Navios deste tipo:

Oliver Hazard Perry
Fragata
Santa Maria
Fragata
Mubarak
Fragata
Cheng Kung
Fragata
Gaziantep
Fragata
Pulaski
Fragata
Alamgir
Fragata

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Fragata


Turquia
Fragata classe
Gaziantep
(tipo OHP)
OHP

Dados principais Motores
Deslocamento standard: 2750 Ton
Deslocamento máx. : 3638 Ton.
Tipo de propulsão: Turbina a Gás
Comprimento: 135.6 M - Largura: 13.7M
Calado: 7.5 M.
2 x Motor eléctrico auxiliar (pod) (650cv/hp)
2 x Turbina a Gás General Electric LM-2500 (41000cv/hp)
Tripulação / Guarnição: 187 Autonomia: 9300Km a 18 nós - Nr. Eixos: 1 - Velocidade Máxima: 30 nós

Canhões / armamento principal
1 x FMC-United Defense / BAE Systems 76mm Mk.75 (Calibre: 76mm/Alcance: 18.4Km)
1 x Raytheon Systems 20mm Phalanx Mk15 Block 1 (Calibre: 20mm/Alcance: 2.3Km)

Misseis
Sistema de lançamento Mk13Harpoon RGM 84D8 x Boeing Harpoon RGM 84D (Anti-navio)
Sistema de lançamento Mk13SM-1MR «Standard» RIM-66E16 x Raytheon Systems SM-1MR «Standard» RIM-66E (Defesa Anti-Aérea)

Torpedos

Radares
- Raytheon Systems AN/SPS-49 (Pesquisa aérea - Al.med: 265Km)
- Raytheon Systems AN/SPS-55 (Combinado Aerea/superficie - Al.med: 37Km)

Sonares
- Raytheon Systems AN/SQS-56 / Pesquisa activa/ataque


Forum de discussão

Os navios da classe Gaziantep, são todos antigos navios retirados de serviço na marinha dos Estados Unidos e pertencentes à clase Oliver Hazzard Perry.

Os navios são idênticos aos norte-americanos, e estão presentemente a ser submetidos a um programa de modernização destinado a extender o periodo de vida útil dos navios.

O programa é conhecido como GENESIS e entre as modernizações previstas encontra-se um novo sistema de gestão de dados de combate com novo software, o que dá às fragatas a capacidade para identificar permanentemente até 1.000 alvos potênciais e um sistema de comunicações moderno «Link 16 / link-22» integrado com os sistemas de armas.

O armamento também é modificado com a inclusão de um sistema de lançamento vertical Mk-41, de 8 células instalado à proa e com capacidade para lançar mísseis ESSM. O lançador Mk-13 continuará a ser utilizado para o lançamento de mísseis Harpoon.

Também haverá modificações à popa, com o objectivo de permitir a utilização de helicópteros do tipo S-70 «Seahawk».

Transferência complicada
A aquisição por parte da Turquia das fragatas da classe Gaziantep, implicou a necessidade de negociar com a Grécia a aquisição dos navios, que considerou que colocavam em causa o equilibrio na região.
Em 1996, militares turcos que já estavam nos Estados Unidos tiveram que voltar à Turquia até que finalmente se chegou a acordo com os gregos e os navios começaram a ser entregues em 1998.


Informação genérica:
Os navios da classe Oliver Hazard Perry tiveram a sua origem no conceito de fragata de patrulha que foi proposto em 1970, com o objectivo de criar um navio de segunda categoria que pudesse efectuar um grande numero de missões e fosse muito mais barato que os navios especializados em defesa aérea ou defesa anti-submarina.

As fragatas deste tipo foram pensadas como navios modulares que pudessem ser construidos em módulos pré-fabricados que posteriormente poderiam ser montados em diferentes estaleiros.

Os vários modulos podiam pesar 35, 100, 200 ou 400 toneladas e a facilidade da sua construção levou a que o programa OHP não sofresse atrazos, tendo mesmo alguns dos navios sido entregues antes do prazo previsto.

Navegue antes de comprar
O programa OHP, foi uma novidade para a marinha dos Estados Unidos, porque introduziu um conceito já utilizado na Força Aérea e que implicou pagar pela construção de uma primeira unidade completa, onde se pudessem encontrar erros e problemas que posteriormente poderiam ser corrigidos no caso de o conceito provar, o que veio a acontecer.

Navio de segunda classe
Na verdade, para reduzir ao máximo os custos as fragatas Perry contam com algumas desvantagens de conceito, como por exemplo o de contarem com apenas um único eixo, a que estão ligadas as duas turbinas a gás LM-2500.

Para reduzir este problema, dois pequenos «pods / casulos» retrácteis foram acrescentados, pelo que se o navio perder o seu único eixo mesmo assim ainda se pode locomover se bem que a uma velocidade de apenas 5 nós.

Fragatas com diferentes tamanhos
Um dos problemas que não foi imediatamente resolvido nas primeiras fragatas da classe foi o da dimensão da pista de pouso.

As fragatas da classe «Perry» começaram a ser entegues à marinha dos Estados Unidos no inicio dos anos 80, tendo países como a Austrália, a Espanha e Taiwan construido a sua própria sub-classe de navios em estaleiros locais.

Espanha: classe Santa Maria
Austrália: classe Adelaide
Taiwan: classe Cheng Kung

Outros países também adoptaram esta classe, adquirindo fragatas Perry, à medida que estas íam sendo retiradas de serviço nos Estados Unidos. Estes navios formam também as suas próprias classes:

Turquia: classe Gaziantep
Polonia: classe Pulaski
Barém: classe Sabah
Egipto: classe Mubarak



A construção compartimentada das fragatas Perry, demonstrou as suas vantagens aquando do incidente com a fragata USS Stark, que foi atingida por dois mísseis Exocet lançados por aviões Mirage F-1 iraquianos, que atingiram o navio quase no mesmo lugar.

A fragata Stark adernando após ser atacada por mísseis Exocet


Corria o ano de 1987 e na altura o Iraque estava em guerra com o Irão e o navio americano foi erradamente identificado como pertencente à marinha do Irão.
A fragata que estava numa missão de rotina não tinha os seus sistemas de defesa ligados, pelo que foi apanhada de surpresa.

No entanto, embora tenham morrido 37 marinheiros, o treino da tripulação e a compartimentação do navio, bem como a sua qualidade de construção evitaram que se afundasse.

Um ano mais tarde, a qualidade de construção das fragatas também foi posta à prova, quando a tripulação de outro navio da classe evitou que a fragata Samuel Roberts se afundasse após embater contra uma mina anti-navio iraniana.


   
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