência pelos Estados Unidos. Este fornecimento ocorreu depois de aquele país ter declarado o seu apoio aos britânicos.

O segundo navio do tipo, o HMS Illustrious, recebeu um sistema CIWS - Phalanx durante o periodo de acabamento apressado, antes de se juntar ao HMS Invincible (navio onde tal sistema não tinha sido colocado porque o seu custo era considerado demasiado elevado).
A guerra terminou a 14 de Junho de 1982, seis dias antes da entrega do segundo navio da classe à Royal Navy.

Posteriormente ao conflito, os sistemas CIWS acabaram sendo removidos e substituidos por sistemas Goalkeeper de origem holandesa.



Acima o HMS Invincible, como ficou após o conflito das Malvinas, com a instalação provisória de sistemas de defesa CIWS-Phalanx. Abaixo, o mesmo navio após a modernização a que foi submetido.


O HMS Invincible foi vendido num leilão na Internet e enviado para a Turquia para reciclagem .
O HMS Ark Royal continuava em 2011 sujeito a licitação. Entre os planos estava o reboque para Gibraltar onde seria transformado em museu da Royal Navy.

O HMS Illustrious terminou em 2011 uma grande operação de revisão e modificação que permite transformar o navio num porta-helicópteros e navio de comando, no entanto os planos são para que o navio seja retirado em 2014, altura em que o porta-aviões «Queen Elizabeth» será incorporado.
Informação genérica:
A classe «Invincible» de porta-aviões ligeiros teve um «parto» extremamente complicado, por causa da redução dos orçamentos de defesa no Reino Unido, nos anos 60.
A Royal Navy, enfrentou não apenas os problemas financeiros do país, como ainda por cima o seu principal rival em termos de preferência no orçamento britânico, a Força Aérea e o comando de bombardeiros.

Ficou estabelecido no projecto realizado entre 1966 e 1967 que os novos navios da Royal Navyseriam porta-helicópteros e que a cobertura e apoio aéreo às tropas britânicas seria feita por aeronaves baseadas em terra e por bombardeiros de longo alcance, como o Vulcan. Ficaria para a Royal Navy a operação de helicópteros.

Como resultado disto, os navios da classe Invincible seriam cruzadores de comando e teriam um deslocamento próximo das 12.500 toneladas e capacidade para operar seis helicópteros do tipo Sea-King.
Mais tarde, um novo desenho para o mesmo navio, apresentou uma solução que permitia a operação de nove helicópteros, o que tornava o navio muito mais eficaz elevando o seu deslocamento para as 19.500 tonelada,com uma coberta corrida.
Os projectistas deixaram propositadamente espaço para que se efectuassem facilmente modificações no projecto.

As pressões da marinha levaram a que mais tarde, em Maio de 1975, já o primeiro navio estava a ser construido, fosse publicamente anunciado que os Cruzadores de coberta corrida seriam armados com aeronaves de asa fixa e descolagem vertical do tipo Sea-Harrier, que foram desenvolvidos ao mesmo tempo que o primeiro navio da classe estava em construção.

O primeiro dos navios da classe, foi enviado à pressa para o Atlântico Sul em 1982, 18 meses após ter sido entregue à Royal Navy.
O segundo, que estava em constução e tinha o seu lançamento previsto para Setembro de 1982, foi objecto de um grande esforço, com vista a termina-lo rapidamente, o que levou a que fosse entregue ainda em Junho, após rápidos testes de aceitação. A entrega oficial do navio, ocorreu já com o navio a navegar para sul em direcção às Malvinas.

O conflito do Atlântico Sul, levou a um novo estudo por parte dos britânicos das suas necessidades. O principal problema dos Invincible - o pequeno numero de aeronaves que os navios podiam operar - levou a que se modificasse o convés de voo, com alterações na proa do navio.

Acima as modificações na proa dos navios. Na imagem da esquerda, a configuração inicial, onde ainda se vêm os lançadores de mísseis Sea-Dart. Na foto da direita, o resultado após as modificações, mostra um aumento do espaço disponível para colocar aeronaves.

Os navios também receberam numerosas modificações técnicas, como por exemplo novos radares e sistemas de comunicação.


As lições das Malvinas, levaram a que a Grã Bretanha cancelasse os planos que tinha para vender um dos três navios da classe. Mas acima de tudo, a dimensão reduzida dos navios, levou a que a sua futura substituição, em vez de passar por navios equivalentes, passará pela incorporação de duas grandes unidades navais, com um deslocamento próximo das 70.000 toneladas. Serão os maiores navios alguma vez operados pela marinha britânica.


   
---