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Espanha
Submarino de ataque (SSK) classe
S-80A
(tipo Scorpene)
Scorpene

Dados principais Motores
Deslocamento standard: 2198 Ton
Deslocamento máx. : 2426 Ton.
Tipo de propulsão: Gerador AIP - Celulas de combustível
Comprimento: 71 M - Largura: 7.4M
Calado: 0 M.
Profundidade: 300 M
Numero de tubos: 6
3 x Motor a Diesel MTU 16V 396 (4800cv/hp)
1 x Gerador AIP - Celulas de combustível UTC Power (300KW)
Tripulação / Guarnição: 32 Autonomia: 12000Km a 8 nós - Nr. Eixos: 1 - Velocidade Máxima: 20 nós


Forum de discussão

O S-80 é um projecto de submarino que pretende substituir os quatro submarinos espanhóis da classe Agosta presentemente ao serviço. Embora os estaleiros espanhois insistam em afirmar que o S-80A é um projecto 100% espanhol, derivado do anterior S-80, a maior parte das publicações internacionais continua a considerar o S-80A, como uma cópia modificada do projecto em que Espanha e França colaboraram e que é conhecido como Scorpéne.

De facto, o projecto francês parece ter sido utilizado como base a partir da qual a industria espanhola procedeu a alterações de monta. Ao Scorpene modificado foi dado o nome de S-80A e as alterações são suficientes para se poder afirmar que se trata de um novo submarino, mas a herança, disposição dos sistemas, linhas, vela e leme continuam a ser demasiado próximas do Scorpene para se poder afirmar que se trata de facto de um novo navio. O conceito parece ser o mesmo, não obstante, as várias modificações aplicadas ao S-80A são novidades absolutas que não foram ainda aplicadas a nenhum outro tipo de submarino.

Sistema AIP original.
O sistema de propulsão AIP, é desde o inicio a principal dor de cabeça do fabricante.
A Navantia decidiu que na segunda versão do S-80, o AIP não seria uma opção mas sim um equipamento standard.
O S-80A é um submarino hibrido e tanto pode funcionar com propulsão Diesel-Electrica como pode funcionar com recurso à energia provida pelo sistema AIP.

Os problemas iniciais com que se depararam as industrias espanholas, conduziram a um acumular de problemas que por sua vez levaram a que fosse necessário recorrer a empresas nos Estados Unidos, para apoiar a concepção do sistema.

O sistema de geração de energia independente do ar, desenvolvido pela United Technologies/UTC-Power e funcionará com Etanol e Oxigénio líquido os mesmos combustíveis utilizados pelo sistema MESMA que é proposto para o Scorpéne. Mas o sistema em estudo pelos norte-americanos, ao contrário do francês, utilizará células de combustível, produzindo energia através de uma reação química, reduzindo a emissão de calor, que é um dos problemas apontados ao sistema francês.

A energia electrica produzida, será acumulada em baterias que permitem alimentar os motores electricos.

O S-80 deverá ter uma autonomia para permitir a operação durante 15 dias à velocidade de 4 nós, que em caso de necessidade e reduzindo o consumo e velocidade, poderá atingir 20 dias.

As secções de casco pressurizado, será produzidas na Grã Bretanha e utilizarão exactamente o mesmo tipo de material utilizado no Scorpene. Como o diametro e comprimento total do navio são maiores que os do Scorpene, também as superfícies de controlo serão maiores, obrigando à colocação de lemes de maiores dimensões que os do projecto base.

O S-80A tem como objectivo ter uma capacidade de combate idêntica a um submarino nuclear de ataque, estando armado com mísseis Tomahawk, tendo por isso capacidade para atacar alvos em terra. Este tipo de míssil transforma o S.80A numa arma ofensiva e não numa arma defensiva.
Não é sabido quais são os objectivos espanhóis ao construir submarinos Diesel-electricos com capacidades de ataque, tomando uma posição claramente agressiva.

O S-80 e os Estados Unidos
Os problemas enfrentados desde o inicio pelas industrias espanholas, reconhecidos pela própria Navantia, levaram a empresa a sub contratar várias empresas estrangeiras para o desenvolvimento dos sistemas previstos para o S-80. Sem poder solicitar o apoio dos franceses da DCN, com a qual a Navantia mantem más relações exactamente por causa do Scorpéne, os espanhóis recorreram ao mercado dos Estados Unidos.

O desenvolvimento do sistema AIP dos submarinos S-80 espanhóis, está assim a ser desenvolvido por empresas norte-americanas.
Vários analistas internacionais têm comentado que poderá estar no desenvolvimento do submarino S-80 o embrião de um futuro submarino convencional norte-americano.
A inclusão de capacidade para disparar mísseis de ataque, poderia ser um argumentop mais em defesa da volta dos Estados Unidos à construção de submarinos não nucleares.

