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Portugal
Corveta classe
Baptista de Andrade
(tipo João Coutinho)
João Coutinho

Dados principais Motores
Deslocamento standard: 1203 Ton
Deslocamento máx. : 1380 Ton.
Tipo de propulsão: Motor a Diesel
Comprimento: 84.6 M - Largura: 10.3M
Calado: 3.1 M.
2 x Motor a Diesel OEW Pielstick 12PC2V400 (10000cv/hp)
Tripulação / Guarnição: 71 Autonomia: 10600Km a 18 nós - Nr. Eixos: 2 - Velocidade Máxima: 23 nós

Canhões / armamento principal
1 x DCN - Naval Creusot-Loire Mod. 1968 (Calibre: 100mm/Alcance: 17Km)
2 x Bofors / BAE Systems 40mm /L70 Mod.1958 (1 x) (Calibre: 40mm/Alcance: 12Km)

Radares
- RACAL-DECCA RM 316 (Navegação - Al.med: 27Km)


Forum de discussão

Embora com um registo iniciado por "F" o que algumas vezes implica a sua classificação como fragatas, na realidade a classe Baptista de Andrade é muito mais uma classe de grandes corvetas. Um projecto português com origem nos anos sessenta, e uma revisão da corveta João Coutinho, com armamento superior.

O projecto das Baptista de Andrade tem várias alterações relativamente à classe original, que incluiram entre outras um canhão de 100mm igual á peça principal das fragatas João Belo (e idêntico á das Vasco da Gama).

Este projecto tinha objectivos mais ambiciosos, dado ser um navio preparado para combate anti-submarino, dispôr de radares e torpedos, que de facto transformam estas corvetas em fragatas ligeiras.

Chegou a estar prevista a compra deste tipo de corvetas pela África do Sul, com armamentos mais sofisticados, mas o processo foi cancelado depois de 25 de Abril de 1974.

Inicialmente tinha uma guarnição de 122 (11 oficiais). Com as alterações no conceito operacional, estes navios foram sendo transformados em patrulhas ocêanicos e a sua tripulação tem vindo a ser reduzida, nomeadamente desactivando alguns equipamentos. A sua tripulação normal rondará os 70 a 80 militares.

Os navios dispunham de sonar e controladores de tiro, e torpedos anti-submarinos mas esses equipamentos foram removidos entre 1999 e 2001, quando começou a sua utilização como patrulhas.

Começarão a ser substituidos a partir de 2007/2008, quando começarem a ser entregues os patrulhas oceânicos da classe Viana do Castelo.


Em 2012 a Corveta Oliveira e Carmo (juntamente com o patrulha Zambeze) foi afundada no Algarve, para poder ser visitada por mergulhadores
Informação genérica:
A classe João Coutinho, é uma classe de navios de concepção portuguesa com origem nos anos sessenta, e que tem muito mais a ver com o espirito colonial vigente na altura - que pedia "canhoneiras" que com as necessidades de um país membro da NATO.

O projecto é de concepção e autoria do Contra-Almirante Rogério D'Oliveira, embora tenha havido colaboração dos estaleiros alemães B+V para estudos de pormenor e de estabilidade.

Este tipo de navios é dividido em várias classes. Em Portugal o projecto foi posteriormente modificado, com a adopção de novas armas para a mesma plataforma, resultando na classe Baptista de Andrade, que é o mesmo navio mas com armas diferentes. A principal diferença é a substituição de uma peça dupla de 76mm por uma peça mais pesada de 100mm igual á da classe João Belo, a utilização de torpedos e maior capacidade anti-submarina.

Os estaleiros navais espanhóis onde parte dos navios foram construidos solicitaram o apoio dos estaleiros Blohm + Voss para desenvolver uma derivação da classe João Coutinho a que chamaram Descubierta.

As Descubierta são basicamente a soma das qualidades das João Coutinho, com a inclusão de armamentos muito mais sofisticados e modernos, como por exemplo mísseis anti aéreos.

Além de Portugal e da Espanha, este tipo de navio foi vendido para Marrocos e para o Egipto.

As versões marroquinas e egipcias são idênticas aos navios da classe Descubierta.


   
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