Navios deste tipo:

Le Redoutable / Inflexible
Submarino nuclear / misseis balísticos
Le Triomphant
Submarino nuclear / misseis balísticos

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Submarino nuclear / misseis balísticos


França
Submarino nuclear / misseis balísticos classe
Le Redoutable / Inflexible
(tipo Redoutable / Triomphant)
Redoutable / Triomphant

Dados principais Motores
Deslocamento standard: 8045 Ton
Deslocamento máx. : 8940 Ton.
Tipo de propulsão: Nuclear / Turbo-electrica
Comprimento: 128 M - Largura: 10.6M
Calado: 10 M.
1 x Reactor nuclear (0)
1 x Motor a Diesel (2670cv/hp)
2 x Turbina a vapor (15000cv/hp)
Tripulação / Guarnição: 135 Autonomia: 9999Km a 20 nós - Nr. Eixos: 1 - Velocidade Máxima: 25 nós


Forum de discussão

Os submarinos da classe Redoutable foram os primeiros submarinos nucleares franceses, e resultaram de uma decisão do presidente frances De Gaulle, de prover a França com capacidade de disuasão nuclear baseada em submarinos.
O primeiro dos navios foi lançado em 1964 e foi entregue à marinha da França em 1971.

Os navios foram armados com os mísseis que a França tinha disponíveis e que eram os M-20. Para um sistema que entrou ao serviço nos anos 70, tratava-se de um míssil relativamente inferior aos seus congéneres, pois os soviéticos lançaram na altura mísseis com alcance intercontinental.

Modernização

O último navio da classe foi o «L´Inflexible» que se distinguia dos restantes navios, possuindo várias modernizações e actualizações dado ter sido entregue 14 anos depois do primeiro.
Aliás, quando o primeiro navio do tipo, o «Le Redoutable» foi retirado de serviço em 1991, a classe passou a ser classificada com o nome do último navio do tipo e passou a ser conhecida como classe «L´Inflexible».

O sexto navio era diferente dos restantes e embora o primeiro tenha sido retirado de serviço, os outros quatro foram convertidos para o padrão do Inflexible, justificando assim a mudança de nome da classe.
Os navios receberam o míssil M4

O colapso da União Soviética também afectou a força francesa de disuasão. Assim, ainda que os navios tivessem sido modernizados há poucos anos, um deles foi retirado de serviço logo em 1996 e até 1999, outros dois seguiram o mesmo caminho, logo que o primeiro submarino da nova classe «Tryomphant» foi incorporado.

No inicio do século XXI apenas dois navios do tipo estavam ao serviço, tendo sido retirados de serviço em 2003 e 2006.


Informação genérica:

Submarinos nucleares franceses


O programa de desenvolvimento de um submarino nuclear francês teve inicio em 1956. A França fez explodir o seu primeiro engenho nuclear em 1960 mas o primeiro reactor nuclear francês desenvolvido ainda nos anos 50 demonstrou ser demasiado volumoso para permitir a sua instalação a bordo de um submarino.

A desconfiança francesa relativamente aos Estados Unidos levou à estabelecer cooperação nesse campo com os seus aliados norte-americanos e britânicos. A saída da França da estrutura militar da NATO levou a que o programa francês se atrasasse ainda mais.

Na altura, perante a iminência de uma invasão da Europa Ocidental pelas forças da União Soviética, os dirigentes franceses consideraram que não era provavel que os Estados Unidos iniciassem uma guerra nuclear mundial para proteger a Europa continental contra uma invasão.
Desta forma, a França considerou que a única forma de garantir que a União Soviética pensaria duas vezes antes de atacar a Europa, seria a de possuir uma força nuclear autonoma que poderia ser utilizada ainda que os Estados Unidos decidissem não intervir atacando a União Soviética.

A força de disuasão nuclear francesa, utilizaria seis submarinos sendo que pelo menos um (ou dois) estariam permanentemente no mar. Esta força nuclear francesa, teria capacidade para destruir mais de dois terços da infraestrutura industrial de toda a União Soviética e mais de 80% da população do país.

Le Redoutable
O primeiro dos navios foi lançado com praticamente dez anos de atraso e foram construidos seis «Le Redoutable». O último navio da classe foi bastante modificado, o que levou a que a classe fosse rebaptizada como «Le Inflexible», armada com mísseis mais poderosos.

Le Triomphant
A segunda classe de submarinos nucleares transportadores de mísseis balísticos seria a classe «Le Triomphante». Inicialmente estavam previstos cinco navios do tipo, mas os cortes reduziram o numero para três. Mais tarde o presidente Jacques Chiraq voltou a introduzir um quarto submarino no programa.

O último submarino do tipo transportará o novo míssil francês M-51, cujas capacidades em termos de numero de ogivas e alcance máximo, já se aproximam das do míssil Trident-II.

A França disporá assim de um total de quatro submarinos lançadores de mísseis balísticos, que juntos aos submarins britânicos prefazem oito submarinos europeus.

Capacidade nuclear europeia e balanço nuclear


Os oito submarinos da França e da Grã Bretanha representam o mais poderoso dissuasor europeu, ainda que ele não possa ser visto de forma integrada, dado não existir uma politica europeia de defesa.
Ainda assim, em termos de comparação, os Estados Unidos possuem 14 navios, a Rússia possui aproximadamente 10 e a China possui 2 navios, embora neste último caso, não sejam considerados operacionais.

Em termos de capacidade máxima permitida pelos mísseis intercontinentais que estão ao serviço e não considerando quer os limites estabelecidos pelos acordos bilaterais quer os limites auto-estabelecidos (como é o caso dos submarinos nucleares britânicos), a capacidade destrutiva das frotas de submarinos lançadores de mísseis balísticos intercontinentais em todo o mundo em 2010 seria a seguinte:

Estados Unidos: 1276,8 MT (3360 ogivas) [a]
Grã Bretanha: 243,2 MT (640 ogivas) [b]
Rússia: 160 MT (1600 ogivas) [c]
França: 64 MT (448 ogivas) [d]
China: 24 MT (24 ogivas) [e]

[a] - Capacidade de 10 MIRVS por míssil
[b] - O país limitou o número de MIRVS a 3 por míssil. A capacidade do míssil Trident-II, altera o equilbrio estratégico, dando à Grã Bretanha um poder desproporcinal.
[c] - Somando os submarinos das classes Delphin e Kalmar e considerando que todos os mísseis russos fossem modernizados para o padrão «Sineva» em menos de 12 meses.
[d] - Três submarinos mais um equipado com o novo míssil M-51, partindo do principio que o prazo previsto é cumprido (2010)
[e] - Considerando que o míssil JL-2 estará operacional nos dois submarinos da classe Jin, o que aparentemente ainda não ocorreu. A classe Xia não possui mísseis intercontinentais.


   
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