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Cruzador


Russia
Cruzador classe
Slava

Dados principais Motores
Deslocamento standard: 9380 Ton
Deslocamento máx. : 11490 Ton.
Tipo de propulsão: COGAG - Turbina a gás e turbina a gás
Comprimento: 186.4 M - Largura: 20.8M
Calado: 8.4 M.
2 x Turbina a Gás M-70 (20000cv/hp)
4 x Turbina a Gás Zorya (88000cv/hp)
Tripulação / Guarnição: 476 Autonomia: 13500Km a 15 nós - Nr. Eixos: 2 - Velocidade Máxima: 32 nós

Canhões / armamento principal
2 x Soviet State Factories RBU-6000 (Calibre: 213mm/Alcance: 4.3Km)
1 x Soviet State Factories 130mm AK-130 (Calibre: 130mm/Alcance: 23Km)
6 x Vympel 30mm AK-630 (Calibre: 30mm/Alcance: 4Km)

Misseis
Sistema de lançamento SA-N-6 (S-300FM)5V55RUD (S-300)64 x Soviet State Factories 5V55RUD (S-300) (Defesa Anti-Aérea)
Sistema de lançamento N/DSS-N-12 / P500 Bazalt16 x Chelomey SS-N-12 / P500 Bazalt (Anti-navio)

Radares
- Soviet State Factories MR-800 «Top Pair» (Pesquisa aérea - Al.med: 205Km)


Forum de discussão

Os navios da classe Slava, (ou projecto 1164 / Atlant) lançados durante os anos 80, são contra-torpedeiros com capacidade de ataque, construídos como opção aos enormes cruzadores de batalha da classe Kirov, numa altura em que vários sectores na marinha soviética consideravam aquele projecto como demasiado arriscado.

Embora muito mais pequenos que os Kirov, os Slava foram equipadoc com um armamento destinado -segundo as doutrinas da antiga União Soviética - a atacar os grupos de porta-aviões norte-americanos.

O seu armamento mais imponente e mais visivel, são os mísseis Bazalt, cujos tubos de lançamento (oito de cada lado do navio) se destinam a atacar navios inimigos a distâncias de até 500km.

Resultado de um projecto que teve inicio nos anos 60 e lentamente colocados ao serviço, a partir de 1982 os cruzadores da classe Slava têm um desenho que hoje é considerado inadequado para a guerra moderna. As suas múltiplas superfícies são facilmente detectaveis por radares a grandes distâncias. A assinatura radar é um problema genérico dos navios de concepção russa, e resulta da colocação de grande numero de sistemas de armas em cada navio e da necessidade de sensores distintos para cada tipo de arma.


Um navio da classe Kirov à esquerda e um cruzador da classe Slava à direita
O Slava, como outros navios russos está muito dependente do apoio aéreo que possa ser dado por aeronaves baseadas em terra, ou então pelas aeronaves do único porta-aviões russo em serviço.

Os problemas na antiga União Soviética levaram a que a classe passasse por alguns problemas, com navios em situação de reserva ou com modernizações interrompidas. O Slava que estava em reparações em 1990, ficou durante dez anos parado até que no final dos anos 90 foi decidido recupera-lo. Para o efeito foi utilizado dinheiro cedido pelo município de Moscovo, a capital russa. Em reconhecimento pelo apoio a marinha rebaptizou o Slava como Moskva,


Acima o cruzador Marshal Ustinov, da classe Slava, onde se podem ver os lançadores verticais do estilo «revolver» utilizados em muitos navio russos e que transportam os mísseis anti-aéreos da família S-300.

Carrier Killer

Já durante a década de 1980, os analistas ocidentais consideravam que pelo menos na aparência a estratégia soviética para a guerra naval, passava por colocar navios deste tipo junto de grupos de porta-aviões norte-americanos, com o intuito de os desabilitar num primeiro ataque imediato, lançando todos os seus mísseis simultaneamente.

Esta doutrina, implicava que os soviéticos consideravam que depois de disparar os mísseis, os navios não teriam grande utilidade e aceitava-se de antemão que a sua destruição seria inevitável.

As autoridades soviéticas acreditavam que perder navios do tipo Slava era um custo aceitável, se fosse possível destruir os porta-aviões norte.americanos.
Por ser esse o seu principal objetivo os navios foram co-denominados «assassinos de porta-aviões».

No entanto, com o passar do tempo e com o aumento dos meios tecnológicos anti-míssil e com o aumento das capacidades dos escoltas da marinha dos Estados Unidos, é pouco credivel que os poucos navios que sobreviveram após o colapso da União Soviética tivessem sucesso ao tentar implementar este tipo de doutrina em caso de necessidade.


Informação genérica:


   
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