Navios deste tipo:

Orion
Couraçado «tipo Dreadnought»
King George V (1912)
Couraçado «tipo Dreadnought»
Erin
Couraçado «tipo Dreadnought»
Iron Duke
Couraçado «tipo Dreadnought»

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Couraçado «tipo Dreadnought»


Reino Unido
Couraçado «tipo Dreadnought» classe
King George V (1912)
(tipo Orion)
Orion

Dados principais Motores
Deslocamento standard: 23000 Ton
Deslocamento máx. : 25700 Ton.
Tipo de propulsão: Turbina a vapor
Comprimento: 182.1 M - Largura: 27.1M
Calado: 8.7 M.
18 x Caldeiras (carvão) Babcock & Wilcox / Yarrow (0)
4 x Turbinas acopladas Parsons (31000cv/hp)
Tripulação / Guarnição: 782 Autonomia: 12000Km a 10 nós - Nr. Eixos: 4 - Velocidade Máxima: 21 nós

Canhões / armamento principal
10 x Armstrong 343mm /50 mm Mk V (2x) (Calibre: 343mm/Alcance: 21.8Km)
16 x Vickers Defence 102mm L/50 (BL) Mark VII (Calibre: 102mm/Alcance: 10.6Km)


Forum de discussão

Quando os projectos dos couraçados Orion foram lançados, incluiam a construção de oito couraçados, mas a necessidade de modificações posteriores levou a que o segundo lote de navios da classe Orion, fosse lançado como classe King George V.

Na verdade eles são praticamente idênticos aos «Orion» que os antecederam, com diferenças no comprimento. A potência máxima de 31.000cv era marginalmente superior aos 27.000cv dos Orion e não chegava para dar aos navios qualquer vantagem visivel na velocidade, pois o navio tinha uma blindagem ligeiramente superior.

A diferença que se nota entre os couraçados «King George V» e os seus quase gémeos «Orion» resultou de uma análise feita várias vezes e de um erro repetido várias vezes e que a experiência com o cruzador de batalha Lion acabou por impedir que se repetisse nestes navios.
Ao contrário dos «Orion» os «King George V» têm o mastro tripé à frente da primeira chaminé. Nos navios anteriores, com o mastro colocado atrás da chaminé, não só o fumo impedia a visão, como ainda por cima o calor das turbinas aquecia os mastros. Houve casos em que o pessoal que estava na instalação de observação e direcção de tiro no mastro, não conseguia sair até que a temperatura no mastro arrefecesse.

Assim, a única diferença visível nesta classe, relativamente à anterior é a posição do mastro principal. Na imagem temos o King George V à esquerda e o Orion à direita.
A - posição dos mastros de observação. Os circulos indicam a posição da chaminé.




Embora já houvesse intenção de instalar baterias secundárias de 152mm, optou-se por manter uma bateria secundária de 102mm, embora fosse evidente que desde o inicio do século as ameaças rápidas aos couraçados tinham passado de pequenos torpedeiros, para contra-torpedeiros e cruzadores ligeiros contra os quais as peças de 102mm não eram eficazes.

O Audacious, foi o mais infeliz de todos os navios da série. Depois de ter entrado ao serviço ele juntou-se à «Grand Fleet» tendo embatido numa mina em 27 de Outubro de 1914. Os danos provocados pela mina não foram extensos, mas a perfuração levou à entrada de muita água dentro do navio.
As áreas inundadas estavam isoladas da parte blindada do navio, mas o enorme temporal tornou o navio ingovernável impossibilitando o reboque antes que o navio se afundasse.

Os restantes três navios sofreram algumas modificações comuns aos restantes couraçados britânicos como a remoção do equipamento de rede anti-torpedos e a instalação de armamento anti-aéreo. Em 1918 estavam todos equipados para operar aeronaves de observação.

O HMS Ajax entrou ao serviço em Outubro de 1913 e juntou-se à Grand Fleet logo que começou a I Guerra Mundial. Participou na batalha de Jutlândia e foi enviado para o Mediterrâneo em 1918, tendo apoiado as forças da Rússia Branca no Mar Negro. Manteve-se na esquadra britânica do Mediterrâneo até 1924, quando foi retirado de serviço e vendido para sucata em 1926.

