Navios deste tipo:

Porte Avions 2
Porta aviões
Queen Elizabeth II
Porta aviões

Listar navios do tipo
Porta aviões


França
Porta aviões classe
Porte Avions 2
(tipo CVF-PA2)
CVF-PA2

Dados principais Motores
Deslocamento standard: 70000 Ton
Deslocamento máx. : 75000 Ton.
Tipo de propulsão: Turbina a Gás
Comprimento: 283 M - Largura: 73M
Calado: 11.5 M.
2 x Turbina a Gás Rolls Royce MT-30 (0)
Tripulação / Guarnição: 1650 Autonomia: 18000Km a 15 nós - Nr. Eixos: 2 - Velocidade Máxima: 26 nós

Misseis
Sistema de lançamento SYLVER VLSAster-1516 x MBDA Aster-15 (Defesa antiaérea próxima)

Aeronaves embarcadas
- 48 x Dassault-Aviation Rafale M


Forum de discussão

A França anunciou em 2004, que procederia à construção de um segundo porta-aviões para complementar o porta-aviões nuclear Charles DeGaulle.

No entanto, contráriamente ao que poderia ser esperado, os franceses anunciaram que o seu segundo porta-aviões teria propulsão convencional e não nuclear.

Igualmente relevante foi o facto de os franceses terem anunciado que o seu porta-aviões seria baseado no projecto britânico que levará à construição dos dois porta-aviões da classe Queen Elizabeth.
Esta cooperação entre França e Grã Bretanha é no entanto menos significatia que inicialmente se poderia prever, pois os dois projectos têm-se afastado consideravelmente, e embora partilhem grande parte do conceito básico de organização e layout interno, várias diferenças, fazem com que os navios sejam bastante diferentes entre si.

Visão 3D do porta aviões francês
O PA-2, será bastante maior que o porta-aviões Charles DeGaulle, e será o maior navio alguma vez operado pela marinha da França. Ele será um porta-aviões CTOL, convencional. As aeronaves serão lançadas utilizando catapultas a vapor, idênticas às utilizadas pelos porta-aviões norte-americanos.

Serão utilizadas aeronaves do tipo Rafale, em missões ar-ar de defesa aérea, que também serão utilizados para missões de ataque.

Pelas suas dimensões e pelo facto de poder operar aeronaves maiores, mercê de ter instaladas catapultas, o PA-2 operará aeronaves de vigilância aérea antecipada do tipo Hawkeye de fabrico norte-americano, que vão permitir estabelecer uma área de vigilância com um raio superior a 200km.

O futuro do PA-2 é incerto e como o porta-aviões nuclear Charles De Gaulle, o PA-2 pode vir a sofrer com cortes nas despesas militares da França. Embora não se fale em cancelar oprojecto existem rumores sobre o seu adiamento. Com o aumento galopante dos preços de combustíveis e o cada vez maior divórcio entre o projecto do navio francês e dos navios britânicos, no Verão de 2008 começou a ser cogitada a possibilidade de se efectuar uma revisão do projecto, transformando o PA-2 num porta-aviões nuclear, em vez de recorrer às turbinas Rolls Royce.

As dúvidas que se foram avolumando e a decisão britânica de voltar a construir os seus porta-aviões para utilização de aeronaves de descolagem vertical, levou os franceses a congelar indefinidamente o programa, sendo que se considera em França que o navio foi na realidade cancelado.

Não é no entento impossível que o programa venha a ser retomado.


Informação genérica:
Os projectos PA-2 e CVF, representam uma tentativa dos governos da Grã Bretanha e da França para produzir um navio que tenha um grande numero de componentes comuns, com o objectivo de reduzir os custos de produção.

Inicialmente previu-se que os navios seriam muito parecidos mas na prática, as diferentes exigências de cada uma das marinhas (francesa e britânica) levaram a que as diferenças entre os navios tivessem aumentado muito.
Os navios britânicos deveriam operar aeronaves de descolagem vertical do tipo F-35B, enquanto o francês terá um sistema convencional utilizando catapultas a vapor e um sistema de retenção das aeronaves que também utiliza vapor.

O Prince of Wales, com rampa Ski Jump: Cancelado, depois modificado e novamente reabilitado como porta-aviões para operação de jatos de descolagem vertical.


Embora com vários sistemas diferentes, exteriormente os navios identificam-se quando comparados com outros porta-aviões, por recorrerem a uma configuração de ponte completamente inovadora.
Ao contrário dos porta-aviões construidos até ao momento, que dispõem de uma torre que é utilizada pelo comando do navio e ao mesmo tempo também pelo pessoal de voo, estes três navios terão uma ponte de comando e também uma torre de controlo, dedicada às operações aéreas.

Cortes no orçamento da Royal Navy e acordo franco-britânico de 2010

De forma algo inesperada, embora posteriormente tivesse sido divulgado que as negociações entre França e Grã Bretanha já duravam desde 2008, foi anunciado no final de Outubro de 2010 que o projecto de porta-aviões britânicos seria radicalmente modificado.

Para reduzir custos e problemas financeiros o governo da Grã Bretanha, chefiado por David Cameron, decidiu abrir mão de um dos porta-aviões, convertendo o outro para um padrão praticamente igual ao padrão do porta-aviões francês.

Assim: O primeiro navio a entrar ao serviço, o Queen Elizaberth que já não seria possível alterar sem grandes custos, seria rapidamente retirado de serviço, logo que o segundo navio ficasse pronto.

O segundo navio, o Prince of Wales, em vez de utilizar aeronaves de descolagem vertical, estaria equipado com catapultas, sendo praticamente igual ao projecto francês PA-2, que se encontra presentemente congelado.

A Grã Bretanha passaria assim a contar com um porta-aviões convencional em 2020, cinquenta anos depois de ter retirado de serviço o último navio com estas características.
Ao contrário da Grã Bretanha, a França construiu os dois Clemenceau (Clemenceau e Foch) e posteriormente o porta-aviões nuclear Charles de Gaulle.

Segundo o acordo franco-britânico, a Grã Bretanha e a França vão partilhar os seus porta-aviões, em condições que até ao momento (2010) não estão completamente esclarecidas.

Problemas

No entanto, a conversão do segundo navio para operar aeronaves convencionais (chegou a considerar-se a utilização do Rafale pela Royal Navy) enfrentou vários problemas de desenvolvimento.

A Grã Bretanha optou por prosseguir com os planos para equipar os navios com caças F-35 e a França decidiu cancelar o PA-2 em 2013.


   
---