Navios deste tipo:

Orion
Couraçado «tipo Dreadnought»
King George V (1912)
Couraçado «tipo Dreadnought»
Erin
Couraçado «tipo Dreadnought»
Iron Duke
Couraçado «tipo Dreadnought»

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Couraçado «tipo Dreadnought»


Reino Unido
Couraçado «tipo Dreadnought» classe
Orion
(tipo Orion)
Orion

Dados principais Motores
Deslocamento standard: 22200 Ton
Deslocamento máx. : 25870 Ton.
Tipo de propulsão: Turbina a vapor
Comprimento: 177.1 M - Largura: 27M
Calado: 7.6 M.
18 x Caldeiras (carvão) Babcock & Wilcox (0)
4 x Turbinas acopladas Parsons (27000cv/hp)
Tripulação / Guarnição: 752 Autonomia: 12000Km a 10 nós - Nr. Eixos: 4 - Velocidade Máxima: 21 nós

Canhões / armamento principal
10 x Armstrong 343mm /50 mm Mk V (2x) (Calibre: 343mm/Alcance: 21.8Km)
16 x Vickers Defence 102mm L/50 (BL) Mark VII (Calibre: 102mm/Alcance: 10.6Km)


Forum de discussão

Os couraçados da classe Orion, encomendados em 1909 são os primeiros de três séries de couraçados que se seguiram à séries iniciais dos Dreadnought britânicos.

O falhanço das peças de 305mm de alta velocidade, com que os britânicos pretendiam garantir vantagem sobre os navios de outros países, levou a que fosse estudado o calibre 343mm (13.5"). Os couraçados Orion foram desenhados tendo em consideração a instalação de torres com esses novos canhões, que seriam os mais poderosos navios navios da Grã Bretanha a entrar ao serviço antes do inicio da II Guerra Mundial.

Os Orion também lançaram uma configuração que se tornaria comum nos restantes couraçados do mundo, a colocação de todas as torres numa posição central, abandonando as torres laterais paralelas ou escalonadas.

Inexplicavelmente, os engenheiros navais britânicos cometeram o mesmo erro que tinham cometido com o primeiro dos Dreadnoughts, com a colocação da torre de observação numa posição recuada relativamente à primeira chaminé com os inevitáveis problemas para o controlo de tiro que isso representava.
Aparentemente a razão para aquela configuração devia-se ao facto de ser necessário colocar a torre de observação naquela posição, para permitir a colocação dos suportes dos barcos que o navio transportava.

A classe Orion, levará à construção de outras duas classes virtualmente identicas e servirá também de baser para a construção dos navios da classe Revenge e da classe Queen Elizabeth, os únicos Super-Dreadnought a entrar ao serviço da Grã Bretanha durante a guerra.

Algumas diferenças significativas influiram na capacidade dos navios da classe. O couraçado Thunderer por exemplo, recebeu um novo sistema director de tiro, que permitia ao navio uma taxa de acertos seis vezes superior aos seus congéneres da mesma classe.

Alguns dos navios entre os quais o Thunderer receberam catapultas para o lançamento de aeronaves de observação.


O Orion entrou ao serviço em Janeiro de 1912 e juntou-se à «Grand Fleet» no inicio da guerra. Esteve presente em Jutlândia onde entrou em acção contra o cruzador de batalha alemão Lutzow. Como outros navios da classe foi desactivado a seguir à guerra para cumprir com as cláusulas do tratado de Washington.

O Monarch entrou ao serviço em 12 de Fevereiro de 1912 e chegou a ser atacado por um submarino alemão - sem consequências logo no inicio da I Guerra Mundial. O navio esteve envolvido num acidente em que abalroou o couraçado Conqueror e teve que ser reparado.
O navio esteve presente na batalha de Jutlândia, tendo alvejado o couraçado alemão Koenig. Como ocorreu com outros navios do tipo, por causa das limitações impostas pelo Tratado de Washington ele foi desactivado. Foi afundado em testes de fogo real em Junho de 1924.

