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Porta helicopteros

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Reino Unido
Porta helicopteros classe
Ocean
(tipo Invincible)
Invincible

Dados principais Motores
Deslocamento standard: 20000 Ton
Deslocamento máx. : 21758 Ton.
Tipo de propulsão: Motor a Diesel
Comprimento: 203.4 M - Largura: 34.4M
Calado: 6.6 M.
2 x Motor a Diesel Crossley Pielstick 12PC2.6V 40 (18360cv/hp)
Tripulação / Guarnição: 285 Autonomia: 14000Km a 15 nós - Nr. Eixos: 2 - Velocidade Máxima: 19 nós

Canhões / armamento principal
8 x Rheinmetal Defense 20mm Oerlikon/BMARC GAM-BO1 (Calibre: 20mm/Alcance: 2Km)
3 x Raytheon Systems 20mm Phalanx Mk15 Block 1 (Calibre: 20mm/Alcance: 2.3Km)

Radares
- Kelvin Hughes KH-1007 (F) (Navegação - Al.med: 37Km)

Aeronaves embarcadas
- 6 x Agusta-Westland Navy Lynx HAS-8
- 12 x Agusta-Westland EH-101 Merlin


Forum de discussão

Embora não seja um porta-aviões, o porta-helicópteros Ocean, é baseado no mesmo layout geral que foi utilizado para os três porta-aviões ligeiros da classe Invincible. A superestrutura foi modificada e a coberta pode operar helicópteros pesados. Existe uma rampa traseira que permite a entrada e saida de veículos.

O Ocean tem uma motorização diferente dos Invincible, pois é constituida por motores a Diesel e não por turbinas a gás. Ainda que a motorização responda a padrões civis, o navio também foi construido tendo em vista a sua utilização pelos miltiares.
Exemplo disso é a separação entre as salas das máquinas, destinada a garantir que mesmo que um dos sistemas motrizes seja atingido o outro ainda pode continuar a funcionar.

Como resultado da utilização de motorização menos potente a velocidade máxima do navio é muito inferior à velocidade dos navios de guerra de primeira linha.
Ainda assim, em caso de emergência, e embora a sua velocidade máxima de 19 nós não lhe permita acompanhar uma esquadra, o Ocean pode operar até 20 aeronaves de descolagem vertical do tipo Harrier, fazendo na prática do Ocean o único porta-aviões britânico em serviço (dado todos os navios da classe Invincible terem sido retirados).
O próprio Ocean deveria ter um navio gémeo, mas restrições aos gastos com a defesa limitaram os navios do tipo a apenas um. Inicialmente esperava-se que o HMS Ocean estivesse ao serviço até 2019, mas as restrições aos investimentos na defesa resultado da crise financeira de 2010 podem ter alterado a situação.

Um dos dois super porta-aviões da classe Prince of Wales, poderá ser convertido em porta-helicópteros ou pode servir para a mesma função do Ocean, pelo que ele poderá vir no futuro a ser substituido por esse navio.

O HMS Ocean é um navio de assalto/porta-helicópteros e tanto pode efectuar operações anfíbias utilizando forças desembarcadas de helicóptero de transporte como pode utilizar lanchas de desembarque que são transportadas suspensas e que podem ser colocadas na água utilizando guindastes para posteriormente se dirigirem para as praias.



Como navio de assalto anfíbio, o Ocean tem capacidade para transportar uma força de até 830 fuzileiros além da sua tripulação e grupo aéreo, que pode incluir helicópteros de ataque do tipo Apache.

O navio tem ainda capacidade e instalações para funcionar como navio almirante. Além de um hospital, o havio tem por exemplo uma central de desalinização com capacidade para produzir 80 toneladas de água doce por dia.
O navio pode transportar até 40 veículos do tipo Land Rover e uma bataria de artilharia de campanha (peças Light Gun de 105mm). Existe uma rampa interna para dar acesso aos vários níveis.

A capacidade dos hangares, permite ao Ocean transportar até 12 helicópteros pesados e seis helicópteros médios.

Em 2011, o HMS Ocean recebeu a bordo aeronaves de ataque «Apache» que foram utilizadas para atacar as forças do ditador líbio Muamar Kadafi, durante a guerra civil naquele país africano.


Informação genérica:
A classe «Invincible» de porta-aviões ligeiros teve um «parto» extremamente complicado, por causa da redução dos orçamentos de defesa no Reino Unido, nos anos 60.
A Royal Navy, enfrentou não apenas os problemas financeiros do país, como ainda por cima o seu principal rival em termos de preferência no orçamento britânico, a Força Aérea e o comando de bombardeiros.

Ficou estabelecido no projecto realizado entre 1966 e 1967 que os novos navios da Royal Navyseriam porta-helicópteros e que a cobertura e apoio aéreo às tropas britânicas seria feita por aeronaves baseadas em terra e por bombardeiros de longo alcance, como o Vulcan. Ficaria para a Royal Navy a operação de helicópteros.

Como resultado disto, os navios da classe Invincible seriam cruzadores de comando e teriam um deslocamento próximo das 12.500 toneladas e capacidade para operar seis helicópteros do tipo Sea-King.
Mais tarde, um novo desenho para o mesmo navio, apresentou uma solução que permitia a operação de nove helicópteros, o que tornava o navio muito mais eficaz elevando o seu deslocamento para as 19.500 tonelada,com uma coberta corrida.
Os projectistas deixaram propositadamente espaço para que se efectuassem facilmente modificações no projecto.

As pressões da marinha levaram a que mais tarde, em Maio de 1975, já o primeiro navio estava a ser construido, fosse publicamente anunciado que os Cruzadores de coberta corrida seriam armados com aeronaves de asa fixa e descolagem vertical do tipo Sea-Harrier, que foram desenvolvidos ao mesmo tempo que o primeiro navio da classe estava em construção.

O primeiro dos navios da classe, foi enviado à pressa para o Atlântico Sul em 1982, 18 meses após ter sido entregue à Royal Navy.
O segundo, que estava em constução e tinha o seu lançamento previsto para Setembro de 1982, foi objecto de um grande esforço, com vista a termina-lo rapidamente, o que levou a que fosse entregue ainda em Junho, após rápidos testes de aceitação. A entrega oficial do navio, ocorreu já com o navio a navegar para sul em direcção às Malvinas.

O conflito do Atlântico Sul, levou a um novo estudo por parte dos britânicos das suas necessidades. O principal problema dos Invincible - o pequeno numero de aeronaves que os navios podiam operar - levou a que se modificasse o convés de voo, com alterações na proa do navio.

Acima as modificações na proa dos navios. Na imagem da esquerda, a configuração inicial, onde ainda se vêm os lançadores de mísseis Sea-Dart. Na foto da direita, o resultado após as modificações, mostra um aumento do espaço disponível para colocar aeronaves.

Os navios também receberam numerosas modificações técnicas, como por exemplo novos radares e sistemas de comunicação.


As lições das Malvinas, levaram a que a Grã Bretanha cancelasse os planos que tinha para vender um dos três navios da classe. Mas acima de tudo, a dimensão reduzida dos navios, levou a que a sua futura substituição, em vez de passar por navios equivalentes, passará pela incorporação de duas grandes unidades navais, com um deslocamento próximo das 70.000 toneladas. Serão os maiores navios alguma vez operados pela marinha britânica.


   
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