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Cruzador de batalha

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Russia
Cruzador de batalha classe
Kirov

Dados principais Motores
Deslocamento standard: 24000 Ton
Deslocamento máx. : 28000 Ton.
Tipo de propulsão: Reactor nuclear
Comprimento: 251 M - Largura: 28.5M
Calado: 10.33 M.
2 x Turbina a Gás GT3A-688 (150000cv/hp)
2 x Reactor nuclear KN3-PWR (300MW)
Tripulação / Guarnição: 727 Autonomia: 99999Km a 20 nós - Nr. Eixos: 2 - Velocidade Máxima: 33 nós

Canhões / armamento principal
2 x Soviet State Factories 130mm AK-130 (Calibre: 130mm/Alcance: 23Km)
6 x Tulamash Zavod 30mm Kashtan (Calibre: 30mm/Alcance: 4Km)

Misseis
Sistema de lançamento N/DSS-N-16 «Stalion» / RPK-6/710 x Soviet State Factories SS-N-16 «Stalion» / RPK-6/7 (Anti-navio)
Sistema de lançamento SA-N-6 (S-300FM)5V55RUD (S-300)12 x Soviet State Factories 5V55RUD (S-300) (Defesa Anti-Aérea)
Sistema de lançamento N/DSS-N-19 / 3K45 «Shipwreck / Granit»20 x Chelomey SS-N-19 / 3K45 «Shipwreck / Granit» (Anti-navio)

Radares
- Soviet State Factories 3R41 «Top Dome» (Director de tiro - Al.med: Km)
- NIIP-Tikomirov MR710 Fregat «Top Plate» (Combinado Aerea/superficie - Al.med: 157Km)
- Soviet State Factories MR-800 «Top Pair» (Pesquisa aérea - Al.med: 205Km)

Aeronaves embarcadas


Forum de discussão

Os cruzadores da classe Kirov, foram lançados durante os anos 70 e constituiram uma surpresa para o ocidente. As suas enormes dimensões surpreenderam os analistas ocidentais, mesmo sabendo-se que desde a década de 60 a União Soviética tinha começado a demonstrar grande interesse pela construção de unidades navais de grandes dimensões.

A sua classificação como cruzadores de batalha, é algo arcaica, mas é a mais aproximada que se pode encontrar para um navio rápido e bastante poderoso com um deslocamento que supera o dos couraçados da I Guerra Mundial, mas ao mesmo tempo não blindado, como um couraçado.
Os navios são grandes plataformas para o lançamento de mísseis e compartilham parte da estrutura dos porta-aviões da classe Kiev.

Além dos mísseis anti-navio SS-N-19, que podem transportar ogivas nucleares, os navios possuem mísseis SA-N-6 em lançadores verticais, mísseis SA-N-4 em lançadores duplos, mísseis SA-N-9 em lançadores verticais octuplos e sistemas CIWS Kashtan, que possuem mísseis e canhões. Também é possível atacar navios com mísseis SS-N-15 «Starfish». O conjunto conta ainda com duas torres duplas com canhões de 130mm. A luta anti-submarina é possibilitada quer pelos torpedos de 533mm (40 unidades a bordo) quer pelo sistema de saturação RBU-1000.

A profusão de armamentos, exige a multiplicação dos sistemas de sensores e radares de controle. Esta característica transforma por isso os Kirov num alvo apatecível por diferentes tipos de mísseis e de torpedos.

A dissolução da antiga União Soviética atrasou muito a construção dos navios.
O último a ser entregue à marinha da Rússia o Pyotr Veliky ou Pedro o Grande demorou12 anos para ser entregue.

O único navio sobrevivente faze parte da esquadra russa do Mar do Norte, baseada em Severomorsk. Ele é principalmente um navio de prestigio, utilizado pelo governo russo mais para demonstrar poder e impressionar que para utilização efectiva, dado a Rússia não ter meios para conseguir manter uma esquadra de dimensões adequadas no mar, com capacidade para enfrentar as marinhas dos países ocidentais.



