Navios deste tipo:

Moltke
Cruzador de batalha
Seydlitz
Cruzador de batalha
Yavuz (1914)
Cruzador de batalha

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Cruzador de batalha


Império Otomano
Cruzador de batalha classe
Yavuz (1914)
(tipo Moltke / Yavuz)
Moltke / Yavuz

Dados principais Motores
Deslocamento standard: 22616 Ton
Deslocamento máx. : 25300 Ton.
Tipo de propulsão: Turbina a vapor
Comprimento: 186.5 M - Largura: 29.5M
Calado: 9 M.
24 x Caldeiras (carvão) Schulz-Thornycroft (0)
4 x Turbinas acopladas Parsons (52000cv/hp)
Tripulação / Guarnição: 1053 Autonomia: 7500Km a 14 nós - Nr. Eixos: 4 - Velocidade Máxima: 25.5 nós

Canhões / armamento principal
10 x Krupp 280mm SK L/50 M.1911 (Calibre: 280mm/Alcance: 21.7Km)


Forum de discussão

A classe Yavuz foi constituida por apenas um navio, o cruzador de batalha alemão Goeben, que se encontrava no Mediterrâneo quando teve inicio a I Guerra Mundial. O navio conseguiu escapar por entre as esquadras da Grã Bretanha e da França que inicialmente pensavam que o navio se dirigia para o Mar Adriático para algum porto do Império Austro-Hungaro.

O navio no entanto tinha-se dirigido para águas da Turquia, país que estava especialmente irritado com o facto de os ritânicos terem tomado navios turcos que estavam am construção na Grã Bretanha.
A irritação turca com os britânicos e o oferecimento alemão de entregar o navio à Turquia, juntamente com o cruzador ligeiro Breslau, influiu definitivamente na entrada do Império Otomano na guerra.

A bandeira turca foi hasteada a 16 de Agosto de 1914 embora a tripulação do navio continuasse a ser alemã. A trasferência efectiva para a marinha turca ocorreu de facto a 2 de Novembro de 1914.

O Goeben passou a ser o mais poderoso navio da marinha turca e a mais poderosa unidade naval no Mar Negro. O navio foi utilizado para atacar o porto russo de Sevastopol em 29 de Outubro de 1914 disparando 47 vezes. A artilharia de costa russa respondeu com salvas de peças de 305mm que atingiram o navio matando 14 homens.

O Yavuz voltou a entrar em combate com os russos atingindo o couraçado Ivstafi quatro vezes e sofrendo um acerto de uma peça russa de 305mm. Mais tarde em 10 Dezembro de 1914 o navio atacou o porto de Batumi. Já de volta ao Bosforo, em 26 de Dezembro o navio embateu em duas minas russas e ficou severamente danificado. Foi reparado e voltou ao serviço no inicio de 1915.

Em 10 de Maio de 1915 o Yavuz entrou em combate a longa distância com os novos couraçados russos da classe Imperatritsa Mariya que o alvejaram. Perante a superioridade da força russa (dois couraçados com doze peças de 305mm cada um) o Yavuz retirou-se.

Com os novos couraçados russos no Mar Negro, a marinha do Império Otomano passou a assumir uma posição defensiva.

Com a derrota turca, o navio ficou inernado no porto de Izmit até 1926. Na altura o navio estava quase irrecuperavel, mas entre 1927 e 1930 foi submetido a um grande processo de modernização levado a cabo em Izmit por uma empresa francesa. Entre as modificações esteve o sistema de controlo de tiro de origem francesa e também as novas caldeiras que permitiram que a sua velocidade máxima atingisse 27.1 nós.

Já em 1941 o navio foi reforçado com armamento anti-aéreo de 40mm.

O navio deixou de estar ao serviço activo em 1948, embora tenha continuado oficialmente em serviço até 1961, altura em que foi oficialmente retirado de serviço. Foi vendido para ser desmantelado em 1971, depois de várias tentativas para o manter como navio museu.


Informação genérica:
A classe Moltke foi constituida por dois navios. No entanto, um deles foi transferido para a marinha do Império Otomano no inicio da I Guerra Mundial, numa operação que apressou a entrada da Turquia na guerra.
A classe Moltke (dois navios e posteriormente apenas um) resultou na classe Yavuz (anteriormente chamado Goeben) são portanto exactamente iguais.

Já a classe Seydlitz é constituida por apenas um navio. Ele é basicamente um Moltke mais comprido, com mais espaço para mais caldeiras, mais turbinas e portanto maior potência e uma velocidade máxima também ligeiramente superior.

Como todos os cruzadores de batalha alemães os navios eram medianamente rápidos, bem armados mas pouco manobráveis a alta velocidade.


   
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