Navios deste tipo:

Ticonderoga (Base.1)
Cruzador de defesa aérea
Ticonderoga (Base.3)
Cruzador de defesa aérea

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Cruzador de defesa aérea


Estados Unidos da América
Cruzador de defesa aérea classe
Ticonderoga (Base.1)
(tipo Ticonderoga / A.Burke)
Ticonderoga / A.Burke

Dados principais Motores
Deslocamento standard: 7015 Ton
Deslocamento máx. : 9590 Ton.
Tipo de propulsão: Turbina a Gás
Comprimento: 172.5 M - Largura: 16.8M
Calado: 9.5 M.
4 x Turbina a Gás LM-2500 (86000cv/hp)
Tripulação / Guarnição: 358 Autonomia: 11000Km a 20 nós - Nr. Eixos: 2 - Velocidade Máxima: 30 nós

Canhões / armamento principal
2 x FMC-United Defense / BAE Systems 127mm L/56 Mk.45 Mod2 (Calibre: 127mm/Alcance: 23Km)
2 x Raytheon Systems 20mm Phalanx Mk15 Block 1 (Calibre: 20mm/Alcance: 2.3Km)

Misseis
Sistema de lançamento Mk.141Harpoon RGM 84D8 x Boeing Harpoon RGM 84D (Anti-navio)
Sistema de lançamento Mk-26 launcherSM-2MR (RIM-66B)68 x Raytheon Systems SM-2MR (RIM-66B) (Defesa Anti-Aérea)

Torpedos

Radares
- Raytheon Systems AN/SPS-55 (Combinado Aerea/superficie - Al.med: 37Km)
- Raytheon Systems AN/SPS-49 (Pesquisa aérea - Al.med: 265Km)
- Lockeed Martin AN/SPY-1A (Tipo «Phased array» - Al.med: 224Km)

Outros sistemas electrónicos
- Lockeed Martin AEGIS (Sistema de gestão de dados combate)


Forum de discussão

São designados por Ticonderoga Baseline-0 e Baseline-1 os primeiros cinco cruzadores de defesa aérea deste tipo.
Eles distinguem-se dos restantes navios da classe por lhes ter sido instalado um sistema de lançamento de mísseis mais antigo, ao invés do sistema de lançamento vertical (VLS) que caracterizou os navios posteriores.
Também o radar Spy-1 era menos potente que o que começou a ser instalado a partir do sexto navio do tipo.

Os cinco navios transportavam um numero mais reduzido de mísseis SM-2MR (apenas 68)

Todos os primeiros cinco navios foram já retirados de serviço, porque as capacidades dos sistemas instalados eram muito inferiores e/ou mesmo incompatíveis com as necessidades da marinha dos Estados Unidos.


Informação genérica:
Os cruzadores de defesa aérea Ticonderoga, foram lançados no final dos anos 70 e constituiram uma revolução em termos de técnicas e tácticas navais.

Como acontece normalmente com novos conceitos, os cruzadores da classe Ticonderoga estiveram entre os projectos de navios mais criticados do pós II Guerra Mundial.

O conceito de radar plano de longo alcance combinado com um caríssimo sistema de combate computadorizado não foi imediatamente entendido pela Opinião Pública, pelos jornalistas e pior, nem pelos membros do Congresso norte-americano, que mediam o poder dos navios pela quantidade de armas que eram visiveis.

Com apenas dois canhões de 127mm e dois lançadores duplos de mísseis, os Ticonderoga estavam quase «desertos» para o dinheiro que custavam.

A principal característica dos cruzadores Ticonderoga, foi o sistema de combate AEGIS, o qual foi desenvolvido pelos norte-americanos quando se tornou evidente que a táctica soviética para atacar os navios norte-americanos no Atlâmntico, implicava ataques de saturação, lançando vagas sucessivas de grande numero de mísseis e esperando que parte deles tivesse sucesso.
Essa era a táctica anti porta-aviões dos soviéticos, dado que a marinha daquele país nunca conseguiu desenvolver uma capacidade efectiva para enfrentar os grupos de porta-aviões norte-americanos. Por isso os soviéticos tentaram equilibrar o «jogo» substituindo mísseis supersónicos por aviões.

É por isto que o sistema AEGIS, foi desenvolvido com o intuito de estabelecer um escudo defensivo à volta dos porta-aviões, que constituiria a segunda camada de defesa da frota (a primeira eram os aviões e a terceira os sistemas de mísseis de curto alcnce e os canhões CIWS de alta cadência de tiro).
Os vários sensores, em conjugação com o sistema de combate que reune todos os dados disponíveis, permite reagir em poucos segundos logo que uma ameaça é detectada e identificada.

O casco dos navios é baseado na classe de contra-torpedeiros Spruance por se considerar que a configuração do seu sistema motriz era adequada para acompanhar porta-aviões.
O Ticonderoga foram configurados desde inicio para operar como navio almirante, pelo que eles estão equipados com grande numero de sistemas de informação e comunicação, que permitem saber em tempo real a posição dos navios de um grupo de batalha, concentrar dados recebidos, processa-los e enviar ordens automaticamente para outros navios.

As qualidades do sistema de sensores Spy-1 e do sistema de gestão de dados de combate, retiraram grande parte do trabalho das patrulhas dos próprios porta-aviões.


Os navios desta classe devem continuar em serviço até à terceira década do século XXI.
Podem-se identificar quatro séries distintas de navios deste tipo, cujas principais e características são as seguintes:

Baseline 1
Navios equipados com o radar AN/SPY-1A, sistema de lançamento Mk-26 para mísseis SM-2MR (Block I e Block II) (CG-47 a CG-51)

Baseline 2
Nesta série, o sistema de lançamento Mk-26 foi substituído pelo VLS Mk-41 e os navios passaram a ter capacidade para disparar o míssil Tomahawk. (CG-52 a CG-55)

Baseline 3
Caracteriza-se pela introdução do radar AN/SPY-1B (CG-59 a CG-64)

Baseline 4
Radar AN/SPY-1B modernizado (CG-65 a CG-73)

Estão em desenvolvimento programas de desenvolvimento e modernização destinados a permitir a todos os navios do tipo a utilização do míssil SM-3, integrado no sistema de defesa anti-míssil dos Estados Unidos.


Não é certo que tipo de navio substituirá os Ticonderoga, mas as capacidades dos contratorpedeiros Arleigh Burke são praticamente idênticas. A possibilidade de uma futura versão aumentada dos Arleigh Burke deverá ser equacionada, principalmente porque seria uma solução bastante mais barata.


   
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