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Cruzador blindado

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III Reich / Alemanha
Cruzador blindado classe
Deutschland (1931)

Dados principais Motores
Deslocamento standard: 12293 Ton
Deslocamento máx. : 16459 Ton.
Tipo de propulsão: Motor a Diesel
Comprimento: 186 M - Largura: 21.6M
Calado: 7.4 M.
8 x Motor a Diesel MAN 9cyl. (54000cv/hp)
Tripulação / Guarnição: 1150 Autonomia: 32000Km a 15 nós - Nr. Eixos: 3 - Velocidade Máxima: 28 nós

Canhões / armamento principal
6 x Krupp 280mm L/52 - SK-C28 (1928) (Calibre: 280mm/Alcance: 36.4Km)
8 x Krupp 150mm SK C/28 - Ger.Mod.1934 (Calibre: 150mm/Alcance: 23Km)


Forum de discussão

Os navios da classe Deutschland, lançados pela Alemanha a partir de 1931, são o curioso resultado das imposições a que a Alemanha ficou sujeita a partir do fim da I guerra mundial.
Após a guerra, o país não poderia construir novos couraçados, nem poderia construir navios com um deslocamento superior a 10.000 toneladas. Este truque alemão, levou a que muita imprensa ocidental se referisse a estes navios como couraçados de bolso, enquanto que os alemãs se referiam a eles como navios blindados.

Os Deutschland tinham armamento muito superior aos cruzadores (canhões de 280mm eram armamento dos couraçados até à I guerra mundial). A designação de cruzador blindado foi utilizada no final do século XIX por navios com blindagem inferior aos couraçados, mas com capacidade para enfrentar qualquer cruzador. Na prática, esse conceito teve nos Deutschland o seu último representante.

Os engenheiros navais alemães, encontraram um engenhosa solução, desenhando um navio com um deslocamento relativamente pequeno, mas que estava armado com os maiores canhões colocados num navio com deste tamanho. Chegou a ser considerada a possibilidade de instalar apenas dois canhões de 305mm.

A velocidade máxima que os navios podiam atingir (28 nós) era de molde a que os Deutschland pudessem destruir com os seus canhões principais, qualquer navio mais rápido (como contratorpeddeiros ou cruzadores ligeiros) ao mesmo tempo que com a sua velocidade ele poderia fugir de praticamente todos os navios armados com canhões mais poderosos.

Os Deutschland inovaram também por utilizarem propulsão inteiramente a Diesel, que no entanto foi fonte de vários problemas que afectaram os navios após o seu lançamento. O menor consumo, permitia também uma maior autonomia, o que se adequava à função que os alemães previam para os seus navios de superfície, que deveriam servir para destruir navios comerciais e de carga.

Embora oficialmente o projecto ficasse por um deslocmaento próximo das 10.000 toneladas, na verdade essa meta motrou-se impossível de cumprir e os navios, receberam modificações que elevaram o seu deslocamento máximo para 16459 toneladas, o que os transformava numa espécie de cruzador super-pesados, mas sem que tivesse a potência suficiente para enfrentar navios melhor armados.

Além da bateria principal de duas torres cada uma delas com três canhões o navio estava equipado com armamento secundário de 150mm

Inicialmente estava prevista a construção de oito navios deste tipo, mas os acordos posteriormente negociados entre a Grã Bretanha e a Alemanha, levaram a que apenas três fossem construidos, pois a seguir a Alemanha optou por construir dois navios de maiores dimensões, que constituiram a classe Scharnorst.

Ainda antes do inicio da guerra, o Deutschland foi atacado por dois bombardeiros soviéticos SB-2 Katyusha ao serviço da República Espanhola, que terão confundido o navio com o cruzador pesado Canárias (ao serviço das forças rebeldes de Francisco Franco). O incidente provocou 114 baixas, 31 das quais mortais, quase levando a Alemanha a declarar guerra à República Espanhola.

Após o inicio da II guerra mundial, os navios tiveram fins distintos, mas sem dúvida o mais famoso de todos foi o Admiral Graf Spee que foi mandado para o Atlântico Sul antes do inicio da guerra em 1939. Quando em Setembro desse ano, com a invasão da Polónia se deu inicio ao conflito, o Graf Spee atacou vários navios nas águas do Atlântico Sul.
Depois de ter sido perseguido e ter entrado em combates com navios britânicos, ele rumou ao Rio da Prata tendo aportado a Montevideo no Uruguai. Ali, grande parte da tripulação foi colocada em terra e o navio foi afundado pelos alemães.
O navio tinha sido atingido pelo fogo de cruzadores britânicos, que não tinham conseguido infligir danos graves. No entanto, tinham conseguido danificar sistemas auxiliares que eram vitais para viagens de longo curso, como por exemplo o sistema de purificação de oleo, sem o qual o navio não tinha possibilidades de voltar à Alemanha.
Sem outras opções, os alemães optaram por afundar o navio.

O fim do Graf Spee, mostrou que a ideia dos cruzadores blindados não era muito boa. O primeiro navio da classe, chamado Deutschland, foi rebaptizado Lutzow, para evitar o possível impacto que teria na opinião pública o afundamento de um navio com o nome do país.


Informação genérica:


   
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