Navios deste tipo:

Kongo (1911)
Couraçado rápido

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Couraçado rápido


Japão
Couraçado rápido classe
Kongo (1911)
(tipo Kongo BB)
Kongo BB

Dados principais Motores
Deslocamento standard: 32200 Ton
Deslocamento máx. : 36900 Ton.
Tipo de propulsão: Turbinas acopladas
Comprimento: 222.1 M - Largura: 29M
Calado: 9.7 M.
16 x Caldeiras (oleo) Kanpon (0)
4 x Turbinas acopladas Kanpon (136000cv/hp)
Tripulação / Guarnição: 1437 Autonomia: 18000Km a 18 nós - Nr. Eixos: 4 - Velocidade Máxima: 30 nós

Canhões / armamento principal
8 x Armstrong 356mm /45 Mk I Mod. 1910 (UK) (Calibre: 356mm/Alcance: 22.3Km)


Forum de discussão

Os navios da classe Kongo, eram classificados como «Couraçados Rápidos» pela marinha japonesa durante a II Guerra Mundial. Na verdade, embora se tratasse de navios bastante rápidos para couraçados, eles tinham esta característica após um periodo de reconversão que modificou muitas das suas características.

Os quatro navios não foram todos convertidos ao mesmo tempo, pelo que um deles o couraçado Hiei, que foi o último a ser convertido, estava equipado com directores de tiro mais modernos e uma configuração de ponte de comando mais recente que também foi utilizada nos super-couraçados da classe Yamato.

Diferente utilização táctica
A grande velocidade dos couraçados da classe Kongo, resultou numa utilização diferente dos navios dentro dos conceitos japoneses de guerra naval.
Ao contrário dos restantes couraçados, que deveriam fazer parte da tradicional linha de batalha, estes navios deveriam utilizar a sua velocidade para fazer parte de forças navais de exploração, que poderiam utilizar a sua vantagem táctica para engajar forças inimigas, podendo utilizar a sua velocidade para quebrar o contacto se necessário.

Armamento
Os oito canhões de 356mm que equipavam os navios, eram ainda uma reminiscência da influência da Royal Navy na marinha imperial do Japão e passaram a ser um calibre comum nos navios britânicos da época, embora tenha sido exactamento no couraçado Kongo que foram pela primeira vez instalados canhões deste tipo.

O armamento secundário em configuração «casamata» era também resultado da configuração típica do periodo anterior à I Guerra Mundial. Era constituido por 14 canhões de 152mm, oito canhões de 127mm e dez de 25mm. Para o final do conflito, com o aumento da ameaça aérea, os navios passaram a transportar 12 canhões de 127mm em vez de oito, enquanto que os canhões anti-aéreos de 25mm passaram de 10 (dez) para 100 (uma centena). O caso mais dramático de aumento de capacidade de defesa anti-aérea foi o do Haruna que chegou a transportar 118 canhoes de 25mm.

Esta modificação radical, demonstra até que ponto os miltiares no Pacífico (tanto japoneses quanto norte-americanos) falharam em entender a mudança de paradigma no poder naval, com o Porta-aviões a ultrapassar o Couraçado como navio dominante.

Em combate
Na sua função de couraçados rápidos, dois deles (Hiei e Kirishima) foram utilizados em 1941 para apoiar a força de porta-aviões que atacou Pearl Harbour.
Nessa mesma altura os outros dois, o Kongo e o Haruna foram enviados para apoio às operações japonesas no Sul do Pacífico.

O Hiei foi afundado em Novembro de 1942, durante a campanha de Guadalcanal, após ter sido atingido por 50 projecteis disparados por cruzadores norte-americanos.
O Kirishima participou na batalha de 14 para 15 de Novembro de 1942, tendo sido fortemente atingido pelo couraçado americano Washington com nove disparos de 406mm. O navio retirou, fora de controlo e teve que ser evacuado e posteriormente afundado.
O Kongo foi afundado por um torpedo disparado de um submarino norte-americano, próximo a Taiwan.
O Haruna foi afundado por bombas lançadas por aviões em 1945


Informação genérica:
Os couraçados da classe Kongo, iniciaram a sua carreira como Cruzadores de Batalha. Trata-se de navios desenhados na Grã Bretanha e construidos antes do inicio da I Guerra Mundial, os quatro navios da classe Kongo foram inicialmente construidos dentro do espirito do Cruzador de Batalha, um navio rápido, mas com uma protecção relativamente reduzida. O conceito era britânico e derivava do aplicado aos cruzadores de batalha britânicos da classe Invincible.

No entanto os Cruzadores de Batalha «Kongo» eram inspirados nos cruzadores de batalha britânicos da classe Lion, sendo considerados superiores àqueles. Os cruzadores de batalha da classe Tiger da Royal Navy, foram inspirados nos Kongo.

O primeiro navio da classe, o próprio Kongo, foi construido em estaleiros britânicos e os restantes três foram construidos em estaleiros japoneses.
O desenho dos navios é naturalmente de inspiração britânica, tal como o armamento principal.
Os canhões do Kongo, como todo o navio, foram fabricados na Grã Bretanha pela Vickers, sendo os restantes produzidos no Japão e foram os primeiros navios do mundo a introduzir o calibre 356mm.

Inicialmente os navios tinham uma potência de 64 000cv e um deslocamento de 29 000 toneladas.
Por serem um projecto britânico, dois dos navios estavam inicialmente equipados com caldeiras construidas na Grã Bretanha.


Na imagem acima, o cruzador de batalha Kongo, como era em 1913.


Como os navios eram relativamente modernos quando terminou o primeiro conflito mundial, eles foram modificados em duas grandes modernizações, com o intuito de aumentar a sua protecção e converte-los de cruzadores de batalha em verdadeiros couraçados.

A primeira grande modificação ocorreu entre 1927 e 1930 com o reforço da protecção contra torpedos, que aumentou o peso bruto da blindagem de 6.6 para 10.5 mil toneladas. Os canhões mantiveram-se mas as torres foram modificadas para aumentar o ângulo máximo de tiro.
O aumento da blindagem, teve um resultado inevitável:
Foram mudadas as caldeiras mas a velocidade máxima, baixou de 27.5 nós para 25.9 nós.

A segunda grande modificação a que os Kongo foram submetidos ocorreu no periodo de 1933-1940, e teve como objectivo recuperar a velocidade que os navios inicialmente conseguiam atingir.

As turbinas do periodo da I Guerra Mundial foram substituidas por turbinas novas a óleo, de concepção japonesa. A mudança total nas máquinas aumentou a potência do navio para mais do dobro, o que permitiu que a sua velocidade atingisse 30 nós.

Esse enorme aumento de potência, permitiu classificar os quatro Kongo, como couraçados rápidos, e na verdade eles eram mais rápidos que a maioria dos navios do mesmo tipo em operação nos anos 40.


   
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