Navios deste tipo:

Revenge
Couraçado «Super-Dreadnought»
Queen Elizabeth
Couraçado «Super-Dreadnought»
Nelson
Couraçado «Super-Dreadnought»
Arkhangelsk
Couraçado «Super-Dreadnought»

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Couraçado «Super-Dreadnought»


Reino Unido
Couraçado «Super-Dreadnought» classe
Nelson
(tipo Revenge / Queen Elizabeth)
Revenge / Queen Elizabeth

Dados principais Motores
Deslocamento standard: 37592 Ton
Deslocamento máx. : 44754 Ton.
Tipo de propulsão: Turbina a vapor
Comprimento: 216.4 M - Largura: 32.3M
Calado: 10.2 M.
8 x Caldeiras (oleo) Admiralty (0)
2 x Turbinas acopladas Brown-Curtiss (45000cv/hp)
Tripulação / Guarnição: 1314 Autonomia: 0Km a 0 nós - Nr. Eixos: 2 - Velocidade Máxima: 23 nós

Canhões / armamento principal
9 x Royal Ordnance Factories 406mm Mk-1 mod.1922 (UK) (Calibre: 406mm/Alcance: 38.1Km)


Forum de discussão

Os dois couraçados da classe Nelson, são o resultado da necessidade de construir um navio que «coubesse» dentro das especificações do Tratado de Washington. Os britânicos tinham assegurado o direito de construir dois couraçados novos, em troca do desmantelamento de um grande numero de couraçados após o final da I Guerra Mundial, mas os novos navios deviam obedecer às regras do tratado sobre deslocamento máximo.

A configuração tradicional com canhões à proa e à popa foi abandonada, com o objectivo de concentrar parte das instalações vitáis do navio de forma tão compacta quanto possível, para reduzir dessa forma a necessidade de blindagem e portanto o deslocamento máximo dos navios.

É esta necessidade de criar um navio compacto, que está na origem da colocação de todo o armamento principal à frente da ponte de comando, encurtando assim a dimensão da «cidadela blindada».

Os britânicos optaram por instalar canhões de 406mm (16 polegadas) o acabaria por tornar os Nelson nos couraçados com canhões de maior calibre da Royal Navy, pois os navios mais modernos que seriam construidos depois acabariam por ter canhões menores.

Os navios da classe também foram inovadores na medida em que foram, os primeiros couraçados a colocar o seu armamento secundário em torres (seis torres duplas com canhões de 152mm).

Outra característica distintiva dos dois couraçados da classe Nelson, foi a instalação de ums estrutura em torre para acomodação da ponte de comando. Esta donfiguração viria não só a ser adaptada aos navios mais antigos da Royal Navy que foram modernizados no periodo entre-guerras, como também seriam adoptadas por outras marinhas nos seus próprios projectos.

Se por um lado os Nelson foram revolucionários em alguns aspectos, houve um em que isso claramente não aconteceu.
Para manter os navios dentro dos limites, eles não podiam acomodar um grande numero de caldeiras e turbinas, pelo que a potência inicialmente prevista de 160.000cv, que deveria levar os couraçados até quase 30 nós, ficou-se pelos 23, o que em termos de velocidade deixou a Grã Bretanha numa situação de desvantagem relativamente aos couraçados que outros países entretanto lançaram.



Vida operacional

Os navios da classe não foram considerados um sucesso. A potência dos seus canhões era enorme e os canhões tinham tendência causar danos no próprio navio quando disparavam. A terceira torre, que estava muito p+róxima da ponte de comando provocava problemas sempre que disparava e o fumo reduzia muito a visibilidade quando os canhões disparavam num angulo reduzido.

Quando a II Guerra Mundial teve inicio em 1939, embora relativamente lentos eles eram os mais poderoros navios da Royal Navy na chamada «Home Fleet» ou esquadra doméstica britânica, destinada a defender as águas próximas.

Ambos os navios sofreram danos logo no inicio do conflito. Ainda em Dezembro de 1939 o Rodney embateu numa mina e ficou muito danificado. Em Abril de 1940 foi o Rodney que foi atingido por bombas alemãs na Noruega.

A entrada ao serviço dos dois novos couraçados da classe Kinge George V levou à colocação dos dois couraçados desta classe em tarefas de escolta de comboios de navios de carga.

Durante uma destas missões de escolta, o HMS Rodney, recebeu ordens de emergência para abandonar os navios que estava a escoltar e para se dirigir ao encontro do couraçado Bismarck, que os britânicos procuravam interceptar e destruir.

São os canhões de 406mm do Rodney, que atingem pela primeira vez com gravidade o navio alemão, tendo perfurado uma área menos blindada e atingido o sistema de controlo de tiro do navio alemão, cegando-o parcialmente.
O poder dos canhões de 406mm foi devastador, e embora o navio alemão só se tenha afundado com torpedos devido à excelente qualidade de construção do seu casco, a sua superestrutura tinha sido completamente varrida e era uma amálgama de ferros retorcidos antes de o Bismarck afundar.

Em Junho de 1941 depois de reparado, o Nelson foi enviado para o Mediterrâneo, sendo atingido em Setembro desse ano perto da costa da Sardenha. O Nelson foi retirado desse serviço e substituido pelo Rodney até as reparações terminarem.

