Navios deste tipo:

Deutschland (1906)
Couraçado «Pré Dreadnought»
Schleswig - Holstein
Couraçado «Pré Dreadnought»

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Couraçado «Pré Dreadnought»


III Reich / Alemanha
Couraçado «Pré Dreadnought» classe
Schleswig - Holstein
(tipo Braunschweig-Deutschland)
Braunschweig-Deutschland

Dados principais Motores
Deslocamento standard: 12000 Ton
Deslocamento máx. : 13040 Ton.
Tipo de propulsão: Máquinas a vapor
Comprimento: 125.9 M - Largura: 22.2M
Calado: 7.6 M.
8 x Caldeiras (oleo) (0)
3 x Máquinas a vapor (17000cv/hp)
Tripulação / Guarnição: 785 Autonomia: 8600Km a 12 nós - Nr. Eixos: 3 - Velocidade Máxima: 16 nós

Canhões / armamento principal
4 x Krupp 280mm L/40 SK M.1903 (Calibre: 280mm/Alcance: 25.6Km)


Forum de discussão

Quando a Alemanha perdeu a guerra em 1918, ficou submetida a um grande numero de restrições quanto aos meios militares que podia utilizar.
De entre os poucos navios que a marinha da Alemanha foi autorizada a manter, estavam os quatro couraçados da classe Deutschland, classificados como pré Dreadnoughts.

Os navios eram considerados obsoletos já em 1918, mas para o mar Báltico considerava-se que fossem suficientes, especialmente perante a hipotética ameaça da Rússia bolchevista, que na altura se encontrava em guerra civil e não tinha meios navais equivalentes.

Mesmo sendo obsoletos, eram os melhores meios navais que a Alemanha tinha ao dispor, e por isso dois deles foram submetidos a uma modernização, enquanto que os outros foram sendo progressivamente abatidos e transformados em deposito.



Depois da I Guerra Mundial, o principal inimigo em potência da Alemanha era a Polónia, que tinha com o chamado corredor polaco, cortado a Alemanha da Prússia Oriental.
A pequena marinha alemã teria assim como principal função garantir o abastecimento dessa região isolada do país, no caso de conflito com a Polónia.

Depois, existia uma aliança entre a Polónia e a França, e considerava-se que os franceses não deveriam enviar os seus principais couraçados para as águas relativamente pouco profundas do Báltico, mas não deixariam de enviar navios franceses mais antigos, lentos mas com armamento superior ao dos navios alemaes, mas contra os quais a defesa seria possível.

Acima o couraçado Schleswig-Holstein. A foto foi tirada nos anos 20 depois da primeira modernização e ainda antes da chegada de Hitler ao poder (ver detalhe da bandeira). Posteriormente, seria feita uma segunda modernização em que seriam removidas as características «bossas» à proa. Só então o navio foi «decorado» com insignias nazis.


A frota polaca também tinha planos para expansão, e em 1924 os planos polacos previam a construção de de dois cruzadores, seis contratorpedeiros doze torpedeiros e vários submarinos.

Tratando-se de uma plataforma relativamente pequena não havia grande coisa que fosse possível fazer. Os quatro canhões de 280mm foram mantidos, mas as caldeiras foram modificadas o que levou a que duas das chaminés fossem juntas. O navio recebeu uma torre de vigia muito maior, onde foi colocado um director de tiro.
As caldeiras ocupavam muito menos espaço e o espaço que ficou livre foi utilizado para novas acomodações, úteis para uma das funções do navio, que era a de treino.

A proa do navio também foi modificada, sendo removidas as características amuradas protuberantes. Os navios do tipo, embora modernizados não poderiam entrar em combate contra qualquer outro navio Europeu moderno, pelo que eles foram remetidos para a função de navios de instrução.

O navio que começou a II guerra mundial
Essa condição de navio de treino foi interrompida entre 1939 e 1940, altura em que os canhões dos navios foram utilizados para apoio do ataque à Polónia em 1939 e à Dinamarca no inicio de 1940.
Nessa função o Schleswig-Holstein foi rebocado antes do inicio da guerra, com o argumento de uma visita oficial para cerimónias comemorativas. Ele disparou os primeiros tiros da II Guerra Mundial, quando às 04:47 do dia 1 de Setembro de 1939 atacou uma fortaleza polaca próximo da cidade de Danzig com os disparos dos seus canhões.

Acima o couraçado Schleswig-Holstein depois da sua última modernização e conforme estava quando disparou os primeiros tiros da II Guerra Mundial durante o ataque à Polónia em Setembro de 1939.


A função de baterias flutuantes era a única que se adaptava a navios relativamente antiquados e com uma velocidade máxima extremamente baixa. Depois das operações na Dinamarca nenhum dos dois navios teve papel relevante na guerra.
Informação genérica:
Este tipo de navios divide-se em duas classes e representam os últimos navios alemães daquilo que se convencionou chamar de «pré Dreadnought», ou seja navios de conceito anterior ao aparecimento do couraçado britânico HMS Dreadnought de 1905, que revolucionou em todo o mundo a construção naval.

Estas duas classes de navios alemães caracterizam-se por dispor de quatro canhões de 280mm e uma bateria de 14 peças de 170mm em casamatas, com sete de cada lado.
A primeira classe destes couraçados foi a Braunschweig, constituida por cinco navios, entregues entre 1901 e 1906.
A segunda foi constituida por outros cinco navios, entregues entre 1903 e 1908, que ficaram conhecidos como classe «Deutschland».


Operação conjunta
Os navios da marinha imperial alemã estavam divididos em seis esquadrões. O 1º e o 3º esquadrão estavam constituidos pelos navios de grande porte, e de projecto mais recente, enquanto que o 2º esquadrão era constituido com seis dos dez navios destas duas classes.

O incrível desenvolvimento e progresso das técnicas de construção naval no inicio do século, fizeram com que muitos navios de guerra se tornassem obsoletos mesmo antes do fim da sua construção.

Por esta razão os dez couraçados do tipo, com uma velocidade máxima de 18 nós, representavam um problema, pois os seus quatro canhões de 280mm não eram suficientemente capazes sequer para enfrentar os cruzadores de batalha britânicos, com canhões de 305mm.

Um dos navios, o Pommern (da classe Deutschland) foi atingido por um torpedo e por uma mina durante a batalha de Jutlandia e afundou-se.

Estes problemas levaram o comando alemão a dissolver o quarto esquadrão de couraçados logo a seguir à batalha em Jutlândia. Por um lado a decisão de encostar os navios justificava-se à medida que novos couraçados íam entrando ao serviço. Mas por outro lado também é verdade que os navios implicavam um grande gasto em termos de pessoal, que começava a fazer falta para outra arma naval que a Alemanha podia utilizar de forma mais eficiente: o submarino!

O fim da I guerra
Com o fim da guerra em 1918 e a rendição da Alemanha, os navios destas classes foram os únicos que os alemães foram autorizados a manter.
Mas se eles já estavam obsoletos em 1914, mais obsoletos estavam em 1920.

Os cinco mais antigos (Brauschweig) foram retirados de serviço rapidamente (Apenas o Hessen se manteve ao serviço como navio para testes) enquanto que dos quatro «Deutschland» remanescentes, apenas dois continuaram em serviço até à segunda guerra mundial.

Estes dois navios são considerados uma classe aparte porque foram submetidos a consideráveis modificações que implicaram a modificação da ponte de comando, inclusão de uma torre de vigia macissa e modificações na proa dos navios.


   
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