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Porta aviões


França
Porta aviões classe
Charles-de-Gaulle

Dados principais Motores
Deslocamento standard: 38000 Ton
Deslocamento máx. : 42000 Ton.
Tipo de propulsão: Nuclear / Turbina a vapor
Comprimento: 261.5 M - Largura: 64.36M
Calado: 9.43 M.
2 x Turbina a vapor Alsthom (61MW) (0)
2 x Reactor nuclear K-15 (300MW)
Tripulação / Guarnição: 1350 Autonomia: 99999Km a 25 nós - Nr. Eixos: 2 - Velocidade Máxima: 27 nós

Misseis
Sistema de lançamento SYLVER VLSAster-1532 x MBDA Aster-15 (Defesa antiaérea próxima)

Radares
- Thomson-CSF / Thales Arabel (Pesquisa aérea - Al.med: 69Km)
- Thomson-CSF / Thales DRBV 26 «Jupiter» (Pesquisa aérea - Al.med: 183Km)

Aeronaves embarcadas
- 6 x EADS-Eurocopter AS-565 SA «Panther naval»
- 2 x Northrop-Grumman/Westinghouse E-2C «Hawkeye»
- 8 x Dassault-Aviation Super Etendard
- 16 x Dassault-Aviation Rafale M


Forum de discussão

Tendo construidodois porta-aviões nos anos 60, a França tinha necessidade de garantir a manutenção dessa força, quando o periodo de vida útil daqueles navios se aproximava do fim.
A possibilidade de continuar a operar os antigos Foch e Clemenceau ainda foi considerada, mas as necessidades da guerra moderna mostraram que um porta aviões, para poder operar com segurança, precisa forçosamente de dispor de capacidade de aviso aéreo antecipado.

Este tipo de capacidade pode ser dada por helicópteros, mas a sua eficiência não é de forma alguma comparavel com a de aeronaves de asa fixa, quer pela sua velocidade, quer pelo seu raio de acção operacional.

Esta necessidade de operar aeronaves como o Hawkeye, tornou inviável manter em serviço os dois porta-aviões mais antigos, porque as catapultas instaladas naqueles navios não tinham a potência necessária para permitir utilizar os novos meios de vigilância.

Decisão de construir
Foi então tomada a decisão de construir um navio completamente novo, introduzindo também pela primeira vez a propulsão nuclear em navios de superficie. O Charles de Gaulle é o primeiro porta-aviões fora dos Estados Unidos, movido a energia atómica.

Quando os dois antigos porta-aviões atingiram os 15 anos de idade, começou a ser estudada a sua futura substituição, no final dos anos 70. A construção do navio teve inicio dez anos depois em 1989. A construção do navio foi lenta e afectada por cortes orçamentais, crises económicas. Ele foi lançado à água em 1994, e deveria ser entregue em 1996, mas só no ano 2001, após um longo periodo de aparelhamento o navio foi finalmente entregue à marinha da França.

Embora afectado por diversos atrasos, o Charles de Gaulle, é presentemente o mais poderoso navio de superficie de qualquer marinha europeia. Embora seja menor que o porta-aviões russo Admiral Kuznetsov, ele tem na realidade - por causa das catapultas - muito maior capacidade militar, transportando maior numero de aeronaves e possuindo um gama de sistemas electrónicos de uma geração completamente distinta.

Conforme esperado, a capacidade militar do Charles de Gaulle, é muito aumentada pela utilização dos sofisticados aviões-radar «Hawkeye» que são na prática os olhos do navio, copnseguindo «ver» a distâncias superiores a 400km.

O navio utiliza os caças Rafale na sua versão naval e recebeu também os caça-bombardeiros Super-Etendard, aviões subsónicos destinados a atacar navios inimigos com mísseis anti-navio, tendo ainda capacidade para efectuar ataques contra posições em terra.

Defesa
O porta-aviões está equipado com alguns sistemas de defesa próxima, como é o caso dos mísseis anti-aéreos Aster-15 que podem atingir alvos a distâncias de até 30km.
A protecção do navio também conta com a operação em conjunto com os novos contra-torpedeiros de defesa aérea da classe Forbin.

Capacidade anfibia
O Charles de Gaulle está equipado de forma a permitir o transporte de uma força de fuzileiros navais que poderá contar com até 800 homens. Esta capacidade é no entanto limitada a apenas alguns dias e depende da utilização de aeronaves de asa rotativa, reduzindo o numero de aeronaves de asa fixa.
A incorporação pela marinha Francesa de navios anfíbios de grandes dimensões, tornou esta facilidade do Charles de Gaulle secundária. A sua utilização ocorrerá apenas em caso de necessidade extrema.


Catapultas
O Charles de Gaulle, é aquilo que normalmente se apelida de porta-aviões CATOBAR (Catapult Assisted Take Off But Arrested Recovery) ou seja, ele utiliza catapultas a vapor para projectar as aeronaves.
A utilização de catapultas, tem uma enorme vantagem, porque permite ocupar apenas uma pequena parte da coberta de voo, permite colocar um maior numero de aeronaves na coberta aguardanto a descolagem e acima de tudo, permite colocar as aeronaves no ar, num espaço de tempo mínimo.
As catapultas do porta-aviõs francês, são versões «encurtadas» das que são utilizadas pelos porta-aviões norte-americanos da classe Nimitz.







Na primeira metade de 2013 o Charles de Gaulle terminou um periodo de revisão após mais de uma década no mar. O navio foi totalmente pintado e algumas instalações internas para apoio do pessoal foram completamente modificadas. Foram também instalados alguns sistemas informaticos secundários. A maquinaria e sistemas de propulsão também sofreram inspeções para verificar o seu estado geral.
Informação genérica:


   
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