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Submarino nuclear / misseis balísticos

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Russia
Submarino nuclear / misseis balísticos classe
Borei

Dados principais Motores
Deslocamento standard: 14720 Ton
Deslocamento máx. : 24000 Ton.
Tipo de propulsão: Reactor nuclear
Comprimento: 170 M - Largura: 13.5M
Calado: 10 M.
Profundidade: 450 M
Numero de tubos: 6
1 x Turbina a vapor AEU (0)
1 x Reactor nuclear OK-650B (0)
Tripulação / Guarnição: 107 Autonomia: 999999Km a 25 nós - Nr. Eixos: 1 - Velocidade Máxima: 29 nós

Misseis
Sistema de lançamento N/DSS-N-30 «Mace» / 3M14 «Bulava»16 x Russian Federation Enterprises SS-N-30 «Mace» / 3M14 «Bulava» (Arma estratégica)


Forum de discussão

Os submarinos do tipo Borei, conhecidos como projecto 955, são submarinos nucleares lançadores de mísseis balísticos.
São a classe de submarinos russos que pretende substituir e complementar os ainda restantes submarinos do tipo Delta-IV, juntamente com o submarinos do tipo Typhoon que já foram desarmados e retirados de serviço [1] . Inicialmente foram previstos 12 unidades deste navio, mas em 2007, os numeros terão baixado para apenas seis, com a previsão do aumento do periodo de vida útil dos Delta-IV mais recentes.

Inicialmente, os submarinos deste tipo tinham sido projectados como projecto-935, e deveriam estar armados com 20 mísseis SS-NX-28, cujo desenvolvimento fracassou. O fracasso do míssil, implicou modificações radicais no projecto, que passou então a ser designado como Projecto-955. A construção do primeiro navio da classe teve inicio em 1996, tendo a sua construção sido extremamente lenta.

O aspecto geral dos Borei, cujo primeiro navio o Yuri Dolgoruliy já foi entregue à marinha russa mas ainda não tinha sido declarado operacional em Junho de 2012, mostra modificações significativas relativamente ao projecto inicial (935). Enquanto que naqueles ainda fora necessário recorrer a um compartimento sobreelevado que fazia lembrar os navios da classe Delta e provavelmente os Yankee dos anos 60, no novo projecto Borei, essa característica protuberância foi completamente removida, tendo sido acrescentados apêndices hidrodinâmicos que permitem ao navio uma melhor navegação.

A configuração dos Borei é assim idêntica à dos submarinos norte-americanos da classe Ohio.

Inicialmente os Borei deveriam comportar 20 tubos para lançamento de mísseis mas a revisão do projecto alterou onumero para apenas 16 [2]. Os mísseis utilizados serão os SS-NX-30 «Bulava», que têm um comprimento de 12 metros. Ainda que mais pequenos que os mísseis SS-N-23 (14,8m) eles eram ainda assim demasiado volumosos para caber no submarino, se o compartimento tivesse que ser reduzido. A solução parece ter sido a de colocar os mísseis numa posição ligeiramente inclinada.
Desta forma reduziu-se drásticamente a dimensão do compartimento de mísseis, que se acomodou à vela. Os Borei são assim muito mais hidrodinâmicos que todos os seus antecessores.

Suspensão da construção

Vários rumores sobre a suspensão ou atraso na construção destes submarinos começaram a correr no final de 2009. Finalmente em 22 de Dezembro de 2009, quando deveria ter sido efectuada a cerimonia de lançamento, os estaleiros SEVMASH confirmaram numa nota à imprensa, que a construção do quarto navio da classe Borei, o Nikolai Syvatitel estava suspensa. Embora não tenham sido divulgados mais dados, os analistas afirmam que a suspensão se deveu aos continuos problemas com os mísseis «Bulava» que é suposto equiparem os navios. Em Fevereiro de 2010, a construção do navio foi retomada.



Mísseis Bulava
Os navios do tipo Borei, deverão ter capacidade para disparar o míssil balístico Bulava, mas o desenvolvimento desse projecto tem sido afectado com continuos problemas e acidentes, que levaram que até ao inicio de 2010 não haja mísseis para instalar no primeiro navio do tipo Borei.

Misseis Sineva
Os problemas com o desenvolvimento do míssil Bulava (uma versão do míssil Topol) levaram a que fosse cogitada a possibilidade de os submarinos Borei receberem mísseis SS-N-23 «Skiff», ou «Sineva» na designação russa. Não é no entanto certo que tal seja possível sem modificações consideráveis nos navios, resultado de o míssil «Sineva» ser quase três metros mais longo que o Bulava. Os custos de tal conversão aumentarão ainda mais os custos do programa e poderão atrasa-lo em vários anos.


[1] - Apenas um navio da classe Typhoon foi mantido ao serviço, como plataforma para testes dos mísseis que deverão armar os navios da classe Borei.

[2] - Oficialmente o numero é de 16, ainda que varios rumores na Russia tivessem dado a entender que apenas 12 tubos foram instalados. As fotografias do exterior dos navios mostram no entanto 16 aberturas e não 12.
Informação genérica:


   
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