Acima o Scorpéne. Abaixo o S-80. São claramente visíveis os pontos de contacto.
Várias têm sido as vozes criticas em Washington que se levantam contra os custos elevados dos submarinos nucleares norte-americanos. Embora o programa de submarinos nucleares não seja colocado em causa, é cada vez mais óbvio que os submarinos com sistemas de propulsão independentes do ar, embora não tenham a autonomia dos submarinos nucleares, são mais silenciosos que aqueles, e como arma defensiva, são letais, além de muito mais económicos que os submarinos nucleares.

Também se especula sobre os pedidos efectuados por Taiwan aos Estados Unidos, que levantaram questões sobre a possibilidade de no futuro, através dos Estados Unidos, Taiwan poder viar a operar este tipo de submarino.

Em Maio de 2014 foi anunciado que foi detetado um problema de projeto nos submarinos deste tipo. Como resultado da falha concluiu-se que o navio é demasiado pesado e não poderia emergir depois de submergir.
O problema só pode ser resolvido aumentado a dimensão dos tanques de lastro o que por sua vez implica aumentar a dimensão do submarino, esperando-se um aumento nos custos do projeto. Na fase inicial o programa S-80 já custou mais de 2000 milhões de Euros.


Informação genérica:
Os navios do tipo Scorpene foram desenvolvidos pela empresa francesa DCNi - Direction de Construccion Navale - Internacional.

A empresa francesa, detentora do know-how estabeleceu uma parceria com os estaleiros navais Izar da Espanha para a construção dos navios nos estaleiros dos dois países.
A França pretendia assim garantir a aquisição futura por parte da Espanha deste modelo de submarino.

Os primeiros submarinos deste tipo que foram construidos foram os dois clase O'Higgins que foram entregues ao Chile. O segundo lote foi para a Malásia, mas mais uma vez na versão normal, sem o sistema MESMA de propulsão independente do ar

Desde o inicio que o Scorpene foi projectado para ter duas versões principais.

1 - Versão base:
A que foi fornecida ao Chile e à Malásia e que contaria com um sistema convencional de propulsão constituido por motores a Diesel

2 - Versão AIP
Que contaria com um sistema de propulsão independente do ar de origem francesa conhecido como MESMA.

Este sistema de propulsão não encontrou muitos interessados e presentemente apenas o Paquistão o considerou como opção.

Os Scorpene podem mergulhar a profundidades de até 300 metros, no entanto várias fontes apontam o valor de 350 metros como tendo sido garantido pelos fabricantes do navio.


S-80 - O Scorpene espanhol
Uma vez que a DCN entrou numa parceria estratégica com a empresa espanhola Izar (posteriormente falida e substituida pela Navantia) tornou-se normal a opção pelo Scorpéne como modelo para o novo submarino espanhol que deverá entrar ao serviço não só para substituir os já desactivados Daphné como também os submarinos Agosta.

A industria espanhola, optou por embora partindo do projecto do Scorpene com versão AIP, desenhar um sistema de propulsão autónomo, que não era o sistema MESMA que inicialmente tinha sido previsto para a versão maior do Scorpéne.

Este facto levou ao esfriar de relações entre as duas empresas DCNi e Navantia, ainda mais quando se tornou conhecido que a Espanha optou por equipar os seus submarinos com sistemas concebidos nos Estados Unidos em vez de sistemas franceses.

Embora as suas dimensões exteriores e configuração geral sejam claramente derivadas do Scorpéne, o futuro S-80 espanhol optou por uma solução que até ao momento não foi testada operacionalmente em nenhum outro submarino.
O S-80 terá um sistema AIP com células de combustível, mas deverá produzir o seu próprio combustível a bordo a partir de Etanol.

O programa segue em desenvolvimento e dificuldades técnicas levaram a Navantia a pedir o auxilio de empresas norte-americanas nomeadamente para desenvolver as células de combustível. Este submarino deverá igualmente ter capacidade para o lançamento de mísseis Tomawak.

MARLIN - O Scorpene francês
Com o piorar das relações entre a industria francesa e espanhola, os franceses optaram por iniciar um processo que culminou com a apresentação de uma versão do Scorpene, sem a participação dos estaleiros espanhóis da Navantia.

A principal e mais evidente diferênça entre o Marlin e o agora seu concorrente S-80, é a continuação da utilização do sistema de propulsão independente do ar do tipo MESMA, que no caso do novo modelo francês, deverá ser o MESMA-2, com menos ruido e menor emissão de calor.
Fora esta característica, o Marlin não é muito diferente das versões iniciais do Scorpene e a alteração do seu nome é acima de tudo resultado da separação entre as industrias dos dois países. O «novo» submarino foi entretanto apresentado como opção ao Paquistão. O Brasil é também um potêncial cliente.


   
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