O primeiro navio da classe, o Kirov, parece ter sido «canibalizado» para permitir a reconstrução do Pyotr Vilikiy «Pedro o Grande».

O Admiral Nakhimov foi visto a ser rebocado para estaleiro em Maio de 2008, no que parecia indicar a possibilidade de recuperação, dado o navio estar alegadamente em boas condições de conservação apesar de ter estado nove anos parado [1].

O Admiral Lazarev embora muito danificado ainda poderia ser recuperado se houvesse interesse na sua reparação, mas ao contrário do Nakhimov, o seu estado de conservação é de molde a que os custos envolvidos juntamente com a relação custo/benefício destes navios, não favoreçam esta possibilidade.



Vantagens e desvantagens deste sistema de armas

O único cruzador da classe Kirov é o mais poderoso navio da esquadra da Federação Russa. A sua principal arma é o míssil SS-N-19, que segundo a Janes Fighting Ships tem um alcance garantido de 450km, embora haja fontes que apontem o alcance máximo em 550km. O SS-N-19 pretende ser uma espécie de avião Kamikaze, a única arma eficaz contra os porta-aviões norte-americanos durante a II Guerra Mundial.

Os russos consideram que apenas um ataque em massa utilizando os 20 mísseis transportados permite garantir um ataque com sucesso.
O problema para o Kirov é que para que os seus mísseis atinjam o limite máximo do seu alcance, ele precisa do apoio de aeronaves de vigilância marítima baseadas em terra como o Tu-95, que podem efectuar ligações seguras de dados encriptados. Neste caso, o principal problema é a vulnerabilidade dos Tu-95 perante a inevitável superioridade aérea norte-americana.

No caso de não haver Tu-95 (a versão destinada a operações navais tem a designação de Tu-142), ou outras aeronaves de pesquisa marítima, o Kirov dispõe de helicópteros que podem identificar alvos inimigos a grandes distâncias, mas essas distâncias são perigosamente pequenas quando comparadas com o alcance dos aviões de pesquisa marítima, e dos caças norte-americanos baseados em porta-aviões, além do alcance dos radares AN/SPY-1 dos sistemas AEGIS norte-americanos.

A utilização do único cruzador da classe Kirov existente num eventual combate contra o inimigo para que foi desenhado (marinha dos EUA) seria sempre uma acção única, e mesmo que a sua missão de ataque tivesse sucesso, ela seria provavelmente a primeira e a última missão de combate do navio.
Ao disparar os seus mísseis, o Kirov denuncia a sua posição (no caso de não estar a ser seguido por submarinos de ataque norte-americanos), transformando-se de imediato num alvo.
Por isso, além de missões de representação, e de diplomacia naval, dificilmente a Rússia arriscará esse navio numa acção militar.


[1] - No verão de 2009, declarações do recentemente empossado ministro russo da defesa, pareciam demonstrar que a possibilidade de recuperar o Admiral Nakhimov era remota. Declarações posteriores, já em 2011, referiam novamente a possibilidade de pelo menos o Nakhimov vir a receber novos sistemas de armamentos.

Também foi referida a possibilidade de o «Pedro o Grande» vir a ser modernizado com sistemas ocidentais, mas até ao inicio de 2013, qualquer decisão efectiva sobre o futuro dos navios do tipo continuava envolta em neblina e mistério.

Sabe-se que a recuperação destes navios é alvo de discussões acesas entre os estrategas russos, que afirmam que o dinheiro investido na reconstrução destes mastodontes poderia ser aplicado em navios mais pequenos como fragatas e contra-torpedeiros, de que a marinha russa tem uma tremenda necessidade.

Outros por seu lado, afirmam que os navios do tipo são necessários, porque como um porta-aviões norte-americano, a presença de um navio do tipo em qualquer lugar do mundo, pode dar à Russia uma capacidade de «negociação» que nenhum outro navio russo possui.
Informação genérica:


   
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