Em 1943, os dois couraçados foram utilizados como baterias de apoio contra as costas da Sicilia em Salerno e em 1944 foram igualmente utilizados para apoio aos desembarques na Normandia.

O Nelson, voltou a embater numa mina e foi enviado para reparações nos Estados Unidos e depois seguiu para o extremo oriente, dado a Alemanha já não representar um perigo naval.
O Rodney no entanto estava em piores condições e foi retirado de serviço em Dezembro de 1944.

Os dois navios foram oficialmente abatidos em 1948.
Informação genérica:

Super-Dreadnought britânicos


Ainda antes da I guerra mundial, e perante o aumento do poder das marinhas rivais, a Grã Bretanha começou a desenhar novas classes de navios armados com artilharia ainda mais poderosa.
Desde o HMS Dreadnought armado com peças de 305mm (12 polegadas) a Royal Navy tinha passado para navios com peças de 343mm (13,5 polegadas) mas mesmo assim foi decidido «subir a parada» para um armamento superior com couraçados armados com peças de 381mm (15 polegadas). Foram mesmo concebidos projectos para navios com canhões ainda maiores, como as peças de 406mm (16 polegadas) que seriam instaladas nos couraçados da classe Nelson, que só seriam lançados já depois de a I Guerra ter terminado.

Por causa da sua blindagem e pelo calibre dos seus canhões este tipo de navios é normalmente considerado como «Super Dreaqdnought» e a Grã Bretanha concebeu e colocou ao serviço duas classes distintas de navios deste tipo, que embora possuissem armamentos idênticos eram diferentes no seu sistema de propulsão.

Assim, dividimos os «Super Dreadnoughts» britânicos do tempo da I Guerra em duas classes:

Classe «Revenge» (Também conhecida como classe «R» porque todos os navios têm um nome começado por aquela letra) e classe Queen Elizabeth.

Estas duas classes de navios foram construidas com o objectivo de garantir a superioridade dos navios britânicos quando outras marinhas já tinham também anunciado o lançamento de navios com peças de 356mm (14"). Além disso, a segunda série de navios, que seria designada Queen Elizabeth, também tinha por objectivo a criação de uma classe de couraçados rápidos, juntando a velocidade ao grande poder dos canhões de 381mm (15")

Menos ambiciosos, os navios da classe R foram concebidos anteriormente, mas acabaram por entrar ao serviço mais tarde, por causa de modificações introduzidas durante a construção. Eles representavam acima de tudo a intenção de dispor de navios com grande poder de fogo, mas que acompanhassem as esquadras à sua velocidade normal.

Já os navios de classe Queen Elizabeth, tinham em mente a criação de uma força de couraçados pesadamente blindados, mas com grande potência e velocidade superior.

Enquanto que os navios de classe «R» tinham máquinas com potência de 40.000cv os «Queen Elizabeth» estavam equipados com maquinas a vapor com uma potência de 80.000cv.

Embora com o dobro da potência, os Queen Elizabeth, por razões que têm a ver com a fisica, acabaram por atingir uma velocidade apenas marginalmente superior, conseguindo atingir 23 nós contra 21 nós, nos navios da classe «R».

Após o final da guerra todos os navios estavam ao serviço e eles eram os mais modernos navios couraçados da Royal Navy. Por isso estas duas classes de navios, foram modernizadas após a I Guerra Mundial.
A vantagem da potência acabou por ditar a preferência. Por serem mais rápidos os Queen Elizabeth receberam mais modernizações e três deles (Queen Elizabeth, Valiant e Warspite) foram quase reconstruidos com a modificação da superestrutura, da ponte de comando e com a inclusão de um hangar para aeronaves e radar.


Acima, imagem do couraçado Queen Elizabeth durante a I Guerra Mundial. Os Queen Elizabeth são idênticos aos Revenge, no entanto há que notar o facto de os Queen Elizabeth terem duas chaminés (por causa de terem mais caldeiras necessárias para garantir o aumento de potência.)

Acima o Revenge após ter sido entregue à Royal Navy. Estes navios eram quase idênticos aos Queen Elizabeth, mas tinham menos potência, menor numero de caldeiras e por isso são fáceis de identificar por possuirem apenas uma chaminé.

Classe Nelson

Já depois do fim da II guerra mundial, durante a década de 1920 a Grã Bretanha ainda lançou mais dois couraçados poderosamente armados. Tratou-se dos dois Nelson, que estavam equipados com três torres triplas armadas com três peças de 16 polegadas (406mm), as maiores instaladas a bordo de navios de guerra britânicos utilizados operacionalmente.

Nota: Alguma confusão pode advir do facto de os Queen Elizabeth que foram modernizados, terem passado por modificações consideraveis no seu aspecto exterior. Durante uma das várias modernizações as duas chaminés foram juntas em apenas uma chaminé maior (ver foto da classe Queen Elizabeth no topo). Embora com apenas uma chaminé, os Queen Elizabeth modernizados apresentam porem uma configuração muito difernete da ponte de comando, em torre.


   
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