Navios deste tipo:

Sir Lancelot
Navio de desembarque pesado
Tobruk
Navio de desembarque pesado
Sir Galahad II
Navio de desembarque pesado
Garcia D´Avila
Navio de desembarque pesado
Almirante Saboia
Navio de desembarque pesado

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Navio de desembarque pesado


Brasil
Navio de desembarque pesado classe
Almirante Saboia
(tipo Sir Lancelot)
Sir Lancelot

Dados principais Motores
Deslocamento standard: 4500 Ton
Deslocamento máx. : 6700 Ton.
Tipo de propulsão: Motor a Diesel
Comprimento: 134.4 M - Largura: 18.2M
Calado: 4 M.
2 x Motor eléctrico proa (bow) (980cv/hp)
2 x Motor a Diesel Stork Wartsila (9928cv/hp)
Tripulação / Guarnição: 49 Autonomia: 15000Km a 15 nós - Nr. Eixos: 2 - Velocidade Máxima: 17 nós


Forum de discussão

Trata-se do antigo navio auxiliar da marinha da Grã Bretanha, o Sir Bedevere, cuja incorporação à marinha brasileira foi anunciada em meados de 2008.
Ele deverá desempenhar o mesmo tipo de função do navio de desembarque Garcia D'Avila, que por sua vez também é um derivado desta classe.

O navio foi incorporado na frota britânica em 1966 e esteve presente no conflito das Malvinas em 1982. Ele foi atacado por aviões de combate argentinos que o danificaram ligeiramente, embora dois outros navios idênticos, o Sir Lancelot e o Sir Galahad tenham sido sériamente danificados. Este último foi tão danificado pelo fogo que derreteu a sua estrutura que foi rebocado para alto-mar e afundado pelos britânicos.

A modificação efectuada no Sir Bedivere transformou-o no mais moderno dos navios da classe e por isso a sua desactivação chegou a estar prevista apenas para 2011.

O navio foi incorporado na marinha brasileira em Maio de 2009.


Informação genérica:
Os navios do tipo Sir Lancelot, são navios de desembarque de origem britânica, construidos no final dos anos 60 e transformados em RFA (de Royal Fleet Auxiliary), um tipo de navio que pode ser tripulado por civis, embora esteja ao serviço do governo britânico.

Este tipo de navio, que tem uma porta de proa, que se abre para que o navio encalhe na praia e permita colocar veículos directamente em terra. Tem capacidade para transportar 16 tanques pesados, 34 veículos de vários tipos, entre veículos de transporte e blindados leves, e pode ainda transportar até 534 militares.

Baseados em especificações civis, os navios da classe foram inicialmente apenas concebidos para funcionar como navios Ro-Ro (Roll on Roll Off) em apoio de forças do exército, nunca tendo sido pensados para operar em situações de combate.

Por essa razão, o navio tem muitas das suas estruturas em aluminio, e muitas divisórias internas extremamente finas, além de não ter nenhum tipo de blindagem.

Esta debilidade tornou-se evidente quando o RFA Sir Galahad foi atingido por aeronaves argentinas durante o conflito das Malvinas. Atingido por bombas, o navio pegou fogo, e parte da sua débil estrutura derreteu, o que tornou qualquer trabalho de recuperação inutil.
Sem qualquer utilidade para o navio, e porque este se tornava um perigo à navegação numa zona de guerra, onde perante os ataques argentinos os restantes navios tinham que se movimentar, o comando britânico deu ordem para que o navio fosse afundado.

A unidade perdida deu lugar à construção de uma unidade adicional, que embora tendo o mesmo nome e características básicas, tem dimensões diferentes e maior capacidade e melhor protecção, incorporada como consequência do conflito das Malvinas. Ver Sir Galahad-II


   
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