Navios deste tipo:

P400
Patrulha costeiro
Ba Oumar
Patrulha costeiro
Al Bushra
Patrulha costeiro
Macaé
Patrulha costeiro

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Patrulha costeiro


Brasil
Patrulha costeiro classe
Macaé
(tipo P400)
P400

Dados principais Motores
Deslocamento standard: 440 Ton
Deslocamento máx. : 500 Ton.
Tipo de propulsão: Motor a Diesel
Comprimento: 55.6 M - Largura: 9.3M
Calado: 2.5 M.
2 x Motor a Diesel MCP- MTU-16V 4000 M90 (8000cv/hp)
Tripulação / Guarnição: 40 Autonomia: 4500Km a 15 nós - Nr. Eixos: 2 - Velocidade Máxima: 21 nós

Canhões / armamento principal
1 x Bofors / BAE Systems 40mm /L70 Mod.1958 (1 x) (Calibre: 40mm/Alcance: 12Km)
2 x Rheinmetal Defense 20mm Oerlikon/BMARC GAM-BO1 (Calibre: 20mm/Alcance: 2Km)

Radares
- Kelvin Hughes KH-1007 (F) (Navegação - Al.med: 37Km)


Forum de discussão

Em 2006 a marinha brasileira iniciou um processo de aquisição de navios de patrulha e entrou em negociações com a empresa francesa CMN para a concepção de um derivado dos navios do tipo «Vigilante» adequado para as necessidades da marinha brasileira. A utilização de componentes de fabricação local, também permitiu que 60% dos componentes fossem de origem brasileira.

Os navios brasileiros estão equipados com motores com uma potência idêntica à dos outros navios do tipo, mas são ligeiramente maiores. Isso poderá explicar a velocidade máxima apontada para os Macaé, que é menor que a de seus equivalentes.
Porém, tratando-se de um patrulha pensado para estar na água durante vários dias, a questão da velocidade máxima é muito menos importante que a da autonomia.

O numero total de navios deste tipo que podem vir a ser construidos é desconhecido, Além de seis em construção, espera-se a aprovação da construção de mais seis unidades.
Os planos apontam para um numero que poderá atingir as duas dezenas[1], tornando esta classe na mais numerosa de todos os navios derivados do P400. Estas embarcações vão desempenhar um importante papel na guarda das águas territoriais e da Zona Economia Exclusiva brasileira. Eles destinam-se a operações de garantia da soberania e patrulhamento dentro da Z.E.E.

Os navios da classe Macaé, deverão no entanto ser complementados com uma nova classe de Navios de Patrulha Oceânica com um deslocamento entre as 1,000 e as 2,000 toneladas, que terão capacidade para operar em qualquer ponto do oceano.


[1] - Diversas fontes apontaram numeros que atingiram as 46 unidades. No entanto tais numeros nunca foram confirmados e no final de 2011 o número de 27 unidades foi referido pela marinha brasileira.
Informação genérica:
Lançado no inicio dos anos 80 o tipo P400 constitui uma classe de patrulhas de dimensões médias que na França se destinaram a substituir a classe «Patra», navios que por sua vez foram transferidos para a Gendarmerie francesa.

Os navios são desginados pelo fabricante como «classe Vigilante» e são embarcações construidas com casco de aço com uma estrutura que originalmente se destinava a servir como lancha rápida com capacidade para lançar mísseis.
Essa capacidade, ainda que não presente pode ser implementada.

A primeira série construida para a França, inicialmente tinha duas chaminés laterais para exaustão de gases junto à linha de água. Isto deveria tornar os navios mais dificeis de detectar por dispositivos detectores de calor. No entanto os orificios para a saída dos gases acabaram por permitir a entrada de água. A solução foi a substituição dos orificios por duas chaminés.

Os modelos construidos posteriormente para marinhas de outros países, já não incluiram a estrutura preparada para as duas saídas laterais dos gases de escape e por isso concentraram essa saída numa posiçao central, com uma chaminé convencional.

Os navios foram colocados ao serviço da marinha da França e o projecto serviu de base para outros navios de dimensões idênticas e com funções similares.

Foram concebidas várias derivações, a saber:

BR-42 : 250t
CL-52 : 400t
CL-54 : 440t
CL-65 : 800t
CL-79 : 1400t

Os navios do tipo P400 acabaram sendo muito mais robustos que o que estava inicialmente previsto e por isso puderam ser utilizados para operações em regiões remotas.

Navios do tipo foram adquiridos pelo Gabão e pelo sultanato de Omã.

O Brasil começou a construir uma classe derivada do modelo CL54, com um deslocamento ligeiramente superior e destinada à patrulha costeira das águas brasileiras.


   
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