Navios deste tipo:

Foudre
LPD - Plataforma aterragem/Doca
Sargento Aldea
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LPD - Plataforma aterragem/Doca


França
LPD - Plataforma aterragem/Doca classe
Foudre
(tipo Foudre)
Foudre

Dados principais Motores
Deslocamento standard: 8190 Ton
Deslocamento máx. : 12400 Ton.
Tipo de propulsão: Motor a Diesel
Comprimento: 168 M - Largura: 23.5M
Calado: 5.2 M.
2 x Motor a Diesel LIPS -Bow thruster / pod (1000cv/hp)
2 x Motor a Diesel SEMT-Pielstick 16 PC2.5 V 400 (20800cv/hp)
Tripulação / Guarnição: 160 Autonomia: 20000Km a 15 nós - Nr. Eixos: 2 - Velocidade Máxima: 21 nós

Misseis
Sistema de lançamento SimbadMistral / Mistral 24 x MBDA Mistral / Mistral 2 (Defesa Anti-Aérea)

Radares
- Thomson-CSF / Thales DRBV 21A «Mars» (Combinado Aerea/superficie - Al.med: 59Km)


Forum de discussão

Os dois navios da classe Foudre foram desenhados em França e concebidos com o objectivo de permitir o transporte de um regimento da força de reação rápida francesa criada durante os anos 80. O primeiro navio foi encomendado em Novembro de 1984.
Estes navios não se destinaram a substituir nenhuma classe e continuaram a operar em conjunto com os navios da classe Ouragan.

Passaram oito anos desde a entrega do primeiro até à entrega do segundo navio, pelo que existem várias diferenças entre os dois.

Trata-se de navios do tipo LPD com uma doca alagável que permite a saida de lanchas de que transportam militares e equipamentos até à área de desembarque.
Existem dois pontos de aterragem para helicópteros e um Hangar que pode guardar dois helicópteros do tipo Super Frelon ou Super Puma.
Um terceiro ponto de aterragem pode ser improvisado por cima da área correspondente à cobertura da doca, à popa.

Um elevador central com capacidade para 52t permite colocar veículos na coberta/pista de pouso com alguma facilidade e a carga e descarga é complementada com um guincho de 12m com capacidade para elevar 37t.

Os navios podem em caso de emergência transportar até 1600 militares para operações de desembarque e estima-se que os navios possam transportar um total de aproximadamente 700 pessoas, durante 30 dias a 15 nós, permitindo atingir pontos a quase 19.000 km de distância.

Embora a configuração possa mudar muito, os navios foram configurados para o transporte de 10 tanques leves AMX-10RC e 50 veículos de transporte tácticos. Se não for utilizada a doca, o numero de veículos tácticos que podem ser transportados ascenderá a 180 a 200.

Helicópteros

Os navios podem transportar no hangar, até quatro helicópteros médios (tipo Puma) e foram igualmente configurados para transportar dois helicópteros Super Frelon em alternativa. Estes últimos têm dimensões aproximadas dos helicópteros EH-101 Merlin, ainda que este último, vazio, seja 50% mais pesado que o Super Frelon.


Utilização internacional
O Foudre foi enviado pela França em 1998 para apoiar as tropas do Senegal durante a crise na Guiné-Bissau, na mesma altura em que Portugal também enviou para a região uma fragata da casse Vasco da Gama e uma corveta para apoiar a protecção de civis e a evacuação de pessoas das áreas em conflito.
Já o Siroco esteve envolvido nas operações de Paz em Timor-Leste em 1999.

A última utilização do Siroco tem sido como «Ferry Boat» para transportar veículos entre a França e a Jordânia, onde se encontra uma força militar francesa.

O futuro da classe Foudre é incerto. Já depois do anos 2000 foi lançado o primeiro LHD francês da classe Mistral, estando dois ao serviço em 2009, prevendo-se a construção de mais dois navios, prefazendo quatro.
A aquisição desses navios implica a venda do Foudre e do Siroco a marinha estrangeiras.

O Foudre foi por isso transferido para a marinha do Chile no fim de Dezembro de 2011.
Em Fevereiro de 2014 a marinha do Chile anunciou que estava a estudar a possibilidade de adquirir o Siroco. No entanto, não tendo sido possível assegurar os fundos necessários para a sua compra a marinha chilena tornou público em meados de Fevereiro de 2015, que não estava interessada na aquisição do navio.

A Marinha do Brasil considerou igualmente a possibilidade de aquisição, bem como a marinha de Portugal, cujos planos para a aquisição de um navio com capacidade de desembarque têm já décadas. A marinha da India também poderia estar interessada no navio, conforme referências feitas pela imprensa especializada daquele país.

Por razões de orçamento, o Siroco será retirado de serviço em meados de 2015.

Estima-se que o custo de operação de um navio deste tipo estejam entre os 15 e os 20 milhões de Euros por ano. O custo de aquisição, que variará consoante os sistemas que os franceses deixem a bordo, varia entre os 80 e os 140 milhões de Euros.



O acesso ao navio pode ser feito de várias formas e nem sempre é necessário alagar a doca interior. Na imagem maior, a porta de acesso pode funcionar como plataforma. Rebaixada, a porta pode servir mesmo como plataforma para lanchas de desembarque carregarem o navio. Em alternativa existe um portaló (porta de acesso lateral) com uma rampa, que permite o acesso de viaturas.




Notas:
Sobre o deslocamento máximo destes navios, é preciso notar que quando se trata de navios-doca o deslocamento máximo (o peso da quantidade de água ocupada pelo navio) é muitas vezes considerado com as docas inundadas. (O Foudre tem um deslocamento máximo de 12.400 toneladas carregado, mas sem as docas inundadas) Com as docas inundadas o navio deslocaria 17200t. No entanto, considera-se o deslocamento sem as docas inundadas, dada essa ser a configuração mais comum com o navio em andamento.
O LPD Foudre: Deste ângulo pode ver-se o terceiro ponto de aterragem sobre a parte posterior do poço da doca alagavel.

Informação genérica:
Os navios da classe Foudre, começaram a ser concebidos ainda antes do fim da guerra fria e representaram um aumento muito consideravel da capacidade de projeção de poder naval da marinha francesa. O primeiro navio entrou ao serviço em 1990 enquanto que o segundo só entraria ao serviço oito anos mais tarde, em 1998.

Como outros navios do tipo, o Foudre tem capacidade para transportar militares e equipamento e coloca-los em terra, diretamente em praias, o que é feito através de lanças de desembarque que são transportadas dentro do navio, e que saem quando a doca interna é alagada.

A França desenvolveu na já depois do ano 2000 uma nova classe de navios, os Mistralm com estas características só que com uma dimensão muito superior. As capacideades dos dois Foudre tornaram-se reduntantes, principalmente quando o terceiro navio da classe Mistral entrou ao serviço. Nessa mesma altura um dos dois Foudre foi vendido.

Sargento Aldea

O Foudre foi vendido para a marinha do Chile em 2011, embora o segundo navio da classe o Scirocco continue ao serviço.
Na marinha chilena os navios têm como principal função garantir o apoio logístico em caso de necessidade a zonas remotas onde o acesso terrestre se tenha tornado inviável.

A marinha do Chile anunciou em Fevereiro de 2014 que estava a analizar a possibilidade de vir a comprar o segundo navio do tipo, mas posteriormente abandonou a ideia. A marinha de Portugal mostrou interesse mas desistiu apos uma análise mais pormenorizada do navio, alegadamente porque a operação de helicopteros EH-101 ficava condicionada.


   
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