Navios deste tipo:

Ticonderoga (Base.1)
Cruzador de defesa aérea
Ticonderoga (Base.3)
Cruzador de defesa aérea

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Cruzador de defesa aérea


Estados Unidos da América
Cruzador de defesa aérea classe
Ticonderoga (Base.3)
(tipo Ticonderoga / A.Burke)
Ticonderoga / A.Burke

Dados principais Motores
Deslocamento standard: 8500 Ton
Deslocamento máx. : 9957 Ton.
Tipo de propulsão: COGOG (Combinada Gás ou Gás)
Comprimento: 172.8 M - Largura: 16.8M
Calado: 9.5 M.
4 x Turbina a Gás LM 2500 (86000cv/hp)
Tripulação / Guarnição: 358 Autonomia: 11000Km a 20 nós - Nr. Eixos: 2 - Velocidade Máxima: 30 nós

Canhões / armamento principal
2 x FMC-United Defense / BAE Systems 127mm L/56 Mk.45 Mod2 (Calibre: 127mm/Alcance: 23Km)
2 x Raytheon Systems 20mm Phalanx Mk15 Block 1 (Calibre: 20mm/Alcance: 2.3Km)

Misseis
Sistema de lançamento Mk-41SM-2MR (RIM-66B)92 x Raytheon Systems SM-2MR (RIM-66B) (Defesa Anti-Aérea)
Sistema de lançamento Mk-41RGM/UGM-109C «Tomahawk» / TLAM-C30 x Raytheon Systems RGM/UGM-109C «Tomahawk» / TLAM-C (Ataque ao solo)
Sistema de lançamento Mk.141Harpoon RGM 84D8 x Boeing Harpoon RGM 84D (Anti-navio)

Torpedos

Radares
- Raytheon Systems AN/SPS-49 (Pesquisa aérea - Al.med: 265Km)
- Lockeed Martin AN/SPY-1B / SPY-1D (Tipo «Phased array» - Al.med: 224Km)

Outros sistemas electrónicos
- Lockeed Martin AEGIS (Sistema de gestão de dados combate)


Forum de discussão

Designa-se aqui por Ticonderoga B.2, os navios que se seguiram à primeira série de cinco cruzadores da classe Ticonderoga.

Os novos navios do tipo, cujo primeiro exemplar o «USS Bunker Hill» foi entregue à marinha dos Estados Unidos me 1986 caracterizam-se por possuir um radar Spy-1 mais sofisticado, modificações no sistema de combate AEGIS, e pela inclusão de novos sistemas verticais de lançamento de mísseis.

Os primeiros cinco navios (Ticonderoga, Yorktown, Vincennes, Valley Forge e Thomas Gates) não foram equipados com mísseis Tomahawk e apenas dispunham de 68 mísseis anti-aéreos SM-2MR (são considerados separadamente).
Por serem os menos bem armados, foram todos retirados de serviço, à medida que entram aos serviços mais contra-torpedeiros da classe Arleigh Burke.


Informação genérica:
Os cruzadores de defesa aérea Ticonderoga, foram lançados no final dos anos 70 e constituiram uma revolução em termos de técnicas e tácticas navais.

Como acontece normalmente com novos conceitos, os cruzadores da classe Ticonderoga estiveram entre os projectos de navios mais criticados do pós II Guerra Mundial.

O conceito de radar plano de longo alcance combinado com um caríssimo sistema de combate computadorizado não foi imediatamente entendido pela Opinião Pública, pelos jornalistas e pior, nem pelos membros do Congresso norte-americano, que mediam o poder dos navios pela quantidade de armas que eram visiveis.

Com apenas dois canhões de 127mm e dois lançadores duplos de mísseis, os Ticonderoga estavam quase «desertos» para o dinheiro que custavam.

A principal característica dos cruzadores Ticonderoga, foi o sistema de combate AEGIS, o qual foi desenvolvido pelos norte-americanos quando se tornou evidente que a táctica soviética para atacar os navios norte-americanos no Atlâmntico, implicava ataques de saturação, lançando vagas sucessivas de grande numero de mísseis e esperando que parte deles tivesse sucesso.
Essa era a táctica anti porta-aviões dos soviéticos, dado que a marinha daquele país nunca conseguiu desenvolver uma capacidade efectiva para enfrentar os grupos de porta-aviões norte-americanos. Por isso os soviéticos tentaram equilibrar o «jogo» substituindo mísseis supersónicos por aviões.

É por isto que o sistema AEGIS, foi desenvolvido com o intuito de estabelecer um escudo defensivo à volta dos porta-aviões, que constituiria a segunda camada de defesa da frota (a primeira eram os aviões e a terceira os sistemas de mísseis de curto alcnce e os canhões CIWS de alta cadência de tiro).
Os vários sensores, em conjugação com o sistema de combate que reune todos os dados disponíveis, permite reagir em poucos segundos logo que uma ameaça é detectada e identificada.

O casco dos navios é baseado na classe de contra-torpedeiros Spruance por se considerar que a configuração do seu sistema motriz era adequada para acompanhar porta-aviões.
O Ticonderoga foram configurados desde inicio para operar como navio almirante, pelo que eles estão equipados com grande numero de sistemas de informação e comunicação, que permitem saber em tempo real a posição dos navios de um grupo de batalha, concentrar dados recebidos, processa-los e enviar ordens automaticamente para outros navios.

As qualidades do sistema de sensores Spy-1 e do sistema de gestão de dados de combate, retiraram grande parte do trabalho das patrulhas dos próprios porta-aviões.


Os navios desta classe devem continuar em serviço até à terceira década do século XXI.
Podem-se identificar quatro séries distintas de navios deste tipo, cujas principais e características são as seguintes:

Baseline 1
Navios equipados com o radar AN/SPY-1A, sistema de lançamento Mk-26 para mísseis SM-2MR (Block I e Block II) (CG-47 a CG-51)

Baseline 2
Nesta série, o sistema de lançamento Mk-26 foi substituído pelo VLS Mk-41 e os navios passaram a ter capacidade para disparar o míssil Tomahawk. (CG-52 a CG-55)

Baseline 3
Caracteriza-se pela introdução do radar AN/SPY-1B (CG-59 a CG-64)

Baseline 4
Radar AN/SPY-1B modernizado (CG-65 a CG-73)

Estão em desenvolvimento programas de desenvolvimento e modernização destinados a permitir a todos os navios do tipo a utilização do míssil SM-3, integrado no sistema de defesa anti-míssil dos Estados Unidos.


Não é certo que tipo de navio substituirá os Ticonderoga, mas as capacidades dos contratorpedeiros Arleigh Burke são praticamente idênticas. A possibilidade de uma futura versão aumentada dos Arleigh Burke deverá ser equacionada, principalmente porque seria uma solução bastante mais barata.


   
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