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Reino Unido
Porta aviões classe
Queen Elizabeth II
(tipo CVF-PA2)
CVF-PA2

Dados principais Motores
Deslocamento standard: 65000 Ton
Deslocamento máx. : 72000 Ton.
Tipo de propulsão: Turbina a Gás
Comprimento: 283 M - Largura: 73M
Calado: 11.5 M.
2 x Motor a Diesel Wartsila (2x 11MW) (15000cv/hp)
4 x Motor a Diesel Wartsila (12000cv/hp)
2 x Turbina a Gás Rolls Royce Trent MT-30 (48000cv/hp)
Tripulação / Guarnição: 679 Autonomia: 18000Km a 15 nós - Nr. Eixos: 2 - Velocidade Máxima: 26 nós

Radares
- ALENIA-Marconi S1850 «Astral» (Pesquisa aérea - Al.med: 151Km)

Aeronaves embarcadas
- 2 x Agusta-Westland EH-101 Merlin
- 2 x Boeing Rotorcraft CH-47D Chinook
- 36 x Lockeed Martin F-35B «Lighting-II»


Forum de discussão

Desenhados em cooperação com os franceses, numa tentativa de criar uma classe europeia de porta-aviões, os futuros navios da classe Queen Elizabeth serão os maiores navios de guerra que alguma vez foram operados por uma marinha europeia.

Esta classe constitui um salto gigantesco da situação anterior da marinha britânica para aquela que resultará da operação desses porta-avioes.
Na realidade os dois navios da classe Queen Elizabeth, representam o retomar da tradição britânica de possuir porta-aviões de grandes dimensões, que foi abandonada nos anos 60 quando foi anunciado que os porta-aviões Ark Royal e Eagle, ambos de aproximadamente 53.000 toneladas não seriam substituidos.

A experiência com os pequenos porta-aviões da classe Invincible - que começaram a ser entregues nos anos 70 e que se revelaram demasiado pequenos durante o conflito nas ilhas Malvinas no Atlântico Sul - levaram os britânicos a considerar que continuava a fazer sentido possuir porta-aviões de grandes dimensões que permitissem apoiar operações anfibias em qualquer lugar do mundo.

Comparação entre o tamanho dos porta-aviões da classe Invincible e os novos Queen Elizabeth que os vão substituir
Tendo em consideração os problemas do passado, uma das principais características dos dois navios, é a enorme área da coberta, que permite a utilização desta por um grande numero de aeronaves (este foi um dos principais pontos negativos da classe Invincible) e que pode ser comparada no esquema ao lado.

Embora sejam muito maiores que os Invincible, a Royal Navy parece ter preferido manter o sistema de rampa Ski-jump que permite auxiliar aeronaves a descolar. Assim, ao contrário do seu meio irmão francês, que utilizará catapultas, os Queen Elizabeth vão manter a tradição adoptada com os Invincible (e também com o Hermes) de possuir uma rampa para lançamento das aeronaves, que deverão ser do tipo F35.

A rampa dos Queen Elizabeth, é aliás a diferença mais evidente quando se pretende distinguir os navios britânicos do navio francês, que têm uma configuração convencional, utilizando catapultas a vapor.
A outra diferença encontra-se no facto de o porta-aviões francês possuir uma pista em ângulo, enquanto que os navios britânicos utilizam uma coberta corrida, ao longo do navio.

Embora tenha acomodações para até 1450 pessoas, a tripulação do navio deverá rondar as 600 pessoas, e o grupo aéreo deverá ter aproximadamente 300. Esta enorme redução de pessoal, está relacionada com a enorme automação dos vários sistemas do navio .

Defesa aérea e aviso aéreo antecipado
Entre os problemas que a Royal Navy ainda terá que resolver, encontra-se o facto de por ser um navio que não conta com catapultas, os Queen Elizabeth não podem utilizar aeronaves de vigilância, como por exemplo o Hawkeye.

Os britânicos poderão utilizar uma solução de recurso baseada em helicópteros, como aconteceu durante o confito de 1982, mas a solução não parece ser eficaz.


Cortes orçamentais
Os cortes na defesa ameaçaram por várias vezes a construição dos navios. Com o objectivo de reduzir os custos, a marinha britânica terá optado em 2009 por construir um dos porta-aviões com uma configuração diferente, utilizando-o como porta-helicópteros e plataforma logística. A decisão estárá relacionada com o aumento dos custos dos caças F-35 que seria necessário adquirir para operar dois porta-aviões.


