Navios deste tipo:

Dreadnought
Couraçado «tipo Dreadnought»
Minas Geraes
Couraçado «tipo Dreadnought»
Neptune / Colossus
Couraçado «tipo Dreadnought»
Bellerophon
Couraçado «tipo Dreadnought»
St. Vincent
Couraçado «tipo Dreadnought»

Listar navios do tipo
Couraçado «tipo Dreadnought»


Reino Unido
Couraçado «tipo Dreadnought» classe
Bellerophon
(tipo Dreadnought)
Dreadnought

Dados principais Motores
Deslocamento standard: 18800 Ton
Deslocamento máx. : 22102 Ton.
Tipo de propulsão: Turbina a vapor
Comprimento: 160.3 M - Largura: 25.2M
Calado: 8.3 M.
18 x Caldeiras (carvão) Babcock & Wilcox / Yarrow (0)
4 x Turbinas acopladas Parsons (23000cv/hp)
Tripulação / Guarnição: 733 Autonomia: 10000Km a 10 nós - Nr. Eixos: 4 - Velocidade Máxima: 20.75 nós

Canhões / armamento principal
10 x Armstrong 305mm/45 Mk.X / XIII - UK (Calibre: 305mm/Alcance: 19Km)
16 x Vickers Defence 102mm L/50 (BL) Mark VII (Calibre: 102mm/Alcance: 10.6Km)


Forum de discussão

Apenas um navio do tipo Dreadnought foi lançado e construido, pois o almirantado pretendia saber se as marinhas rivais se preparavam ou não para seguir a Royal Navy.
Quando se tornou evidente que isso ocorreria, foi lançada a primeira classe de navios do tipo, conhecida como Bellerophon, constituida por três navios.

Os couraçados Bellerophon, entregues em 1909, são virtualmente idênticos ao Dreadnought, sendo a principal diferença visivel, a instalação de um segundo mastro tripé e a colocação do primeiro mastro à frente da primeira chaminé, porque se verificou que no Dreadnought o fumo afectava a visão dos observadores

De resto as diferenças entre os «Bellerphon» e o HMS Dreadnought são mínimas, e a disposição do armamento principal de 305mm também é igual. As peças de artilharia são aliás do mesmo modelo.

Entre as diferenças, também se conta a passagem do mastro principal para uma posição avançada e a inclusão de uma bateria secundária de 16 canhões de 102mm de tiro rápido, dado a remoção de praticamente todo o equipamento secundário do Dreadnought não ter sido do agrado de muitos dos almirantes britânicos.

No entanto a instalação desses canhões em montagens não protegidas cedo se monstrou ineficaz. Já em tempo de guerra os navios foram modificados e a artilharia secundária colocada em casamatas protegidas.
A partir de 1918 todos os navios tinham já sido equipados com capacidade para utilizar aeronaves de observação.

O HMS Bellerophon entrou ao serviço da esquadra doméstica «Home Fleet» em 1909. Em Agosto de 1914 juntou-se ao 4º Esquadrão de Batalha da «Grand Fleet». Esteve presente na batalha de Jutlândia em 1916.
Passou à reserva logo a seguir ao final da guerra, tendo servido durante alguns meses como navio de treino.

O HMS Superb entrou ao serviço em Maio de 1909 e juntou-se igualmente ao 4º Esquadrão de Batalha da «Grand Fleet» onde foi o navio almirante a partir de 1915. Como os restantes navios do 4º Esquadrão de Batalha também esteve presente em Jutlândia.
O navio liderou a esquadra aliada que entrou no estreito de Dardanelos após a rendição da Turquia em Novembro de 1918. Voltou à Grã Bretanha em 1919 onde passou à reserva. Foi utilizado como alvo.

O HMS Temeraire entrou ao serviço em Maio de 1909. Juntou-se ao 4º Esquadrão de Batalha da «Grand Fleet». Em 1918 foi enviado para o Mediterrâneo tendo voltado à Grã Bretanha em 1919. Prosseguiu ao serviço como navio de treino de cadetes e foi retirado de serviço em 1921.


Informação genérica:
Embora o nome «HMS Dreadnought» seja apenas o nome de um navio da Royal Navy, o primeiro couraçado deste tipo foi de tal forma revolucionário, que «Dreadnought» passou a designar não só o navio, como a classe de navios idênticos que lhe seguiu, e foi utilizada até para designar todas as classes de navios tanto da Grã Bretanha quanto de outros países que seguiam as mesmas regras básicas de configuração.

Até ao lançamento do HMS Dreadnought era corrente a existência de múltiplos calibres de canhões com função anti-navio.

O HMS Dreadnought, lançado em 1905, alterou radicalmente essa aproximação ao problema da artilharia embarcada, incorporando dez canhões de 305mm, e excluindo o até ali tradicional armamento secundário.
O impacto do novo navio foi de tal forma grande, que os outros navios construidos anteriormente se tornaram de um momento para o outro obsoletos, passando a ser referidos como pré-Dreadnought.

Influência italiana
Curiosamente, o conceito ou ideia inicial não vieram de um britânico, mas sim de um engenheiro naval italiano de nome Vittorio Cunimberti, que em 1903 tinha proposto a ideia de armar os couraçados com canhões de grande calibre, forçando os combates navais a ocorrer a distâncias muito maiores.

O objectivo era destruir os navios inimigos a uma distância tal, que tornasse inutil o lançamento de torpedos, que na altura eram vistos como a maior ameaça contra os navios couraçados.

A partir do aparecimento do HMS Dreadnought, o poder das marinhas do mundo passou a ser determinado e contado em termos de numero de navios do tipo Dreadnought que cada marinha possuia.

Os derivados e os originais

Conforme explicado acima, embora se apelidem de navios do tipo «Dreadnought» os couraçados com canhões principais de um só calibre e em maior numero, a classe e derivados directos é constituida pelas seguintes classes de navios:

Classe Dreadnought (o navio original)
Classe St. Vincent (Classe idêntica mas com ligeiras modificações)
Classe Bellerophon

Além destas classes da Royal Navy, foram construidos dois navios que se seguiram imediatamente à construção do próprio Dreadnought. Trata-se dos dois couraçados brasileiros da classe «Minas Geraes». Estas quatro classes de navios são por definição parte da mesma família de navios embora tenham sido construidos não para a Royal Navy mas sim para a marinha brasileira.


   
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