Navios deste tipo:

Broadsword
Fragata
Boxer
Fragata
Cornwall
Fragata
Greenhalgh
Fragata
Almirante Williams
Fragata
Regele Ferdinand
Fragata

Listar navios do tipo
Fragata


Reino Unido
Fragata classe
Broadsword
(tipo Type 22)
Type 22

Dados principais Motores
Deslocamento standard: 3500 Ton
Deslocamento máx. : 4731 Ton.
Tipo de propulsão: COGOG (Combinada Gás ou Gás)
Comprimento: 131.2 M - Largura: 14.8M
Calado: 6 M.
2 x Turbina a Gás Rolls Royce Tyne RM1C (9700cv/hp)
2 x Turbina a Gás Rolls Royce Olympus TM3B (54600cv/hp)
Tripulação / Guarnição: 239 Autonomia: 8100Km a 18 nós - Nr. Eixos: 2 - Velocidade Máxima: 30 nós

Misseis
Sistema de lançamento GWS-25GWS-25 Mod.0/3 «Seawolf»6 x MBDA GWS-25 Mod.0/3 «Seawolf» (Defesa de ponto)
Sistema de lançamento MM38LEXOCET MM-388 x MBDA EXOCET MM-38 (Anti-navio)

Radares
- BAE Systems - Naval ships Bae 910 (Director de tiro - Al.med: 0Km)
- Kelvin Hughes KH-1006 (Navegação - Al.med: Km)
- ALENIA-Marconi T-967/968 (Pesquisa aérea - Al.med: 90Km)

Aeronaves embarcadas
- 2 x Agusta-Westland Navy Lynx HAS-8


Forum de discussão

Primariamente pensadas para funções de luta antisubmarina, as fragatas Type-22 ou «Broadsword» deveriam especializar-se na caça a submarinos soviéticos no Atlântico Norte. Elas deveriam entrar ao serviço não só na marinha britânica como também na marinha holandesa.

Uma das principais característidas das fragatas deste tipo foi a inclusão de um novo tipo de sonar, com melhores capacidades para detectar e anular a vantagen das novas classes de submarinos nucleares de ataque da União Soviética.
As Type-22 passaram, com o seu novo sistema de sonar passivo de longo alcance, a ter capacidade para detectar este tipo de ameaça submarina.
Além do sonar, as novas fragatas Broadsword, tinham ainda um hangar para dois helicópteros dedicados à luta anti-submarina, aumentanto ainda mais as suas capacidades para lutar contra submarinos.

Os navios foram concebidos sem canhões, porque se considerou que tal armamento não teria qualquer utilidade, numa fragata que deveria agir sob o guarda-chuva protector de aeronaves. Também o numero de mísseis anti-navio Exocet foi inicialmente restringido a apenas quatro.

As suas características e também o seu casco, pensado para resistir a condições de mar muito dificeis davam aos navios as capacidades adequadas para a função de escolta anti-submarina para os porta-aviões ou outros navios mais importantes da Royal Navy.

Estas fragatas foram construidas tendo em atenção que poderiam vir a ser modernizadas no futuro. Por essa razão o tamanho dos navios da classe era maior que o tamanho de alguns contra-torpedeiros da Royal Navy.

Os navios deste tipo postraram ser excepcionais plataformas para a luta anti submarina e as HMS Broadsword e HMS Brilliant, foram enviadas para o Atlântico Sul em 1982, juntamente com o grupo dos dois porta-aviões britânicos, Hermes e Invincible além de outros navios de escolta.

As fragatas não tiveram necessidade de utilizar as suas capacidades anti-submarinas, mas os mísseis de curto alcance Seawolf - que foram utilizados pela primeira vez no conflito - provaram as suas qualidades, quando a 12 de Maio de 1982 os mísseis anti-aéreos da HMS Brilliant[1] destruiram dois caça-bombardeiros Skyhawk argentinos. Já a HMS Broadsword foi atingida por fogo de caça-bombardeiros argentinos Mirage-5/Dagger em 25 de Maio de 1982, durante um ataque em que o contra-torpedeiro Coventry (navio da classe Sheffield) foi destruido após avaria nos mísseis anti-aéreos Seacat.

A Royal Navy, optou por construir posteriormente navios deste tipo, mas com dimensões ainda maiores, que resultaram das fragatas do Lote-II e Lote-III (Batch-II / Batch-III).

Todos os quatro navios foram transferidos para a Marinha do Brasil entre 1995 e 1997.


[1] Futura fragata F-47 Dodsworth da marinha brasileira
Informação genérica:
As fragatas Type 22 ou classe Broadswoard foram as sucessoras da classe Leander. A primeira destas fragatas foi incorporada na marinha britânica em 1979 e a primeira série da classe foi constituida por quatro navios.

A principal função dos navios era a luta anti-submarina, pelo que quando foram projectados, pensou-se que não seriam necessários canhões, pelo que as Broadsword não contam com canhões de maior calibre que 20mm e o seu armamento principal é apenas constituido por mísseis anto-navio Exocet e mísseis anti-aéreos Seawolf.

Notou-se a infuência norte-americana, que também tinha construido as fragatas Perry sem pensar na necessidade de um canhão de maior calibre, que acabou por ser incluido no design, por pressão dos setores mais conservadores da marinha norte-americana.

Dois dos navios do primeiro lote das fragatas tipo 22, também conhecidos por classe «Broadsword» estiveram no Atlântico Sul em 1982.

Nos anos 90, os quatro navios foram transferidos para a Marinha do Brasil.

Type 22 «batch 2»

O lento processo de desenvolvimento e as características dos estaleiros levaram ao desenho de uma classe modificada, que ficou conhecida como lote dois (batch 2) en inglês.
Trata-se de navios de maiores dimensões, que continuaram sem um armamento principal de maior calibre.

Type 22 «batch 3»

Já depois da guerra nas Malvinas, a falta do armamento principal foi reconhecida, dando assim lugar ao lote três (batch 3).
Esse terceiro grupo de navios da classe distingue-se por possuir uma torre armada com um canhão de 114,5mm à proa.


Alguns navios do lote II foram vendidos a marinhas estrangeiras. Um foi vendido ao Chile e dois foram vendidos à Roménia.
Estes navios sofreram modificações para lhes instalar uma peça de artilharia de 76mm.

Com os planos britânicos para cortes na defesa, os quatro navios do terceiro lote foram retirados de serviço e colocados na situação de reserva, podendo ser vendidos a outras marinhas.


   
---