Navios deste tipo:

Gangut
Couraçado «tipo Dreadnought»
Imperatritsa Mariya
Couraçado «tipo Dreadnought»
Marat
Couraçado «tipo Dreadnought»

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Couraçado «tipo Dreadnought»


Império Russo
Couraçado «tipo Dreadnought» classe
Imperatritsa Mariya
(tipo Gangut)
Gangut

Dados principais Motores
Deslocamento standard: 22600 Ton
Deslocamento máx. : 24000 Ton.
Tipo de propulsão: Turbina a vapor
Comprimento: 167.8 M - Largura: 27.3M
Calado: 8.4 M.
20 x Caldeiras (carvão) Yarrow (0)
4 x Turbinas acopladas Parsons / Brown Curtiss (26500cv/hp)
Tripulação / Guarnição: 1220 Autonomia: 5500Km a 15 nós - Nr. Eixos: 4 - Velocidade Máxima: 21 nós

Canhões / armamento principal
12 x Obukhov metalurgy / Kirov 305mm L/52 M.1910 (ru) (Calibre: 305mm/Alcance: 24.6Km)


Forum de discussão

Estes couraçados eram destinados à frota do Mar Negro, sendo a construção autorizada em 1911 depois de a marinha turca, ter encomendado os couraçados «Reshadieh» a estaleiros na Grã Bretanha.
Os navios encomendados pelo Impéro Otomano estariam armados com dez canhões de 345mm, que os russos pretendiam conter com navios armados com canhões maiores.

Para isso os couraçados da classe Imperatritsa Mariya, deveriam ter sido armados com peças de 356mm (14"). No entanto, a metalurgia Obukov, a mais importante fabrica russa de armamento, não podia desenvolver canhões de 356mm em tempo útil, pelo que a construção dos navios foi em frente, mesmo com armamento principal de 305mm em tudo idêntico ao instalado nos quatro couraçados da classe Gangut.

A protecção dos navios desta classe seria superior à dos Gangut, embora melhorada em pontos específicos e sem o cinturão de protecção a todo o comprimento que caracterizava a classe anterior. A protecção vertical permaneceu a mesma.

Em termos de potência, os Imperatritsa Mariya teriam bastante menos potência que os Gangut, pois não se considerava que fosse necessário o recurso a velocidades elevadas nas águas fechadas do Mar Negro.

Quando estes navios ficaram operacionais em 1915, a balança de poder no Mar Negro foi alterada. A Turquia possuia o Yavuz, um cruzador de batalha (ex-Goeben) que poderia utilizar com vantagem da velocidade e da qualidade da tripulação alemã, mas os navios russos eram dois e um terceiro estava a caminho. Em Maio de 1915 ocorreu um confronto que selou o dominio russo no Mar Negro, quando os couraçados russos conseguiram atingir o Goeben. O tiro dos navios russos foi considerado bastante certeiro, tendo mesmo alvejado o navio turco a uma distância de 20km.
Os russos utilizaram estes navios para atacar posições turcas e bulgaras nas costas do Mar Negro.

No entanto, um acidente resultado da má qualidade das cargas dos projecteis provocou uma explosão a bordo do Imperatritsa Mariya. O navio voltou-se e afundou dentro porto de Sebastopol. O navio seria apenas recuperado em 1918, para ser desmantelado.

O Imperator Alexadr III que estava no estaleiro, recebeu toda a prioridade possível, mas não ficou terminado antes da revolução bolchevique que conduziu à rendição russa e posterior saída da Rússia da guerra contra as potências centrais.
O navio foi renomeado Volya após a revolução de Fevereiro de 1917 que levou à queda da monarquia.
No entanto o navio tomou partido pela Russia Branca (pro-monarquia) e juntou-se às forças que lutaram durante a guerra civil russa contra os bolcheviques. Em Abril de 1919 o navio foi enviado para a Turquia para impedir a sua captura pelo exército vermelho, tendo posteriormente sido renomeado «General Alexeiev». Foi navio almirante da esquadra do Barão Wrangel [1] (Russia Branca) até 14 de Novembro de 1920.

O Imperatritsa Ekaterina também recebeu um novo nome, mais condizente com o fim da Monarquia: «Svobodnaya Rossia». O navio tomou partido pelos bolcheviques, tendo recebido ordens para abandonar Sebastopol perante o avanço de tropas alemãs. O navio dirigiu-se a Novorossisk, cidade que por sua vez acabou sendo tomada. O navio foi atacado com torpedos e afundou-se.



Diferenças entre os navios.
Importante notar que nos três navios contruidos há algumas diferenças . O Emperatritsa Ekaterina tinha uma potência de 27.500cv e um deslocamento de 23.783 toneladas standard e 24.960 toneladas com carga máxima. As dimensões também eram ligeiramente diferentes: Comprimento 169.8m, largura máxima 27.9m e calado 8.4m.
Já o couraçado Volya, tinha turbinas Brown-Curtiss e não Parsons como os outros dois

[1]chefe militar do exército da Rússia Branca, que finalmente evacuou as suas tropas e refugiados em navios nas costas do Mar Negro e navegou para a Turquia, para a Tunisia e daí para o reino dos Servios, Croatas e Eslovenos, que viria a chamar-se Jugoslávia.
Informação genérica:
Os navios da classe Gangut e da classe Marat embora sejam aqui referidos como classes separadas, são na realidade os mesmos navios, apenas com modificações, tendo passado de propriedade do Impéro Russo, para a União Soviética após a revolução de Outubro de 1917.

Já os navios da classe Imperatritsa Marya, são claramente uma derivação dos Gangut, construida para operação no Mar Negro. Menos rápidos mas mais protegidos eles deveriam opor-se aos esperados couraçados turcos que não chegaram a ser entregues. Todos foram desactivados depois da guerra civil russa..


Os Gangut / Marat
Durante a revolução comunista de 1917, os navios foram desmobilizados, pois entre os oficiais da marinha não havia muita gente que aceitasse as ordens do partido bolchevique, e o partido não tinha gente suficiente para operar os navios. Apenas um deles esteve operacional durante a guerra civil.

Todos os navios foram transferidos para o Estado Soviético.
O Sevastopol passou a ser chamado Parizhskaya Kommuna
O Petropavlovsk, foi torpedeado por um submarino britânico e afundou, tendo sido rebocado para a base de Kronstadt, em Leninegrado e reparado. Foi posteriormente renomeado Marat
O Gangut recebeu o novo nome de Oktubrskaya Revolutsyia
O Poltava recebeu o novo nome de Mikhail Frunze


   
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