Navios deste tipo:

Sir Lancelot
Navio de desembarque pesado
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Navio de desembarque pesado
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Navio de desembarque pesado
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Navio de desembarque pesado
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Navio de desembarque pesado

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Navio de desembarque pesado

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Reino Unido
Navio de desembarque pesado classe
Sir Lancelot
(tipo Sir Lancelot)
Sir Lancelot

Dados principais Motores
Deslocamento standard: 3270 Ton
Deslocamento máx. : 5674 Ton.
Tipo de propulsão: Motor a Diesel
Comprimento: 125.1 M - Largura: 19.6M
Calado: 4.3 M.
2 x Motor a Diesel Mirrlees Blackstone (9400cv/hp)
Tripulação / Guarnição: 68 Autonomia: 15000Km a 15 nós - Nr. Eixos: 2 - Velocidade Máxima: 17 nós


Forum de discussão

A classe britânica Sir Lancelot, foi inicialmente constituida por cinco navios, sendo o Sir Lancelot o primeiro a ser lançado como navio experimental, sendo os outros entregues vários anos mais tarde.

Inicialmente os navios eram operados por empresas civis, e em 1980 foram classificados como RFA (designação para navios auxiliares de esquadra).
Destinaram-se a servir para apoio das forças do exército britânico, com capacidade para operar helicopteros, transportar até 16 carros de combate pesados, trinta e quatro veículos de vários tipos. Eles podem ainda transportar tropas. Existem acomodações para 340 militares, numero que pode chegar a 540.

Construidos com superestruturas em aluminio e pensados como navios do tipo «Ferry-boat» eles eram construidos com padrões civis, não se esperando que fossem utilizados em zonas de combate.
No entanto dois destes navios foram enviados em 1982 para o Atlântico Sul e foram utilizados operacionalmente pelos britânicos no conflito.

Em 8 de Junho de 1982, menos de uma semana antes da rendição final das forças argentinas nas Malvinas, os dois navios foram enviados numa operação de transporte noturno, devendo desembarcar forças a sudoestes da capital das Malvinas durante a manhã. Mas uma sequênciia de desentendimentos entre o comando das forças transportadas e o comando dos navios levaram a que estes ficassem durante horas parados. Esse longo periodo de espera deu tempo aos argentinos para prepararem um ataque.

Tanto o Sir Galahad como o Sir Tristram foram bombardeados, num ataque que resultou na maior perda de vidas britânicas durante toda a guerra das Malvinas.
O Sir Galahad foi muito danificado pelo fogo e a sua estrutura em aluminio derreteu, o que levou a que o navio fosse rebocado para alto mar e afundado pelos próprios britânicos.

Já o Sir Tristram, embora bastante danificado, voltou à Grã Bretanha em 1983 onde foi submetido a um processo de reconstrução.

Esse processo de reconstrução acabou por servir de modelo para os restantes navios do tipo. Eles foram aumentados em cerca de 9m e ficaram com uma coberta de voo maior e com capacidade para operar helicópteros de maiores dimensões.

O Sir Bedivere, que embora tenha participado do conflito sofreu apenas pequenos danos, também foi submetido à mesma modificação, mas a sua modernização foi mais extensa, tendo ocorrido em 1994. Ele recebeu mesmo novos motores a Diesel (Stork-Wartsila).

Dos seis navios da classe, um - O Sir Galahad - foi afundado, outro - o Sir Lancelot - foi vendido para uma empresa comercial e posteriormente para Singapura, dois - Sir Tristram e Sir Bedivere - foram modernizados e os restantes dois não chegaram a sofrer qualquer modificação.
Todos os navios da classe foram retirados de serviço até 2006. Nessa altura a Royal Navy já tinha optado por construir uma nova classe de navios logisticos (conhecidos como classe Bay).


Informação genérica:
Os navios do tipo Sir Lancelot, são navios de desembarque de origem britânica, construidos no final dos anos 60 e transformados em RFA (de Royal Fleet Auxiliary), um tipo de navio que pode ser tripulado por civis, embora esteja ao serviço do governo britânico.

Este tipo de navio, que tem uma porta de proa, que se abre para que o navio encalhe na praia e permita colocar veículos directamente em terra. Tem capacidade para transportar 16 tanques pesados, 34 veículos de vários tipos, entre veículos de transporte e blindados leves, e pode ainda transportar até 534 militares.

Baseados em especificações civis, os navios da classe foram inicialmente apenas concebidos para funcionar como navios Ro-Ro (Roll on Roll Off) em apoio de forças do exército, nunca tendo sido pensados para operar em situações de combate.

Por essa razão, o navio tem muitas das suas estruturas em aluminio, e muitas divisórias internas extremamente finas, além de não ter nenhum tipo de blindagem.

Esta debilidade tornou-se evidente quando o RFA Sir Galahad foi atingido por aeronaves argentinas durante o conflito das Malvinas. Atingido por bombas, o navio pegou fogo, e parte da sua débil estrutura derreteu, o que tornou qualquer trabalho de recuperação inutil.
Sem qualquer utilidade para o navio, e porque este se tornava um perigo à navegação numa zona de guerra, onde perante os ataques argentinos os restantes navios tinham que se movimentar, o comando britânico deu ordem para que o navio fosse afundado.

A unidade perdida deu lugar à construção de uma unidade adicional, que embora tendo o mesmo nome e características básicas, tem dimensões diferentes e maior capacidade e melhor protecção, incorporada como consequência do conflito das Malvinas. Ver Sir Galahad-II


   
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