Navios deste tipo:

Talwar
Fragata
Shivalik
Fragata
Sergei Gorshkov
Fragata
Admiral Grigorovich
Fragata

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Fragata


Russia
Fragata classe
Sergei Gorshkov
(tipo Krivak IV)
Krivak IV

Dados principais Motores
Deslocamento standard: 3900 Ton
Deslocamento máx. : 4500 Ton.
Tipo de propulsão: CODAG - Turbina a gás e motor a diesel
Comprimento: 132 M - Largura: 16M
Calado: 8 M.
2 x Motor a Diesel 10D49 (10400cv/hp)
2 x Turbina a Gás M90FR (55000cv/hp)
Tripulação / Guarnição: 180 Autonomia: 7500Km a 14 nós - Nr. Eixos: 2 - Velocidade Máxima: 26 nós

Canhões / armamento principal
1 x Soviet State Factories 130mm AK-130 (Calibre: 130mm/Alcance: 23Km)
1 x Tulamash Zavod 30mm Kashtan (Calibre: 30mm/Alcance: 4Km)

Misseis
Sistema de lançamento N/D9M317 / Buk-M2 / Shtil24 x Novator 9M317 / Buk-M2 / Shtil (Defesa Anti-Aérea)
Sistema de lançamento N/DSS-N-26 / 3M55 «Yakhont»16 x Chelomey SS-N-26 / 3M55 «Yakhont» (Anti-navio)

Aeronaves embarcadas


Forum de discussão

A fragata Sergei Gorshkov, cuja construção teve inicio em 2006, pretende ser o primeiro navio do tipo lançado depois do colapso da União Soviética pelos estaleiros da Rússia.
Com excepção das corvetas da série Steregushy.

Estes navios, conhecidos como projecto são aparentados com os navios da classe Talwar (projecto 11356) construidos para a marinha da União Indiana, como modernização da classe Krivak-III, actualizada com várias modificações externas, tendo em vista a redução da assinatura-radar do navio, tornando-o menos visivel.

Grande parte dos custos de desenvolvimento desta série de navios foi pago pela marinha indiana, e os estaleiros russos puderam de seguida aplicar aquelas modificações em navios próprios. Os Sergei Gorshkov também incluem por isso características de desenho, da mais recente classe de fragatas «Trishul» ( desenhada pelos estaleiros russos mas construida em estaleiros indianos).

A utilização de um desenho base relativamente antigo (anos 60) resulta das limitações dos estaleiros russos e da necessidade de manter os custos de desenvolvimento dentro de limites aceitaveis. A modificação e constante modernização de sistemas, tem sido uma tradição nas forças armadas russas como foi nas forças armadas da União Soviética, que tradicionalmente optam por soluções adaptadas em vez de novas soluções, quer por razões economicas quer por razões de filosofia e doutrina operacional.

Os navios da classe Sergei Gorshkov, aproveitam as mais recentes tecnologias disponíveis na Russia e deverão incorporar os sistemas de armas mais recentes desenvolvidos por aquele país. Por isso existe uma grande diferença entre este tipo de navios e os Krivak que lhes deram origem quarenta anos antes.

O problema principal da marinha russa parece no entanto ser o orçamento disponível. Para manter um nível operacional e uma quantidade de navios próxima daquela que foi transferida para a Rússia, seria necessário produzir cerca de duas dezenas de navios deste tipo. Nenhum dos dados conhecidos sobre orçamento e intenções das autoridades russas parece indicar que exista predisposição para dispender o dinheiro necessário para construir tal esquadra.

Entre os problemas que se apresentam aos projectistas russos está o dos radares de última geração, que a industria soviética nunca conseguiu construir e que aparentemente continua sem conseguir desenvolver. Alguns radares mais antigos continuam a ser utilizados e modernizados, mas não há novos sistemas capazes de ombrear com os ocidentais.

Prova disto será a opção por parte da marinha indiana nas suas fragatas da classe Shivalik (também derivadas do Krivak-III) que utilizam muitos sistemas ocidentais.
O sistema de propulsão também parece ser um problema, pois não há qualquer indicação de que novos sistemas de propulsão estejam em desenvolvimento.

A demonstração deste problema encontra-se também nos navios indianos «Shivalik» que também viram as suas turbinas russas serem substituidas por turbinas norte-americanas da General Electric.

Em 2011 foi anunciado que o programa de desenvolvimento se encontrava parcialmente suspenso por problemas relacionados com o lento desenvolvimento de sistemas electrónicos que deveriam ser instalados nos navios.

No final de 2013 previa-se a entrada ao serviço do primeiro navio da classe até ao final de Dezembro desse ano.


Informação genérica:
Com base nas fragatas Krivak III / Projecto 1135 da era soviética, os estaleiros navais russos, iniciaram um processo de modificação que levou ao desenho e concepção de uma classe derivada de navios, que ainda que sendo claramente baseados nos navios do tipo Krivak, apresentam características inovadoras e podem permitir a sua classificação como um novo tipo.

Este tipo de navios, designados como projecto 1135,6 são também algumas vezes referidos como Krivak-IV, numa alusão à sua derivação da classe Krivak-III.

Modernização e actualização

Uma outra derivação deste modelo, aparece na forma das fragatas indianas da classe Shivalik, as quais foram desenhadas com o apoio dos estaleiros russos.
Os mesmos estaleiros aproveitaram os estudos efectuados, para lançar a classe Sergei Gorshkov.

Tanto a classe Sergei Gorshkov quanto a classe Shivalik são derivados dos Krivak, embora estejam armados com sistemas de armas diferentes.
Os russos designam estes navios como projecto 22350, aparentando tratar-se de um novo navio. No entanto, as dimensões, proporções arranjo dos armamentos, deslocamento e configuração geral demonstram tratar-se basicamente de uma derivação do projecto 1135/Krivak.

Abaixo, o convés de voo para helicópteros e o hangar de um navio indiano Talwar e à direita uma imagem do Sergei Gorshkov.


Outro estaleiro russo, o estaleiro Yantar de Kaliningrad, baseou-se no mesmo projecto para desenvolver uma versão manos sofisticada das Krivak-IV destinada a operações no Mar Negro, cuja primeira unidade foi baptizada de Admiral Grigorovich.


   
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