O Thunderer entrou ao serviço em Junho de 1912 e juntou-se à «Grand Fleet» com o inicio da guera. Esteve presenta na batalha de Jutlândia e com o final da guerra passou a ser considerado navio de instrução.

O Conqueror entrou ao serviço em Novembro de 1912, tendo-se juntado à «Home Fleet» quando começou a I Guerra Mundial. Sofreu uma acidente por colisão ainda em 1914 mas foi reparado e esteve presente na batalha de Jutlândia. Foi desactivado em 1919 para cumprir com o tratado de Washington.


Informação genérica:
Os navios do tipo Orion, constituidos por três distintas classes de couraçados, num total de 12 navios, são o resultado do falhanço britânico em tentar evitar a corrida aos armamentos navais. Quando em 1908 a Austro-Hungria anexou a Bosnia-Herzegovina e teve o total apoio da Alemanha os britânicos concluiram que teriam que precaver-se contra as intenções agrassivas das potências centrais.

Os novos couraçados britânicos foram pensados para permitir aumentar o poder de fogo , comparativamente com os couraçados até aí construidos. Os couraçados da era «Dreadnought» caracterizavam-se por utilizar uma bateria principal com canhões de 305mm.
Assim, com os couraçados da classe Orion, os britânicos vão passar a utilizar o calibre 343mm (13.5") como calibre do seu armamento principal.

Queremos oito e não queremos esperar ...

O programa de armamento de 1909 que se seguiu, e que ficou conhecido pela frase propagandistica «We want eight and we wont wait» ou queremos oito e não esperamos, pedia a construção de nada mais nada menos que oito couraçados ainda mais poderosos que os Dreadnought (e seus derivados).
A opção alemã por aumentar o calibre dos seus couraçados da classe Kaiser para 305mm (em vez de 280mm) também influiu na decisão.

Pouco mais pesados que os canhões de 305mm os modelos britânicos de 343mm ofereciam vantagens perante os alemães e sem a necessidade de ter que recorrer a um aumento da velocidade do projectil, que reduzia drásticamente a vida útil da arma.
Um aumento na elevação de 15 graus para 20 graus, também permitiu aumentar o alcance das armas.

A primeira das classes seria a Orion, constituida por quatro navios (Conqueror, Monarch, Orion e Thunderer).
Fazem também parte deste tipo de navios, os couraçados da classe King George V.

Com os oito couraçados do programa lançados, o agravamento da situação internacional levou a Grã Bretanha a encomendar ainda mais quatro navios no progama de 1911/1912 baseados no mesmo modelo, os quatro couraçados da classe Iron Duke (Benbow, Emperor of India, Iron Duke e Marlborough), que são virtualmente idênticos. Os oito navios pedidos, passaram assim para doze.

De notar que nos «Iron Duke», voltou a ser instalada uma bateria secundária de peças de 6" (152mm), que são aliás uma das características distintivas da classe.
A remoção da bateria secundária tinha sido uma das características do Dreadnought, numa altura em que se acreditada que as batalhas navais seriam travadas a grandes distâncias, o que tornava a bateria secundária inutil, ficando os navios armados apenas com canhões de menor calibre (normalmente 3" / 76mm) para deefesa contra navios torpedeiros.

Reshadieh / Erin

Também parte deste agrupamento de navios está o couraçado Reshadieh, desenhado para a marinha do Império Otomano.
O Reshadieh foi lançado antes do Iron Duke, mas já contava com uma poderosa bateria secundária com 16 canhões de 6 polegadas (mais poderosa que a que seria instalada no Iron Duke).

O Reshadieh, único navio da classe seria o HMS Erin da Royal Navy.
As mais importantes características do Erin eram a sua poderosa bateria secundária e em contrapartida a sua reduzida autonomia.


   
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