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Couraçado rápido


Reino Unido
Couraçado rápido classe
Vanguard (1947)

Dados principais Motores
Deslocamento standard: 46228 Ton
Deslocamento máx. : 52243 Ton.
Tipo de propulsão: Turbina a vapor
Comprimento: 248.2 M - Largura: 32.9M
Calado: 10.6 M.
4 x Turbinas acopladas Parsons (0)
8 x Caldeiras (oleo) Admiralty (130000cv/hp)
Tripulação / Guarnição: 1893 Autonomia: 0Km a 28 nós - Nr. Eixos: 4 - Velocidade Máxima: 30 nós

Canhões / armamento principal
8 x Armstrong 381mm /42 Mk.I Mod.1912 UK (Calibre: 381mm/Alcance: 26.52Km)
16 x Vickers Defence 134mm/50 Mk I UK (Calibre: 133mm/Alcance: 21.4Km)


Forum de discussão

O Couraçado «HMS Vanguard» ficou na História naval, como o último grande navio couraçado construido para uma marinha do mundo.
Quando em 1936 as negociações entre as principais potências navais não permitiram chegar a um acordo sobre a limitação dos armamentos dos navios, os britânicos ficaram com um problema complicado para resolver:
Eles tinham apostado num calibre máximo de 356mm (14") para o armamento principal dos seus novos couraçados. O objectivo era condicionar os restantes países a utilizar esse tipo de armamento, mas o falhanço das negociações deixou os restantes negociadores de mãos livres para prosseguirem projectos com calibres maiores.

O resultado foi que de imediato, americanos, franceses, japoneses, italianos e alemães, começaram a preparar couraçados com maiores canhões (calibres 380mm e 406mm). Como a classe Kinge George V já estava desenhada, os britânicos viram-se forçados a iniciar um projecto complementar de um derivado da classe King George V melhorada e com armamento superior.

Inicialmente o projecto aprovado (classe Lion) era para quatro navios identicos ao «King George V», mas armados com nove canhões de 406mm. Os dois primeiros navios chegaram a ser lançados como HMS Lion e HMS Temeraire mas a necessidade de recursos para outros projectos (nomeadamente navios ligeiros), levaram ao seu adiamento e posterior cancelamento.
Uma das razões que levou ao cancelamento dessa classe de navios foi o tempo útil que seria necessário para construir os canhões de 406mm.

Entretanto, a marinha britânica tinha de reserva quatro torres duplas de 381mm que tinham sido retiradas dos cruzadores de batalha Courageous e Glorious (que tinham sido convertidos em porta-aviões). Tratava-se de canhões não utilizados, embora desenhados durante a I guerra mundial. As armas foram revistas e aproveitadas para a construção do HMS Vanguard.

O projecto base dos couraçados Lion foi aproveitado, e foram incluídas modificações que tornaram o Vanguard mais resistente a torpedos, evitando a possibilidade de uma inundação rápida como aconteceu com o couraçado Prince of Wales ao ser atingido por torpedos japoneses.
O Vanguard recebeu também um moderno radar que permitia a detecção de alvos e o controlo de tiro do armamento principal.

O modelo de canhões secundários de 133mm foi mantido, mas com modificações que incluíam o controlo remoto. O armamento dedicado à defesa aérea foi o Bofors de 40mm num total de 73 canhões.



A construção do Vanguard foi muito afectada por causa das necessidades e programas de emergência de construção e reparação, típicas de tempo de guerra. Além da necessidade de reparar navios atingidos ou danificados, também foi dada prioridade à construção de contra-torpedeiros e navios para a luta anti-submarina. A consequência para o Vanguard resultou em vários atrasos no lançamento do navio que se prolongaram tanto que este só foi entregue à marinha britânica após o final da guerra, em 1946, altura em que todos os velhos couraçados britânicos foram retirados de serviço, tendo apenas ficado ao serviço os quatro couraçados rápidos da classe King George V.

Embora não tenha sido o mais poderoso couraçado do período da II Guerra Mundial, o Vanguard é no entanto considerado o projecto mais equilibrado, tendo conseguido juntar uma poderosa bateria de 381mm com canhões modernizados, uma velocidade máxima elevada (30 nós atingindo 31.57 nós em testes) e uma protecção considerada entre as melhores de todos os couraçados rápidos.

Mas quando o Vanguard entrou ao serviço, a era dos grandes couraçados como principais navios para o controlo marítimo já tinha passado, tendo estes sido substituídos pelos porta-aviões.

Para um navio moderno, o Vanguard continuou ao serviço por relativamente pouco tempo e nunca chegou a disparar os seus canhões numa situação de conflito. Foi passado à reserva em 1956 e em 1960 foi entregue a um estaleiro para ser desmantelado.


Informação genérica:


   
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