Listar navios do tipo
Couraçado «tipo Dreadnought»


Argentina
Couraçado «tipo Dreadnought» classe
Rivadavia

Dados principais Motores
Deslocamento standard: 28448 Ton
Deslocamento máx. : 31496 Ton.
Tipo de propulsão: Turbina a vapor
Comprimento: 178.3 M - Largura: 29M
Calado: 8.5 M.
18 x Caldeiras (carvão) Babcock & Wilcox (0)
3 x Turbina a vapor Westinghouse (45000cv/hp)
Tripulação / Guarnição: 1215 Autonomia: 15000Km a 12 nós - Nr. Eixos: 3 - Velocidade Máxima: 23 nós

Canhões / armamento principal
12 x US Naval Gun Factory 305mm/45 Mk V/VI M1903 (USA) (Calibre: 305mm/Alcance: 18.2Km)
12 x Armstrong 152mm/45 TR Mod.1895 (Calibre: 152mm/Alcance: 0Km)
4 x US Naval Gun Factory 76mm/50 (US) Mk.21 m.1920 (Calibre: 76mm/Alcance: 13.35Km)


Forum de discussão

Construidos como resposta ao plano naval brasileiro de 1906, de que originaram os Minas Geraes os dois navios da classe Comodoro Rivadavia, foram escolhidos pela Argentina em Londres, onde foram pedidos projectos a vários fabricantes europeus.

Os argentinos reuniram as melhores características de cada projecto e encomendaram navios conforme a sua especificação, tendo no entanto recebido protestos formais de alemães, britânicos e italianos, que ficaram indignados com o procedimento argentino.

A Argentina não só utilizou várias ideias europeias, como acabou colocando a encomenda aos estaleiros navais americanos de Fore River, no Massachussets, tendo a construção do Moreno sido sub contratada a outro estaleiro. Inicialmente o plano argentino era para adquirir três unidades iguais, mas problemas financeiros reduziram o numero a apenas dois.

Em termos gerais, os navios argentinos beneficiaram de terem sido concebidos mais tarde. Ao contrário dos navios brasileiros os Rivadavia tinham turbinas a vapor, o que lhes dava alguma vantagem em termos de velocidade e também dispunham de uma blindagem superior.
Talvez a mais importante característica distintiva, fosse no entanto a relativa novidade que constituia a colocação de todas as torres em linha, o que permitia que todos os 12 canhões principais disparassem ao mesmo tempo, enquanto que nos Minas Geraes, que tinham o mesmo numero de canhões, apenas 10 podiam ser disparados contra o mesmo alvo.

Após a I guerra, entre 1924 e 1925, ambos os navios tiveram as suas caldeiras alteradas de carvão para óleo e nessa altura também foram acrescentados canhões de 76mm para utilização antiaérea. Em 1940, foram adicionados canhões de 40mm.

O Rivadavia navegou pela última vez em 1947, e o moreno em 1948 sendo posteriormente passados à reserva, e vendidos para desmanche.


Informação genérica:


   
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