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Navio escola


Portugal
Navio escola classe
Sagres II

Dados principais Motores
Deslocamento standard: 1800 Ton
Deslocamento máx. : 2007 Ton.
Tipo de propulsão: Aparelho vélico
Comprimento: 89 M - Largura: 12.2M
Calado: 6 M.
2 x Motor a Diesel Krupp (750cv/hp)
Tripulação / Guarnição: 150 Autonomia: 5000Km a 5 nós - Nr. Eixos: 1 - Velocidade Máxima: 7 nós


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A história da Sagres II na marinha de Portugal teve um inicio algo atribulado. Na verdade tratava-se de um navio mercante alemão que fazia transportes entre a América do Sul e a Alemanha.
Embora Portugal não rivesse entrado na guerra, a pedido da Grã Bretanha, os navios alemães em portos portugueses foram confiscados por um decreto de 23 de Fevereiro de 1916 [1].
Os navios apresados entre os quais se encontrava o veleiro «Max», que antes de se chamar «Max» tinha o nome de «Rickmer Rickmers» foram entregues por empréstimo aos britânicos. O «Max», que se encontrava no porto da Horta, foi rebaptizado «Flores» e utilizado pelos britânicos para transporte entre 1916 a 1918.
O «Flores» acabou por ser entregue oficialmente a Portugal como reparação de guerra e em 1924 voltou à posse dos portugueses, que em 1927 decidiram utiliza-lo como navio-escola e o rebaptizaram como Sagres II, substituindo o antigo navio escola, o Sagres original.
No seguimento da sua transformação em navio-escola o navio foi modernizado em 1930, altura em que lhe foram instalados dois motores a Diesel de origem alemã, com uma potência conjunta de 750cv.

Ele esteve ao serviço até 1961, altura em que as autoridades portuguesas negociaram a compra do navio «Guanabara» da marinha do Brasil para o substituir.

O «Sagres II» perdeu então o seu nome e foi rebaptizado como «Santo André», passando a constar como navio na reserva. Ele foi finalmente entregue a uma associação alemã que o levou para a cidade de Hamburgo. Ali, ele foi submetido a uma modernização e recebeu de volta o seu antigo nome de Rickmer Rickmers. Encontra-se aberto ao público como navio-museu. Acomo parte da negociação, a marinha portuguesa recebeu o veleiro «Polar».

O navio tem a configuração de barca de três mastros com casco em ferro. Em 26 de Janeiro de 2010 voltou à sua posição normal como navio museu, após uma modernização, reforço do casco e reparação do seu interior.


[1] - Na prática foi o facto de os navios alemães terem sido confiscados pelo governo de Portugal, que despoletou a declaração de guerra da Alemanha a Portugal em 9 Março de 1916. De qualquer das formas, a situação de guerra entre os dois países era praticamente «de facto», nomeadamente em África.
Informação genérica:


   
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