Navios deste tipo:

Fuso
Couraçado «Super-Dreadnought»
Ise
Couraçado «Super-Dreadnought»
Ise (1943)
Couraçado «tipo Dreadnought»

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Couraçado «Super-Dreadnought»

Acontecimentos relacionados
Batalha do Estreito de Surigao



Japão
Couraçado «Super-Dreadnought» classe
Fuso
(tipo Fuso / Ise)
Fuso / Ise

Dados principais Motores
Deslocamento standard: 30600 Ton
Deslocamento máx. : 35900 Ton.
Tipo de propulsão: Turbinas acopladas
Comprimento: 205.1 M - Largura: 28.65M
Calado: 8.6 M.
6 x Caldeiras (oleo) Kanpon (0)
4 x Turbinas acopladas Brown Curtiss (75000cv/hp)
Tripulação / Guarnição: 1193 Autonomia: 18000Km a 16 nós - Nr. Eixos: 4 - Velocidade Máxima: 22 nós


Forum de discussão

Lançados em 1912 e 1913, os dois couraçados da classe Fuso deveriam ser acompanhados por outros dois navios, cuja construção acabou por ser cancelada em favor de uma classe melhorada, que ficou conhecida como classe «Ise».

Os dois Fuso, eram navios bastante poderosos e ultrapassavam em poder de fogo os couraçados dos Estados Unidos no Oceano Pacifico.
Com os seus 12 canhões de 356mm em seis torres triplas, e 16 canhões de 152mm como bateria secundária eles estavam poderosamente armados.

No inicio dos anos 30 os dois navios foram submetidos a uma modernização que pretendia actualizar os navios e transforma-los em couraçados rápidos que pudessem acompanhar os porta-aviões, mas aumentando ao mesmo tempo a protecção. Embora as novas turbinas Kampon, fabricadas no Japão fossem mais modernas e bastante mais leves (1320 toneladas a menos), o peso total da blindagem foi aumentado de 8725 para 12394 toneladas.

Também a aparência exterior dos navios foi radicalmente alterada com a inclusão de uma ponte blindada do tipo «Pagode» e com a junção das duas chaminés em apenas uma. Foi instalada uma catapulta e um hangar para três hidroaviões.

A reconstrução dos dois navios da classe Fuso não teve grande sucesso, tal como aconteceu com os seus meio-irmãos Ise eHyuga. O aumento de peso e de armamento anti-aéreo acabou por sobrecarregar os navios o que prejudicou a sua velocidade máxima que se ficou por apenas 24.5 nós.

Esta velocidade relativamente reduzida relegou os dois navios para a 2ª divisão de couraçados, e depois do desastre da batalha de Midway, chegou-se a considerar a possibilidade de também converter o Fuso e o Yamashiro em híbridos de couraçado e porta-aviões, mas os planos não prosseguiram.

Os navios foram enviados para as Filipinas onde participaram numa das batalhas do Golfo de Leyte. Na madrugada de 24 de Outubro, quando passavam no estreito de Surigao, os navios e a sua escolta foram atacados por lanchas torpedeiras, contra-torpedeiros, cruzadores e couraçados norte-americanos.

O couraçado Yamashiro partiu-se em dois às 04:19 após ser sido atingido por torpedos e projecteis de 406mm de couraçados americanos, O Fuso, foi igualmente atingido pelo fogo de seis couraçados norte-americanos, dois dos quais tinham sido atacados em 1941 em Pearl Harbour. O navio afundou-se às 04:30.

O afundamento dos dois couraçados, marcou a última batalha entre couraçados da História Naval.



Acima, couraçado da classe Fuso, quando lançado em 1915. A posição da terceira torre é diferente antes e depois da reconstrução. Notar igualmente a diferença radical da ponte de comando que depois da modernização passou a contar com a configuração do tipo «Pagode».
Informação genérica:
Os navios da classe Fuso deveriam inicialmente ser quatro, mas quando dois dos Fuso já tinham sido lançados, foi decidido fazer alterações ao projecto.

As alterações e modificações resultaram nos couraçados da classe Ise.

Tanto os dois Fuso como os dois Ise foram submetidos a modificações durante os anos 30, de forma a transforma-los em navios mais rápidos. No entanto, ao contrário do que aconteceu com a classe Kongo, que se transformaram em «couraçados rápidos» estes quatro navios nunca conseguiram atingir as mesmas velocidades.

Os quatro navios foram incluidos na Segunda Divisão de couraçados e foram relegados para missões secundárias e só a perda de outros navios mais poderosos levou a que fossem mais utilizados. Depois do desastre de Midway, a marinha do Japão decidiu converter os dois navios da classe Ise, de forma a transforma-los em hibridos de couraçado-porta aviões.

Os dois navios convertidos em hibrido, nunca chegaram no entanto a ser utilizados nessa função, por falta de aeronaves disponíveis.


   
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