Navios deste tipo:

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Fragata
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Fragata
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Fragata
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Fragata
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Fragata
Alamgir
Fragata

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Fragata


Paquistão
Fragata classe
Alamgir
(tipo OHP)
OHP

Dados principais Motores
Deslocamento standard: 2750 Ton
Deslocamento máx. : 3585 Ton.
Tipo de propulsão: Turbina a Gás
Comprimento: 135.6 M - Largura: 13.7M
Calado: 7.5 M.
2 x Turbina a Gás General Electric LM-2500 (41000cv/hp)
Tripulação / Guarnição: 187 Autonomia: 8100Km a 20 nós - Nr. Eixos: 2 - Velocidade Máxima: 29 nós

Canhões / armamento principal
1 x FMC-United Defense / BAE Systems 76mm Mk.75 (Calibre: 76mm/Alcance: 18.4Km)
1 x Raytheon Systems 20mm Phalanx Mk15 Block 1 (Calibre: 20mm/Alcance: 2.3Km)

Torpedos

Radares
- Raytheon Systems AN/SPS-49 (Pesquisa aérea - Al.med: 265Km)
- Raytheon Systems AN/SPS-55 (Combinado Aerea/superficie - Al.med: 37Km)


Forum de discussão

A fragata Alamgir, foi a primeira fragata da classe Oliver Hazard Perry a ser transferida para a marinha paquistanesa (a transferência foi feita directamente, dado a fragata ex USS McInnerney se encontrar ainda ao serviço).
Ao todo, a marinha do Paquistão pretende adquirir oito fragatas desta classe, conforme elas foram sendo retiradas de serviço nos Estados Unidos, embora a utilização dos navios esteja relativamente limitada.

O navio, cuja construção teve inicio em 1977, sendo pela primeira vez entregue à marinha dos Estados Unidos em 1979, tem mais de trinta anos ao serviçsergo e foi por isso submetido a algumas modificações, no sentido de lha garantir alguma capacidade e valor militar por mais alguns anos.

Entre as modificações que foram efectuadas está a inclusão de melhoramentos na capacidade de luta anti-submarina.

A remoção por parte da marinha dos Estados Unidos do lançador Mk.13 utilizado tanto para lançar mísseis anti-aéreos SM-1 como mísseis anti-navio Harpoon, reduziu consideravalmente a utilidade militar dos navios, que por isso estão limitados a utilização como plataformas ASW.
Deverão por exemplo servir de plataforma de testes para UAV's da marinha paquistanesa.

A idade avançada dos navios que a marinha paquistanesa poderá adquirir leva a que não seja aconselhada nenhuma reconstrução de monta, destinada a voltar a dar aos navios capacidade para lançar mísseis.

Por outro lado, operando apenas como navios especializados na luta anti-submarina, eles terão um custo operacional muito mais baixo e podem ser utilizados em missões de patrulha a mesmo a longa distância em caso de necessidade.

Ainda assim, e embora a transferência do navio seja gratuita, tratando-se de um navio oferecido pelos Estados Unidos ao Paquistão, os trabalhos de modernização e adaptação às necessidades da marinha paquistanesa estão orçados entre 65 e 78 milhões de dólares americanos a preços de 2010.


Informação genérica:
Os navios da classe Oliver Hazard Perry tiveram a sua origem no conceito de fragata de patrulha que foi proposto em 1970, com o objectivo de criar um navio de segunda categoria que pudesse efectuar um grande numero de missões e fosse muito mais barato que os navios especializados em defesa aérea ou defesa anti-submarina.

As fragatas deste tipo foram pensadas como navios modulares que pudessem ser construidos em módulos pré-fabricados que posteriormente poderiam ser montados em diferentes estaleiros.

Os vários modulos podiam pesar 35, 100, 200 ou 400 toneladas e a facilidade da sua construção levou a que o programa OHP não sofresse atrazos, tendo mesmo alguns dos navios sido entregues antes do prazo previsto.

Navegue antes de comprar
O programa OHP, foi uma novidade para a marinha dos Estados Unidos, porque introduziu um conceito já utilizado na Força Aérea e que implicou pagar pela construção de uma primeira unidade completa, onde se pudessem encontrar erros e problemas que posteriormente poderiam ser corrigidos no caso de o conceito provar, o que veio a acontecer.

Navio de segunda classe
Na verdade, para reduzir ao máximo os custos as fragatas Perry contam com algumas desvantagens de conceito, como por exemplo o de contarem com apenas um único eixo, a que estão ligadas as duas turbinas a gás LM-2500.

Para reduzir este problema, dois pequenos «pods / casulos» retrácteis foram acrescentados, pelo que se o navio perder o seu único eixo mesmo assim ainda se pode locomover se bem que a uma velocidade de apenas 5 nós.

Fragatas com diferentes tamanhos
Um dos problemas que não foi imediatamente resolvido nas primeiras fragatas da classe foi o da dimensão da pista de pouso.

As fragatas da classe «Perry» começaram a ser entegues à marinha dos Estados Unidos no inicio dos anos 80, tendo países como a Austrália, a Espanha e Taiwan construido a sua própria sub-classe de navios em estaleiros locais.

Espanha: classe Santa Maria
Austrália: classe Adelaide
Taiwan: classe Cheng Kung

Outros países também adoptaram esta classe, adquirindo fragatas Perry, à medida que estas íam sendo retiradas de serviço nos Estados Unidos. Estes navios formam também as suas próprias classes:

Turquia: classe Gaziantep
Polonia: classe Pulaski
Barém: classe Sabah
Egipto: classe Mubarak



A construção compartimentada das fragatas Perry, demonstrou as suas vantagens aquando do incidente com a fragata USS Stark, que foi atingida por dois mísseis Exocet lançados por aviões Mirage F-1 iraquianos, que atingiram o navio quase no mesmo lugar.

A fragata Stark adernando após ser atacada por mísseis Exocet


Corria o ano de 1987 e na altura o Iraque estava em guerra com o Irão e o navio americano foi erradamente identificado como pertencente à marinha do Irão.
A fragata que estava numa missão de rotina não tinha os seus sistemas de defesa ligados, pelo que foi apanhada de surpresa.

No entanto, embora tenham morrido 37 marinheiros, o treino da tripulação e a compartimentação do navio, bem como a sua qualidade de construção evitaram que se afundasse.

Um ano mais tarde, a qualidade de construção das fragatas também foi posta à prova, quando a tripulação de outro navio da classe evitou que a fragata Samuel Roberts se afundasse após embater contra uma mina anti-navio iraniana.


   
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