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Cruzador de batalha


Estados Unidos da América
Cruzador de batalha classe
Alaska

Dados principais Motores
Deslocamento standard: 29779 Ton
Deslocamento máx. : 34253 Ton.
Tipo de propulsão: Turbina a vapor
Comprimento: 246.43 M - Largura: 27.76M
Calado: 9.7 M.
8 x Caldeiras (oleo) Babcock & Wilcox (0)
4 x Turbinas acopladas General Electric (150000cv/hp)
Tripulação / Guarnição: 1517 Autonomia: 22000Km a 15 nós - Nr. Eixos: 4 - Velocidade Máxima: 33 nós

Canhões / armamento principal
9 x US Watervliet Arsenal 305mm L/50 Mk.8 Mod.1939 (Calibre: 305mm/Alcance: 35.2Km)


Forum de discussão

Os Alaska, foram lançados nos Estados Unidos como grandes cruzadores destinados a conter a ameaça que representava a possibilidade de os Japão estar a construir cruzadores de batalha, armados com canhões de 280 ou 305mm.
Os Estados Unidos dispunham de cruzadores pesados (armados com peças de artilharia de 203mm / 8") e esses navios eram suficientemente rápidos mas o objectivo era construir um cruzador, que pudesse garantir total superioridade frente aos navios japoneses, aproveitando o fim dos limites do tratado de Washington que estabeleciam um máximo de 203mm/8" para o armamento dos cruzadores pesados.

Essa é a razão do lançamento dos cruzadores super-pesados da classe Alaska, os quais pelas suas características, blindagem e armamento podem de facto ser considerados uma versão norte-americana do Cruzador de Batalha, um tipo de navio que os estrategas da US Navy tinham recusado aceitar desde o período anterior ao inicio da I Guerra Mundial, período durante o qual a ideia do Cruzador de Batalha teve vários seguidores especialmente na Grã Bretanha, na Alemanha e no Japão.

A blindagem lateral e dos conveses dos Alaska era idêntica - por exemplo - à dos cruzadores de batalha britânicos da classe Renown, embora o seu armamento de nove canhões de 305mm fosse inferior.

Os estrategas americanos porém, viam este navio como um grande cruzador adequado à escolta de porta-aviões, e capaz de atingir uma alta velocidade de 33 nós, podendo perseguir qualquer cruzador inimigo com a garantia de uma devastadora superioridade do seu armamento principal.
Os Alaska são em algumas publicações classificados como couraçados, mas esta classificação é incorrecta, pois os Alaska não tinham nem de longe a blindagem normalmente adequada àquele tipo de navio.

O armamento dos Alaska foi desenvolvido propositadamente para este tipo de navio. O calibre 305 / 12" já tinha deixado de ser utilizado pelos couraçados norte-americanos há muitos anos, pelo que o armamento foi desenvolvido de raiz com o objectivo de garantir um alcance que pudesse ser superior a qualquer disparo japonês de 203mm / 8".

Como era norma nos navios norte-americanos da II Guerra Mundial, o armamento secundário era constituído por uma bateria de canhões de 127mm em seis torres duplas, quatro laterais, uma à proa a seguir à torre B e outra à ré. A seguir à torre X.

As catapultas para as aeronaves de observação foram colocadas a meia-nau, um arranjo pouco satisfatório por causa da falta de espaço, mas consequência da impossibilidade de sua colocação noutro lugar.

A importância dos porta-aviões no Pacífico, que se tornaram na arma mais importante do conflito naquela região do mundo, tornaram este tipo de navio redundante, porque as aeronaves baseadas em porta-aviões poderiam garantir a segurança de um grupo de navios com maior eficiência que um cruzador pesado rápido. Por isso dos seis navios previstos apenas três foram construídos e desses três apenas dois chegaram a entrar ao serviço da marinha norte-americana, dado o Hawaii, cuja construção fora iniciada em 1942 ter visto a sua construção suspensa, aguardando a conversão num navio lança-mísseis.

Os custos com a manutenção destes navios, cuja utilidade era praticamente nenhuma por ter deixado de haver um rival à altura no mar (a Marinha Soviética praticamente não existia) levaram a que fossem retirados de serviço.


Informação genérica:


   
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