O HMS Centurion afundou um navio italiano ainda antes de ter entrado ao serviço, em 1912 durante testes. O navio so foi entregue em Março de 1913. Como os restantes navios da classe passou a incorporar a «Grand Fleet» a partir de Agosto de 1914 no 2º Esquadrão de Batalha.
Foi transferido para o Mediterrâneo em 1919 e esteve em operação no Mar Negro, em apoio das forças da Rússia Branca. Voltou ao Mediterrâneo onde esteve ao serviço como couraçado até 1924.
Foi posteriormente convertido para navio-alvo radiocontrolado para canhões de até 203mm em 1941.
O navio foi convertido «ou mascarado» para se parecer com o novo couraçado «Anson» e foi enviado para a Índia em 1942. Esteve ao serviço como bateria anti-aérea estática até 1944 e finalmente foi afundado como bloco do porto improvisado Mulberry durante a invasão da Normandia em 1944.

O King George V entrou ao serviço em Novembro de 1912 e tornou-se no navio almirante da frota doméstica «Home Fleet». No inicio da Gurra juntou-se com os outros navios da classe ao 2º Esquadrão de Batalha da «Grand Fleet». O navio passou à situação de reserva em 1919 e foi abatido em 1926, para cumprir com as regras do Tratadode Washington e permitir a entrada ao serviço dos novos Super-Dreadnought da classe Nelson.
Informação genérica:
Os navios do tipo Orion, constituidos por três distintas classes de couraçados, num total de 12 navios, são o resultado do falhanço britânico em tentar evitar a corrida aos armamentos navais. Quando em 1908 a Austro-Hungria anexou a Bosnia-Herzegovina e teve o total apoio da Alemanha os britânicos concluiram que teriam que precaver-se contra as intenções agrassivas das potências centrais.

Os novos couraçados britânicos foram pensados para permitir aumentar o poder de fogo , comparativamente com os couraçados até aí construidos. Os couraçados da era «Dreadnought» caracterizavam-se por utilizar uma bateria principal com canhões de 305mm.
Assim, com os couraçados da classe Orion, os britânicos vão passar a utilizar o calibre 343mm (13.5") como calibre do seu armamento principal.

Queremos oito e não queremos esperar ...

O programa de armamento de 1909 que se seguiu, e que ficou conhecido pela frase propagandistica «We want eight and we wont wait» ou queremos oito e não esperamos, pedia a construção de nada mais nada menos que oito couraçados ainda mais poderosos que os Dreadnought (e seus derivados).
A opção alemã por aumentar o calibre dos seus couraçados da classe Kaiser para 305mm (em vez de 280mm) também influiu na decisão.

Pouco mais pesados que os canhões de 305mm os modelos britânicos de 343mm ofereciam vantagens perante os alemães e sem a necessidade de ter que recorrer a um aumento da velocidade do projectil, que reduzia drásticamente a vida útil da arma.
Um aumento na elevação de 15 graus para 20 graus, também permitiu aumentar o alcance das armas.

A primeira das classes seria a Orion, constituida por quatro navios (Conqueror, Monarch, Orion e Thunderer).
Fazem também parte deste tipo de navios, os couraçados da classe King George V.

Com os oito couraçados do programa lançados, o agravamento da situação internacional levou a Grã Bretanha a encomendar ainda mais quatro navios no progama de 1911/1912 baseados no mesmo modelo, os quatro couraçados da classe Iron Duke (Benbow, Emperor of India, Iron Duke e Marlborough), que são virtualmente idênticos. Os oito navios pedidos, passaram assim para doze.

De notar que nos «Iron Duke», voltou a ser instalada uma bateria secundária de peças de 6" (152mm), que são aliás uma das características distintivas da classe.
A remoção da bateria secundária tinha sido uma das características do Dreadnought, numa altura em que se acreditada que as batalhas navais seriam travadas a grandes distâncias, o que tornava a bateria secundária inutil, ficando os navios armados apenas com canhões de menor calibre (normalmente 3" / 76mm) para deefesa contra navios torpedeiros.

Reshadieh / Erin

Também parte deste agrupamento de navios está o couraçado Reshadieh, desenhado para a marinha do Império Otomano.
O Reshadieh foi lançado antes do Iron Duke, mas já contava com uma poderosa bateria secundária com 16 canhões de 6 polegadas (mais poderosa que a que seria instalada no Iron Duke).

O Reshadieh, único navio da classe seria o HMS Erin da Royal Navy.
As mais importantes características do Erin eram a sua poderosa bateria secundária e em contrapartida a sua reduzida autonomia.


   
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