Navios deste tipo:

D´Estienne D´Orves
Fragata
Drummond
Corveta
Burak
Corveta

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Corveta


Argentina
Corveta classe
Drummond
(tipo D´Estienne D´orves)
D´Estienne D´orves

Dados principais Motores
Deslocamento standard: 950 Ton
Deslocamento máx. : 1170 Ton.
Tipo de propulsão: Motor a Diesel
Comprimento: 80 M - Largura: 10.3M
Calado: 5.5 M.
2 x Motor a Diesel SEMT-Pielstick 12PC2.2 V400 (12000cv/hp)
Tripulação / Guarnição: 93 Autonomia: 8100Km a 15 nós - Nr. Eixos: 2 - Velocidade Máxima: 23 nós

Canhões / armamento principal
1 x DCN - Naval Creusot-Loire Mod. 1968 (Calibre: 100mm/Alcance: 17Km)

Misseis
Sistema de lançamento MM38LEXOCET MM-384 x MBDA EXOCET MM-38 (Anti-navio)

Torpedos
- 6 x ALENIA-Marconi A244/S - sistema de lançamento: lançadores Mk.32 (3)

Radares
- RACAL-DECCA TM-1226 (Navegação - Al.med: 27Km)
- Thomson-CSF / Thales TRS 3030 / DRBV-51A «Triton» (Superficie - Al.med: 28Km)

Outros sistemas electrónicos
- CSEE Defence Dagaie (Contramedidas electronicas)


Forum de discussão

As fragatas (corvetas) da classe Drummond da marinha argentina, são equivalentes aos navios franceses da classe D´Estienne D´Orves, embora possam ser apontadas algumas diferenças relativamente aos navios franceses.
Estas diferenças são especialmente claras no terceiro navio da classe nomeadamente no que respeita à configuração à ré, onde os navios argentinos receberam uma torre armada com dois canhões de 40mm, para função anti-aérea. A instalação daquele armamento implicou a colocação do respectivo director de tiro.

Dos três navios, dois tinham sido adquiridos pela marinha da África do Sul, mas a venda foi cancelada por causa de um embargo à venda de armas decretado pelas Nações Unidas.
Os navios foram então vendidos para a Argentina em 1978, que acrescentou às duas unidades adquiridas, uma terceira nova construção.

A primeira ação dos navios ocorreu no mesmo ano em que foram incorporados, quando as corvetas Drummond e Guerrico, juntamente com o contra-torpedeiro Hercules escoltaram o porta-aviões argentino «25 de Mayo» nas operações no canal de Beagle, quando as relações entre Chile e Argentina quase levaram os dois paises a uma situação de guerra.

Estes navios também participaram nas operações de invasão das Malvinas em 1982 e tiveram papel activo em algumas das operações navais do conflito.
A corveta Guerrico, foi o primeiro navio de guerra argentino a entrar em combate, embora a sua actuação tenha sido marcada pela falta de eficácia dos armamentos embarcados.
O navio começou por disparar os seus canhões ligeiros de 20mm, que encravaram. De seguida encravaram os canhões de 40mm, quando se decidiu abrir fogo com a peça principal de 100mm esta também encravou.
Não foi possível disparar com estar armas sobre as posições britânicas controladas por um grupo de 22 fuzileiros navais da Royal Navy. Sem armas, o comandante retira o navio, mas quando efectua a manobra, os dois canhões de 40mm à popa voltam a ficar operacionais. O navio voltou então a fazer fogo e os britânicos sinalizam a sua intenção de se render.

Já a corveta Drummond actuou junto à capital das ilhas Malvinas (Port Stanley / Puerto argentino) tendo ficado baseada naquela cidade entre 8 e 16 de Abril, altura em que foi retirada para efectuar operações de patrulha na região da Patagónia.

Navios do tipo também foram utilizados pelos argentinos em operações de Paz no Haiti, ao serviço das Nações Unidas.


Informação genérica:
As pequenas fragatas, ou avisos escoltadores da classe D´estienne D´Orves, também conhecidas como tipo 69-A foram concebidas no inicio da década de 1970 com o objectivo - entre outros - de substituir as fragatas de escolta da classe Le Corse e Le Normande. Eram navios mais pequenos que aqueles que pretendiam substituir, mas a sua capacidade militar era relativamente elevada.

Eles parecem ter sido influenciados pelas corvetas da classe João Coutinho, que foram desenhadas em Portugal, para responder às necessidades daquele país, que no final dos anos 60 precisava de navios com alguma capacidade militar para utilizar nos seus territórios ultramarinos. No entanto, aparecem mais como versões reduzidas dos avisos escoltadores do tipo Commandant Riviére.

Aliás, estes avisos/corvetas também complementaram e substituiram parcialmente as fragatas da classe Rivière, podendo desempenhar as mesmas funções que aquelas, principalmente nas bases remotas da França no Índico.

Na verdade, pelas suas dimensões eles podem ser classificados como corvetas. O seu armamento mais pesado, permite aos navios uma actuação para além das funções meramente de navio de patrulha armado.

Armadas com dois ou quatro mísseis Exocet (primeiro os MM-38 e posteriormente os MM-40), juntamente com um canhão automático de 100mm Creusot-Loire Mod.68 e com torpedos e armas para luta anti-submarina, as fragatas tinham um valor militar considerável para o inicio da década de 1980.

Além da França, também a África do Sul mostrou interesse nos navios e encomendou dois. Um embargo à venda de armas inviabilizou a aquisição.

Os navios previstos para a África do Sul foram posteriormente vendidos à Argentina, que adquiriu um terceiro.

À medida que os navios mais antigos da classe vão sendo retirados de serviço, parte deles foram vendidos para a marinha da Turquia.


   
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