As modificações foram contínuas e depois de 2013 a Royal Navy decidiu voltar atrás e prosseguir a construção do Queen Wlizabeth II como inicialmente previsto e em contra-partida foi considerada a possibilidade de vender o Prince of Wales, tendo sido demonstrado interesse por parte da India.

Visão artística do que poderia vir a a ser o Prince of Wales, caso os planos de 2010 tivessem prosseguido.
No entanto, o agravar das tensões na Europa e as posições cada vez mais agressivas da Rússia, levaram a Grã Bretanha em 2014 a anunciar que os dois porta-aviões seriam construidos e que poderiam mesmo operar conjuntamente.

Os navios deverão operar com um total de 16 a 24 caças F-35B, juntamente com helicópteros Chinook de transporte e Westland EH101 «Merlin».

Juntamente com o porta aviões nuclear francês os dois navios serão os mais poderosos navios de guerra da Europa.

Rússia, inimigo de novo

A continua politica agressiva da Federação russa, a invasão e ocupação de parte da Ucrânia e as ameaças veladas contra países vizinhos, parte da NATO, levaram vários países europeus a reavaliar os seus gastos de defesa.

Os navios deste tipo, que tinham aparentemente perdido a sua razão de ser voltaram de um momento para o outro a ser muito mais importantes.
Num hipotético conflito, estes navios têm como função garantir o isolamento total da Russia. Seria de esperar uma resposta russa, equivalente à resposta da Alemanha Hitleriana durante a II guerra mundial, com submarinos.
A capacidade anti-submarina do porta-aviões e dos seus helicópteros é também de importância primordial.
Informação genérica:
Os projectos PA-2 e CVF, representam uma tentativa dos governos da Grã Bretanha e da França para produzir um navio que tenha um grande numero de componentes comuns, com o objectivo de reduzir os custos de produção.

Inicialmente previu-se que os navios seriam muito parecidos mas na prática, as diferentes exigências de cada uma das marinhas (francesa e britânica) levaram a que as diferenças entre os navios tivessem aumentado muito.
Os navios britânicos deveriam operar aeronaves de descolagem vertical do tipo F-35B, enquanto o francês terá um sistema convencional utilizando catapultas a vapor e um sistema de retenção das aeronaves que também utiliza vapor.

O Prince of Wales, com rampa Ski Jump: Cancelado, depois modificado e novamente reabilitado como porta-aviões para operação de jatos de descolagem vertical.


Embora com vários sistemas diferentes, exteriormente os navios identificam-se quando comparados com outros porta-aviões, por recorrerem a uma configuração de ponte completamente inovadora.
Ao contrário dos porta-aviões construidos até ao momento, que dispõem de uma torre que é utilizada pelo comando do navio e ao mesmo tempo também pelo pessoal de voo, estes três navios terão uma ponte de comando e também uma torre de controlo, dedicada às operações aéreas.

Cortes no orçamento da Royal Navy e acordo franco-britânico de 2010

De forma algo inesperada, embora posteriormente tivesse sido divulgado que as negociações entre França e Grã Bretanha já duravam desde 2008, foi anunciado no final de Outubro de 2010 que o projecto de porta-aviões britânicos seria radicalmente modificado.

Para reduzir custos e problemas financeiros o governo da Grã Bretanha, chefiado por David Cameron, decidiu abrir mão de um dos porta-aviões, convertendo o outro para um padrão praticamente igual ao padrão do porta-aviões francês.

Assim: O primeiro navio a entrar ao serviço, o Queen Elizaberth que já não seria possível alterar sem grandes custos, seria rapidamente retirado de serviço, logo que o segundo navio ficasse pronto.

O segundo navio, o Prince of Wales, em vez de utilizar aeronaves de descolagem vertical, estaria equipado com catapultas, sendo praticamente igual ao projecto francês PA-2, que se encontra presentemente congelado.

A Grã Bretanha passaria assim a contar com um porta-aviões convencional em 2020, cinquenta anos depois de ter retirado de serviço o último navio com estas características.
Ao contrário da Grã Bretanha, a França construiu os dois Clemenceau (Clemenceau e Foch) e posteriormente o porta-aviões nuclear Charles de Gaulle.

Segundo o acordo franco-britânico, a Grã Bretanha e a França vão partilhar os seus porta-aviões, em condições que até ao momento (2010) não estão completamente esclarecidas.

Problemas

No entanto, a conversão do segundo navio para operar aeronaves convencionais (chegou a considerar-se a utilização do Rafale pela Royal Navy) enfrentou vários problemas de desenvolvimento.

A Grã Bretanha optou por prosseguir com os planos para equipar os navios com caças F-35 e a França decidiu cancelar o PA-2 em 2013.


   
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