Navios deste tipo:

Aquitaine
Fragata
Carlo Bergamini
Fragata
Mohamed VI
Fragata

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Fragata


França
Fragata classe
Aquitaine
(tipo FREMM)
FREMM

Dados principais Motores
Deslocamento standard: 4800 Ton
Deslocamento máx. : 5800 Ton.
Tipo de propulsão: CODLAG - Diesel-electrica e Turbina a gás
Comprimento: 137 M - Largura: 19.5M
Calado: 4.2 M.
1 x Turbina a Gás General Electric-Avio LM-2500 (32000KW)
Tripulação / Guarnição: 108 Autonomia: 11000Km a 15 nós - Nr. Eixos: 2 - Velocidade Máxima: 27 nós

Canhões / armamento principal
1 x Oto-Melara 76mm Super Rapid / Compact (Calibre: 76mm/Alcance: 16Km)

Misseis
Sistema de lançamento N/DVL MICA16 x MBDA VL MICA (Defesa Anti-Aérea)
Sistema de lançamento SYLVER VLSScalp Naval / MdCN16 x MBDA Scalp Naval / MdCN (Ataque ao solo)
Sistema de lançamento SYLVER VLSAster-1516 x MBDA Aster-15 (Defesa antiaérea próxima)
Sistema de lançamento MM40LEXOCET MM-40 Block III8 x MBDA EXOCET MM-40 Block III (Anti-navio)

Radares
- TERMA Scanter (Navegação - Al.med: 0Km)
- Thales group Herakles (Combinado Aerea/superficie - Al.med: 150Km)


Forum de discussão

As fragatas da classe Aquitaine, correspondem à versão francesa das fragatas europeias FREMM.
Os navios destinam-se a substituir as fragatas francesas da classe Tourville, juntamente com outros navios de outros sub tipos.

Os navios da classe Aquitaine, são fragatas multiusos que foram buscar inspiração ao conceito de fragata Stealth desenvolvido pela França com as fragatas La Fayette, uma classe de navios de considerável sucesso que foi vendida para três países além da França.

São navios que terão capacidade anti-submarina e alguma capacidade anti-aérea, juntamente com capacidade de ataque.
Os navios estarão equipados com dois sistemas VLS «SYLVER-70» que vão permitir aos Aquitaine o transporte de 16 mísseis de cruzeiro europeu SCALP-Naval com um alcance de até 1000km. Além desses dois módulos, haverá outros dois do tipo SYLVER-43, para o transporte e lançamento de 16 mísseis ASTER-15.
Está previsto que numa versão adaptada para a defesa aérea, (conhecida como FREDA) estejam instalados os sistemas VLS SYLVER-50 que permitem o transporte e lançamento do míssil ASTER-30.

Embora deva permanecer como opção para alguns navios, a defesa apróximada dos navios da classe deverá ficar a cargo dos mísseis de curto alcance VL-MICA de lançamento vertical.

Propulsão
Outra diferença nas fragatas Aquitaine/FREMM é o seu sistema de propulsão.
Ao contrário dos navios convencionais em que as helices estão directamente ligadas às turbinas, e a motores a Diesel, neste sistema as helices estão ligadas a um motor electrico, cuja energia é fornecida por motores a Diesel, e a propulsão a alta velocidade é conjunta, com o apoio da turbina a gás.

Esta solução que se tornou muito comum nos navios nos últimos anos, aparentemente permite bons resultados pois os navios deverão poder atingir uma velocidade de 27 nós.


Embora inicialmente estivesse prevista a aquisição de 17 navios, o aumento dos custos da classe de contra-torpedeiros Horizon e do futuro porta-aviões, juntamente com a crise financeira levaram já à redução do numero de navios a construir.

O cancelamento de dois dos quatro contra-torpedeiros da classe Horizon, levou a que em sua substituição a marinha da França começasse a estudar a utilização da plataforma FREMM para a função de navio de defesa aérea mais economico.
Informação genérica:
Concebidas com uma clara influência das fragatas «Stealth» da classe La Fayette, as fragatas FREMM, iniciais de Fragata Multi Missões, são navios polialentes destinados especialmente a substituir na marinha francesa a classe Tourville. A partir de 2002 a marinha da Italia juntou-se ao projecto, que passou a ser um projecto franco-italiano.
Na marinha italiana os navios são destinados a substituir as fragatas da classe Maestrale.

Além da versão base, com aplicações múltiplas, foram também concebidas versões especializadas, uma das quais conhecida como «FREDA» deverá assumir a função de fragata de defesa aérea, uma versão mais economica que os caríssimos contra-torpedeiros do tipo «Horizon».

Os navios franceses e italianos partilham muitos dos sistemas, o que sempre foi o objectivo principal, pois isso permite reduzir os custos. No entanto, as diferenças entre os dois são muito mais substanciais do que aquelas que se encontram nos contra-torpedeiros do tipo «Horizon» de que também resultaram navios para as duas marinhas.
As várias industrias dos dois países e as necessidades operacionais acabaram por conduzir à a instalação de sistemas diferentes a bordo.

Os navios franceses utilizam mísseis Exocet e os italianos misseis Otomat. Os navios franceses têm capacidade para operar um helicóptero enquanto que os italianos estão preparados para operar dois.
Os radares também serão diferentes, com os franceses a optar pelo HERAKLES e os italianos pelo radar EMPAR.

Já os sistemas de propulsão e os torpedos serão idênticos.

Além dos navios para a França e para a Itália, parte dos quais estão em dúvida por causa dos custos, Marrocos colocou uma encomenda para uma unidade e a Grécia demonstrou interesse na aquisição de seis unidades.
As unidades gregas terão capacidade para lançamento de mísseis Scalp-Naval e utilizarão o míssil VL-MICA para defesa próxima.

Mais recentemente, especulações apontam o Brasil como um dos países interessados no projecto, para substituir as seis fragatas da classe Niteroi e as quatro fragatas da classe Greenhalg, por navios deste tipo, com pelo menos dois e até quatro dos navios dedicados à defesa aérea.


   
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