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Couraçado «Super-Dreadnought»


Brasil
Couraçado «Super-Dreadnought» classe
Riachuelo - II

Dados principais Motores
Deslocamento standard: 31800 Ton
Deslocamento máx. : 35000 Ton.
Tipo de propulsão: Turbina a vapor
Comprimento: 215 M - Largura: 31M
Calado: 9.9 M.
4 x Turbina a vapor Parsons ()
22 x Caldeiras (carvão) Babcock & Wilcox (50000cv/hp)
Tripulação / Guarnição: 1200 Autonomia: 12000Km a 14 nós - Nr. Eixos: 4 - Velocidade Máxima: 22.5 nós

Canhões / armamento principal
10 x Armstrong 381mm /42 Mk.I Mod.1912 UK (Calibre: 381mm/Alcance: 26.52Km)
8 x Armstrong 152mm/45 TR Mod.1895 (Calibre: 152mm/Alcance: 0Km)


Forum de discussão

Esta classe de navios, ficou apenas pelo estágio de projecto e constituiu uma terceira intenção de encomenda prevista aos estaleiros britânicos, depois que o Brasil decidiu que o couraçado Rio de Janeiro, com os seus 14 canhões de 305mm estaria desactualizado, além de se ter tornado muito caro para uma economia em crise por causa da baixa do preço do Café e dos problemas na economia brasileira provocados pelo fim do monopólio da borracha.

Com o desenvolvimento do conflito, o Brasil, considerou a aquisição de um navio muito mais poderoso, beneficiando dos novos canhões de 381mm que entretanto tinham começado a ser instalados nos navios britânicos da classe Royal Sovereign e Queen Elizabeth.

Com dez canhões de 381mm, deveria ser um misto da classe "Iron Duke" com a classe "Queen Elizabeth" e seria provavelmente o mais poderoso couraçado do período da primeira guerra mundial (uma versão com 12 canhões de 381mm e outra com 10 canhões de 406mm chegou a ser proposta pelo estaleiro).

Embora o anterior couraçado Rio de Janeiro (Agincourt) tivesse sido cancelado por problemas financeiros, com o evoluir do conflito passou a existir no Brasil uma corrente intervencionista que pretendia que o Brasil declarasse guerra à Alemanha. Essa corrente tornou pelo menos em teoria viável o esforço que seria necessário para construir o navio. Mas os problemas financeiros eram demasiados e os problemas com revoltas da marinha brasileira, como a Revolta da Chibata, reduziram consideravelmente o prestigio da marinha brasileira, o que somado ao tempo de construção do navio levaria a que não estivesse pronto antes do fim da guerra.

O projecto não teve continuidade e o navio nunca chegou a ser lançado.

A ilustração acima, mostra uma das quatro possibilidades para a configuração do couraçado cuja especificação exigia 5 torres duplas de 381mm. O navio seria mais longo que os Queen Elizabeth, para permitir o arranjo à ré das três torres, dispostas da mesma forma que havia sido pensada para o couraçado Rio de Janeiro. Outras configurações foram apresentadas pelos construtores para o armamento principal:
Proposta A: 12 canhões de 356mm em seis torres duplas
Proposta B: 10 canhões de 381mm em cinco torres duplas
Proposta C: 10 canhões de 406mm em cinco torres duplas
Proposta D: 12 canhões de 381mm em seis torres duplas

A propulsão com turbinas a vapor, em vez de máquinas a vapor de tripla expansão mais compactas evitava o problema com o Minas Gerais, que era mais longo que o Dreadnought, por causa do numero de caldeiras.

Mas mesmo utilizando turbinas o Riachuelo seria mais comprido que os Queen Elizabeth, dado acomodar uma torre adicional (5 em vez de quatro) e por precisar de um maior numero de caldeiras.

O armamento secundário deveria ser na linha do armamento secundário dos Q.E. com 8 canhões de 152mm.


Informação genérica:


   
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