Navios deste tipo:

Kefallinia
Navio de desembarque ligeiro

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Navio de desembarque ligeiro


Grécia
Navio de desembarque ligeiro classe
Kefallinia
(tipo Zubr)
Zubr

Dados principais Motores
Deslocamento standard: 480 Ton
Deslocamento máx. : 550 Ton.
Tipo de propulsão: Turbina a Gás
Comprimento: 57.6 M - Largura: 25.6M
Calado: 0 M.
2 x Turbina a Gás NK-12MV [elevação / elevation] (23672cv/hp)
3 x Turbina a Gás NK-12MV [1] (35508cv/hp)
Tripulação / Guarnição: 27 Autonomia: 550Km a 55 nós - Nr. Eixos: 0 - Velocidade Máxima: 60 nós

Canhões / armamento principal
2 x Vympel 30mm AK-630 (Calibre: 30mm/Alcance: 4Km)


Forum de discussão

A Grécia é o maior operador deste tipo de navio, possuindo metade dos oito que em 2009 estavam operacionais.
Estes hovercrafts destinam-se a permitir à marinha da Grécia uma rápida capacidade para apoiar forças em qualquer das suas muitas ilhas no mar Egeu. Os navios devem ser utilizados conjuntamente com lanchas para apoio e baseiam a sua capacidade de defesa na sua velocidade, que pode ultrapassar os 60 nós (cerca de 110km/h).

Eles estão equipados com canhões de tiro rápido para defesa aproximada, e possuem lançadores de foguetes de artilharia (derivados navais dos sistemas Katiusha) que permitem bombardear posições em terra antes do desembarque, se necessário.
Também podem ser equipados com plataformas ligeiras SA-N-5 «Grail».

Estes navios têm uma capacidade para transportar até 130 toneladas, ou seja o equivalente a três carros de combate pesados.
Em alternativa, eles podem transportar:
10 viaturas de transporte de pessoal mais 230 militares
ou até 500 militares armados.


Na imagem o L182 Kerkira da marinha da Grécia. Notar que apenas duas das seis plataformas do navio estão equipadas. As restantes, podem ser equipadas com vários tipos de arma, conforme as necessidades.



Dois dos navios foram encomendados a estaleiros russos e foram reconstruções de unidades entretanto retiradas de serviço da marinha Soviética.
Outros dois foram encomendados a estaleiros ucranianos, também provenientes de reconstrução de navios da era soviética, mas um dos navios ucranianos tinha várias fissuras no casco e não foi aceite, tendo em sua substituição sido colocada uma terceira encomenda aos estaleiros russos em 2003, tratando-se neste caso de uma nova construção.
Um quinto navio do tipo terá sido encomendado, mas não chegou a ser entregue.

A operação deste tipo de navio é complexa e aparentemente à velocidade máxima, e ainda que os navios estejam construidos sob um colchão de ar, pode ocorrer desgaste acelerado dos materiais. O casco dos navios, é muito pouco resistente e leve e foi concebido para um periodo de vida útil de 16 anos.
Apenas dois navios deste tipo estão ao serviço da Rússia e outros dois da Ucrânia.

[1] - Três dos motores são destinados a locomover a embarcação enquanto que os outros dois se destinam a elevar o navio. A potência combinada é de
Informação genérica:
Os Hovercrafts da classe Zubr, estão entre os maiores navios deste tipo construidos. Eles foram o corolário da evolução dos conceitos soviéticos sobre a possibilidade de uma guerra com o ocidente.

Trata-se de navios de grandes dimensões para o tipo, que têm capacidade para apoiar operações rápidas de desembarque, podendo atingir pontos a até 250km de distância e voltar para trás sem reabastecimento.

Este tipo de navio é no entanto um alvo fácil para a maior parte dos mísseis anti-navio, pelo que a sua utilização tem sempre que contar com um enorme factor de risco. As operações serão sempre levadas a cabo contra áreas relativamente mal protegidas e onde não se espere um ataque.

Embora estejam defendidos por sistemas de tiro rápido, a principal defesa destes navios é a sua velocidade superior a 60 nós. Eles deverão ter efectuado a sua operação, antes que qualuqer unidade naval inimiga possa perceber onde ele está, identifica-lo e ataca-lo.
Numa situação típica, um Zubr pode sair do porto, atingir uma praia a uma distância de cerca de quatro horas e voltar no mesmo tempo. No entanto, durante o periodo da guerra fria, as operações possíveis, implicavam operações a menores distâncias.

Utilização
A utilização deste tipo de navios estava prevista para o mar Báltico, com o objectivo de lançar tropas em pontos chave, como portos do norte da Europa, especialmente da Alemanha e também para o Mar Negro.

Este tipo de operação ofensiva tinha dois objectivos:
O primeiro era o de ajudar a desorganizar as retaguardas das forças da NATO, que possuiam superioridade tecnológica mas tinham um numero muito inferior de tropas.
Por outro lado, ao tomar pontos de abastecimento estratégicos no mar Báltico, eles poderiam permitir um acesso mais fácil a outros meios de desembarque soviéticos, como era o caso dos navios LPD do tipo Ivan Rogov.
Quando utilizados no Mar Negro, eles tinham a vantagem de em caso de necessidade permitir atacar a costa da Turquia, país com o qual a antia União Soviética tinha fronteira directa.


Navios deste tipo continuam ao serviço na Russia e na Ucrânia.

Mais recentemente, já depois do ano 2000 a Grécia, adquiriu quatro unidades para utilização no mar Egeu.

A China, começou a negociar a aquisição de seis navios em 2006, mas as negociações foram canceladas. Em 2009, foi noticiado que os chineses tinham chegado a acordo com um estaleiro ucraniano para a construção de duas unidades, com outras duas sendo construidas em estaleiros chineses.


   
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